O MAÇOM E O SAL - Sergio Quirino



Uma passagem no Livro da Lei merece reflexão de todos nós, pela profunda simbologia e pelo que diz das ocupações, ofícios e condições dos que se propõem a realizar algo.

Está em Mateus, capitulo 5, versículo 13; “Vós sois o sal da terra. Mas, se o sal perder o seu sabor, com que se há de salgar? Não servirá para nada, exceto para ser lançando ao solo e pisado por quem passa”

A segunda parte, mais densa, de certa forma, até desumana, tem sua compreensão no versículo: “Lembra-te que és pó, e ao pó hás de voltar” (Gênese 3,19).

Muitos são os significados simbólicos na relação Maçom/Sal encontrados na Câm.’. Refl.’..

O sal na medida certa pode simbolizar a vida, por imprimir sabor aos alimentos. Nesta dosagem ele proporciona saúde e prazer. Existe outra medida que preserva o alimento e evita sua deterioração. Há ainda outras quantidades que, simplesmente, o estragam.

O que em nos nossos labores podemos fazer na analogia com o sal? As instruções maçônicas, que são o próprio sal.

O conhecimento maçônico é o que dá “sabor” à vida do Maçom. Este “alimento” nos mantém “saudáveis”, nutrindo e afastando a degeneração causada pelos vícios.

Assim como na Medicina, a “obesidade mórbida maçônica” é uma realidade e se apresenta mais perigosamente em Grau 3.

Longe de mim propor aos Irmãos que cessem de se alimentar/instruír. Mas, não podemos nos descuidar dos “desvios alimentares” ou a aplicação equivocada do “sal” em pratos diferentes.

Na analogia alimentar, digamos que pratos famosos sejam Ritos. O Rito da Feijoada Brasileira, o Rito do Strogonoff Russo, o Rito da Sopa de Cebola Francês, são pratos/ritos muito “saborosos”, com tradição e real valor nutricional/instrucional. PORÉM, devemos compreende-los como originalmente completos, portanto mantendo suas características.

Imagine uma Sopa de Cebola feita com feijão, uma feijoada com asas de frango ou strogonoff com orelha de porco!

Este alerta é necessário para os Irmãos terem consciência do que se trata o “sal”, que é útil a um prato e pode estragar um outro. Assim, deve ser dosado o tempero que se acrescenta nas instruções.

Encontramos Irmãos que não querem se instruir, são os insípidos e completamente DES-SAL-INIZADOS.

Os bem nutridos/instruídos, são os SAL-DÁVEIS (permita-me esta breve digressão de vocábulo).

No outro extremo estão os Irmãos SAL-GADOS, carregados de informação, sem controle do necessário tempero.

Lamentavelmente, existem Irmãos que, por conduta própria ou mal conduzidos, se tornam indigestos.

A estes, nossa tolerância. Aos “saudáveis”, nosso respeito. Aos “sem sabor”, nossa dedicação.

A PROGRESSÃO DO MAÇOM SE FAZ POR AUMENTO DE SAL-ÁRIO,

NA MEDIDA EXATA ENTRE O APRENDER E O ENSINAR.

Atingimos quinze anos de compartilhamento de instruções maçônicas. Nosso propósito fundamental é incentivar os Irmãos ao estudo, à reflexão e tornar-se um elemento de atuação, legítimo Construtor Social.

Sinto muito, me perdoe, sou grato, te amo. Vamos em Frente!

Fraternalmente

Sérgio Quirino

Candidato a Grão-Mestre - GLMMG 2021/2024

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