março 02, 2026

O QUE É SER MAÇOM - Vanderlei Coelho


 

OS NOVE DEUSES QUE EXPLICAM A CRIAÇÃO DO MUNDO - Rogério de Paula

 


Os Nove Deuses que Explicam a Criação do Mundo: o Segredo da Eneade de Heliópolis

No contexto do Egito Antigo, especialmente durante o Período Arcaico e o Antigo Império (c. 3000–2181 a.C.), desenvolveu-se uma das mais sofisticadas teologias da Antiguidade: a Eneade de Heliópolis. Formulada no grande centro religioso de Heliópolis, essa doutrina não era um mito isolado, mas um sistema filosófico e cosmológico estruturado, criado para explicar a origem do universo, a ordem do mundo e a legitimidade do poder real.

No princípio existia Nun, o oceano primordial do caos. A partir dele surge Atum, o deus criador auto existente, que dá origem aos demais princípios divinos. De Atum nascem Shu, o ar vital que separa o céu da terra, e Tefnut, a umidade e o equilíbrio cósmico. Dessa separação emergem Geb, a terra viva e fértil, e Nut, o céu arqueado que envolve o mundo.

A narrativa avança para o núcleo político e espiritual da teologia egípcia com Auset (Ísis), Ausar (Osíris), Set e Nephthys. Ausar representa a realeza sagrada, a regeneração e a vida após a morte; Auset é a magia, a maternidade e a legitimidade do trono. Set, frequentemente mal interpretado, não é um “deus mau”, mas a personificação do caos necessário, responsável por testar e preservar a ordem. Nephthys atua como guardiã das transições entre a vida e a morte. 

O ciclo se completa com Heru (Hórus), o herdeiro legítimo, símbolo do faraó vivo e da ordem divina na terra.

Mais do que religião, a Eneade era uma cosmovisão oficial do Estado, usada para justificar o poder do faraó, manter a maat (ordem cósmica) e explicar o equilíbrio entre criação e destruição. Essa teologia demonstra que o Egito Antigo não pensava o mundo de forma mítica no sentido moderno, mas sim através de símbolos filosóficos precisos, cuidadosamente organizados.

Em conclusão, a Eneade de Heliópolis revela que os egípcios possuíam uma compreensão profunda e coerente do universo, onde ordem e caos não se anulam, mas coexistem. Trata-se de um sistema teológico que influenciou séculos de pensamento religioso e político, consolidando o Egito como uma das civilizações intelectualmente mais complexas da história.

Fontes

ASSMANN, Jan. The Search for God in Ancient Egypt. Cornell University Press, 2001.

HORNUNG, Erik. Conceptions of God in Ancient Egypt: The One and the Many. Cornell University Press, 1982.

ALLEN, James P. Middle Egyptian: An Introduction to the Language and Culture of Hieroglyphs. Cambridge University Press, 2014.

PINCH, Geraldine. Egyptian Mythology: A Guide to the Gods, Goddesses, and Traditions of Ancient Egypt. Oxford University Press, 200

março 01, 2026

MARÇO PEDE LICENÇA - Newton Agrella


 

O nome do mês de MARÇO, que abre suas portas na data de hoje na era vulgar do ano de *2026* do Calendário Gregoriano  tem sua origem advinda do substantivo "Martius" que era o primeiro mês do ano na Roma Antiga e no seu antigo calendário.

Esse nome fazia referência a MARTE, Deus da Guerra. 

Como em Roma o clima é mediterrâneo, Março é o mês que abre a Primavera, suscitando desse modo uma relação lógica para se dar o início de um novo ano, assim como para se empreender a temporada das campanhas militares de então.

Tudo isso, é claro, baseado nas circunstâncias históricas, sociais e culturais daquela época.

Cabe registrar que a partir do nome "Março", derivou-se por analogia e por extensão semântica, o adjetivo, "marcial", cuja idéia remete ao aspecto bélico, de guerra, de luta e de confrontos.

Por isso, o surgimento das expressões: : Corte Marcial,  Lei Marcial, Artes Marciais e por aí afora.

Feita esta brevíssima consideração histórica sobre o referido mês, cumpre destacar que na história contemporânea, a data mais marcante do mês de Março, comemorada em mais 100 países e institucionalizada pela ONU (Organização das Nações Unidas) - a partir da década de 1970  -  é 08 de Março  - "DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES"  - como sendo um dia de protestos e manifestações legítimas na luta contínua pelos seus direitos em toda a sua plenitude. 

Uma luta não apenas contra a desigualdade salarial e profissional, mas sobretudo contra o machismo, a violência e o feminicídio.

O mês de Março portanto, traz consigo essa carga de responsabilidade histórica que impõe um permanente estado de vigília, de reflexão e principalmente de "consciência"  por parte da civilização humana.

Que Março continue bradando através da força de seu nome e de seu significado, a luta desmedida e ininterrupta pelo reconhecimento, respeito e valor inestimável que a Mulher possui e representa em todo o nosso universo.



POLÍCIA BRITÂNICA DISCRIMINA MACONS - Luciano J. A. Urpia



A Justiça britânica validou, nesta terça-feira (17.02.26), a decisão da Polícia Metropolitana de Londres (Scotland Yard) de obrigar seus agentes a declararem publicamente se são ou foram membros de organizações maçônicas. O juiz Chamberlain, do Tribunal Superior, rejeitou o recurso apresentado por entidades representativas dos maçons e por dois policiais que buscavam anular a medida, considerando a ação judicial como "não razoavelmente defensável". A nova política, implementada em dezembro, exige que policiais e funcionários divulguem qualquer filiação a grupos hierárquicos confidenciais que imponham apoio mútuo entre seus membros, visando eliminar riscos de parcialidade real ou percebida no desempenho das funções policiais.

Em sua decisão de 17 páginas, o magistrado enfatizou que a exigência não é discriminatória nem estigmatizante, e que seu objetivo duplo, assegurar o desempenho adequado das funções e manter a confiança pública na corporação, é legítimo e proporcional. O juiz destacou que deixar a decisão de revelar a filiação a critério individual de cada agente não alcançaria o propósito de fortalecer a credibilidade institucional. A Scotland Yard comemorou o veredito, com o Comandante Simon Messinger afirmando que a política foi criada em resposta a preocupações da sociedade sobre possíveis conflitos de lealdade, garantindo que vítimas e denunciantes sintam-se seguros de que as investigações não serão comprometidas.

Adrian Marsh, representante da GLUI, manteve a posição de que a medida é discriminatória e não contribuirá para a segurança de Londres. Durante o julgamento, a advogada Claire Darwin KC, representante dos maçons, argumentou que a decisão equivalia a criar uma "lista negra" baseada em "teorias da conspiração antigas e estereótipos preconceituosos". Em contrapartida, a defesa da Polícia Metropolitana rebateu as acusações, classificando a alegação de lista negra como "manifestamente falsa" e reiterando que os funcionários permanecem livres para ser maçons. Cerca de 400 agentes já declararam sua filiação desde a implementação da nova regra.

Fonte: The Guardian | theguardian.com e CURIOSIDADES DA MAÇONARIA


PALESTRA NA COLIGAÇÃO EM SANTOS - Michael Winetzki



 

Neste sábado a tarde participei como palestrante da reunião mensal da Coligação das Lojas Maçônicas da Baixada Santista, que reúne Veneráveis Mestres e Mestres Instalados da maioria das Lojas de região.

A reunião que seria realizada na minha Loja, ARLS Tríplice Aliança 341 de Mongaguá teve de ser transferida para a magnífica ARLS José Bonifácio n. 20 de Santos, uma vez que as intensas chuvas que caíram na cidade danificaram nosso templo.

A convite do presidente da Coligação, irmão José Carballido Dominguez realizei a palestra " 1666 - O incêndio de Londres e a origem da maçonaria especulativa" que foi muito bem recebida pelos irmãos presentes.

Recebi um mimo da Coligação e entreguei ao irmão Carballido uma medalha historuca da GLESP em nome do Sereníssimo Grão Mestre Jorge Anísio Haddad. Os rrabalhos foram encerrados com um lauto almoço. 

Na foto: da esquerda para a direita José Carballido Dominguez, eu, o VM da ARLS Tríplice Aliança 341, irmão Alexandre Lucena e o VM da ARLS José Bonifácio 20, irmão Celso G. P. Rodrigues.

MAÇONARIA E IGREJA CATÓLICA: AS RAZÕES DE UM DIÁLOGO



Por Paulo Rola – Grão-Mestre da Grande Loja Legal de Portuga

É com muita atenção e progressiva satisfação que a Maçonaria Regular portuguesa tem seguido as palavras do novo Papa Leão XIV, desde a sua proclamação inaugural como Sumo Pontífice. Nesse sentido, transmitiu-nos esperança desde logo o conteúdo do seu primeiro discurso a partir da Basílica de São Pedro, logo após ser eleito pelo conclave cardinalício no dia 8 de maio.

“A paz esteja com todos vós!” foi (todos estamos lembrados) a primeira frase pública de Leão XIV aos milhares de fiéis em ovação. Na mesma ocasião, proclamou a necessidade de “uma Igreja missionária, uma Igreja que constrói pontes, dialoga, sempre aberta para receber como esta praça com os braços abertos. A todos, a todos aqueles que precisam da nossa caridade, da nossa presença, do diálogo e do amor”.

Dois dias depois, dirigindo-se aos cardeais, o novo Papa reforçou esse sentido da abrangência ao destacar vários pontos da Exortação Apostólica ‘Evangelii Gaudium’ de S.S. o Papa Francisco, sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual. Um desses pontos, a necessidade de “um diálogo corajoso e confiante com o mundo contemporâneo nas suas várias componentes e realidades”.

Nascido Robert Francis Prevost, em Chicago, o novo Papa conhece certamente tudo o que os Estados Unidos da América – nos seus princípios definidores e direitos fundamentais – devem à Maçonaria, a começar por muitos dos seus pais fundadores e, inclusive, o seu primeiro presidente da República, George Washington, também ele maçom. Com efeito, é nos EUA que hoje encontramos a maior concentração de maçons no Mundo, seguidos pela região da América Latina e Caraíbas, na qual o atual Papa Leão XIV passou anos em trabalho missionário.

Não nos restam, pois, quaisquer dúvidas: O novo Pontífice conhece certamente o trabalho maçónico em prol do desenvolvimento humano e social e de afirmação dos valores da Maçonaria Regular: A Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade.

De igual modo, não ignora certamente o novo Papa que, na Maçonaria Regular – uma instituição onde é obrigatória a crença num Ser Superior ao Humano e por isso salientada a dimensão divina do Grande Arquiteto Do Universo – múltiplos exemplos existiram no Passado, e muitos existem também no presente, de representantes da Igreja Católica Apostólica Romana na Maçonaria Regular. Cardeais, Arcebispos, inclusive Papas, terão sido maçons. E isso mesmo depois da tristemente famosa Bula In Eminenti Apostolatus Specula, emitida por Clemente V em 1738 e que, de forma para os maçons regulares não compreensível, ressoa ainda hoje no Vaticano nas alocuções que acusam os maçons e os ameaçam com a excomunhão.

É aliás essa precisamente a situação que acreditamos poder agora vir a ser alterada. Assim como o Dicastério para a Doutrina da Fé voltou a reafirmar em 2023 a irreconciliabilidade entre a doutrina católica e a Maçonaria, assim acreditamos que essa anacrônica posição será eliminada. Ela apenas serve para entristecer e ostracizar milhares e milhares de católicos maçons, que em todo o mundo trabalham para o seu melhoramento e o da sociedade, sem com isso em nada depreciarem a sua fé em Cristo e em Deus, ou diminuírem através do seu trabalho maçónico a sua dedicação à Igreja como católicos. Pelo contrário.

Ciente disso mesmo, em abril de 2021 e inspirada então pela Encíclica Papal Fratelli Tutti, a Maçonaria Regular portuguesa endereçou a S.S. o Papa Francisco uma carta assinada pelo então Grão-Mestre, Armindo Azevedo. Nessa carta, salientávamos já como os princípios defendidos pela Encíclica vinham ao encontro daqueles defendidos pela Maçonaria Regular, nascida no dia consagrado a S. João, o Batista.

De igual modo, a carta salientava as declarações públicas, datadas de 2016, do Cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Colégio da Cultura, numa carta aberta aos maçons regulares, “Cari Fratelli Massoni”, o qual falava de construirmos pontes e não muros, lembrando que entre os valores comuns que unem as duas instituições estão a sua dimensão comunitária, de dignidade humana, de beneficência e de combate ao materialismo.

Infelizmente, como antes citado, dois anos depois dessa carta – e através do Dicastério para a Doutrina da Fé – o Vaticano reafirmou o caminho oposto e reiterou a prática maçônica como inconciliável com a fé católica.

É essa posição que pretendemos agora que comece a ser revertida. Cremos que a eleição do novo Papa que escolheu para si o nome de Leão XIV, para mais sendo norte-americano, justifica que perseveremos nos nossos argumentos de uma visão com pontos comuns entre a Maçonaria Regular e a Igreja Católica, tanto para o Homem como para o Espírito.

Por assim o acreditarmos, iremos reiniciar as diligências, através de uma nova comunicação a S. S. o Papa Leão XIV, exortando a que, desde logo na fase inicial do seu Pontificado, dê sinais de abertura para que possa existir uma reconciliação no coração dos milhões de maçons regulares de todo o mundo com a Igreja Católica, podendo eles assim comungar na certeza de que o amor a Cristo que os move é tão puro quanto o amor ao Homem que junta, em fraternidade, homens livres e de bons costumes em todo o planeta. Para que a paz esteja – verdadeiramente – com todos nós, neste mundo conturbado e ameaçado, o caminho a seguir é o do diálogo aberto e o da comunhão entre aqueles que partilham do mesmo amor por Deus e pelos Homens.







O RETORNO - Adilson Zotovici

 



Bate à porta o costumeiro,

Do templo, sem embaraço,

Que o intuito dum obreiro

É franquear  teu espaço


Foste embora do canteiro

Por fortuito descompasso

Caminhando qual  luzeiro

Retornas cambando e baço


Mas jamais perdeste o laço

Anseia teu paradeiro

O teu cinzel e teu maço


Recebe irmão verdadeiro

Fraternal  tríplice abraço

Pois...igual livre Pedreiro !



fevereiro 28, 2026

SOM. LUZ E PERCEPÇÃO - Eleutério Nicolau da Conceição


 

A PERCEPÇÃO DE CADA UM - Newton Agrella


Dia desses, caminhando por essas ruas do mundo, não pude deixar de perceber o semblante fechado e até certo ponto sisudo de grande parte das pessoas.

Mesmo os cães que passeavam com seus tutores, ao depararem-se uns com os outros, expressavam sua fúria através de seus latidos incontidos, marcando seu instinto de territorialidade.

A cara amarrada tomava conta das pessoas e dos cães.

Mais ou menos um tom monocórdico que desenhava o cenário com que se abria o dia.

Ainda pra ajudar, a manhã cinzenta de inverno contribuía sobremaneira pra que nada de tão especial pudesse acontecer...

E aí  dei-me conta, que muito provavelmente esta sensação irrepresada de tédio estivesse dentro de mim, enxergando a vida de maneira míope, sem perceber que eu estava me colocando na lateral da história.

Resolví tomar uma boa dose de fôlego, respirar fundo, levantar a cabeça e jogar um pouco de colírio nos olhos pra ganhar um pouco mais de ânimo.

Quem sabe assim eu poderia observar com mais tolerância e com maior naturalidade que o eixo do mundo não está situado no meu umbigo.

De repente bateu-me um estalo, e notei que a minha percepção das coisas estava um tanto turva.  

A mudança tem que partir de mim. Aprender a aceitar com menor rigor que a roda continua girando, porém numa velocidade diferente e que a vida segue seu curso ao sabor de um vento que sopra numa escalada que obedece uma reinterpretação de valores.

É claro, que matematicamente a soma de 1 + 1 sempre será 2.

Porém, filosoficamente essa mera questão aritmética, poderá ser entendida, conforme os desejos e as circunstâncias que cercam as necessidades de cada um.

Nossa existência não se explica e nem obedece as regras de um teorema.

Ela é pura e simplesmente um exercício de semântica em que as figuras de construção, imagem, linguagem e pensamento determinam os nossos caminhos.

Somos símbolos que se interpretam conforme as referências de nossa criação.



SOL & LUA NA MAÇONARIA - Kennyo Ismail

 






O Sol e a Lua, geralmente presentes em cada lado da parede do Oriente e tendo entre eles o trono do Venerável Mestre, destacados também no Painel de Aprendiz Maçom, sempre foram alvos das “especulações” dos estudiosos maçons.

Aliás, com tanta especulação sobre a simbologia maçônica, fica fácil compreender o verdadeiro significado do termo “Maçonaria Especulativa”!

Encontra-se de tudo por aí: Conforme alguns estudiosos de plantão, aquele Sol simboliza Mitras, Invictus, Horus, Rá ou Osíris, Hélio ou Apolo, a masculinidade, a Luz da Iniciação ou o símbolo do Oriente.

Já a Lua quarto-crescente seria o feminino, o segredo a ser revelado, a busca pela verdade, a palavra perdida e prestes a ser encontrada, ou até mesmo a ressurreição.

Isso sem contar nas interpretações absurdas, que não merecem citação.

O fato que parece passar despercebido para muitos é que esse Sol e Lua são, na verdade, um único símbolo.

A mais clara evidência disso é que, seja na parede do Oriente ou no Painel de Aprendiz, eles aparecem sempre juntos, em tamanhos iguais, na mesma altura e de lados opostos.

Nunca se vê apenas um ou o outro, porque se trata de um símbolo só.

Dessa forma, qualquer interpretação desses elementos realizada de forma separada já poderia ser um grande erro.

Temos no símbolo do Sol e Lua um dos símbolos mais antigos da Maçonaria.

Quando relacionados, o Sol é o emblema do meio-dia enquanto que a Lua é o emblema da meia-noite, ou seja, o início e o término dos trabalhos de todo maçom.

O Venerável Mestre, estando entre o Sol e a Lua, demonstra que comanda os trabalhos naquele período.

Esse simbolismo é creditado a Zoroastro, conforme muitos Rituais denunciam.

Zoroastro foi um importante profeta persa, considerado como um dos principais mestres dos Antigos Mistérios, chamado por muitos de “pai do dualismo” e tido como precursor de muitos pensamentos comuns entre as três vertentes religiosas de Abraão: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo.

A tradição diz que os trabalhos nos templos de Zoroastro ocorriam do meio-dia à meia-noite, e que sua filosofia tinha por base a cosmologia.

O antagonismo do dia e da noite, da claridade e da escuridão, era visto na natureza e no bem e o mal, presentes em cada ser humano.

Por que a Lua quarto-crescente?

Porque a astronomia ensina que a Lua quarto-crescente nasce ao meio-dia e se põe exatamente à meia-noite.

Assim, quando o Sol está em seu zênite, ao meio-dia em ponto, é quando a Lua quarto-crescente nasce, a qual se põe à meia-noite em ponto.

A lua quarto-crescente, tão importante para os Persas seguidores de Zoroastro, atravessou os milênios, tornando-se emblema da cultura árabe.

Esse fato não deixa dúvidas de que o símbolo do Sol e Lua na Maçonaria é realmente símbolo “do meio-dia à meia-noite” e de nada mais, apesar das especulações.



fevereiro 27, 2026

D. PEDRO II - PREFERIU O EXÍLIO À GUERRA CIVIL


 

Dom Pedro II governou o Brasil por quase 50 anos, foi um dos monarcas mais cultos do século XIX, falava mais de dez idiomas, financiava ciência, mantinha correspondência com Darwin e Victor Hugo e acreditava profundamente na educação como base de uma nação.

Mas, ao contrário do que muitos imaginam, ele não foi derrubado por um complô repentino, o Império acabou porque seu próprio imperador aceitou que ele não deveria continuar.

Pedro II não teve herdeiros homens vivos, seus dois filhos morreram ainda crianças. A sucessão recaiu sobre sua filha, a Princesa Isabel, legalmente, ela era a herdeira.

Politicamente, porém, o imperador nunca construiu um projeto sólido para perpetuar a monarquia.

Ele via o Império como uma instituição desgastada, pressionada por elites militares, escravocratas insatisfeitos e um país que mudava mais rápido do que a Coroa. 

Após a abolição da escravidão, em 1888, ele sabia que perderia o apoio das classes dominantes e aceitou o preço.

Quando o golpe republicano aconteceu, em 1889, Dom Pedro II proibiu qualquer reação armada, ordenou que ninguém lutasse em seu nome. 

Preferiu o exílio à guerra civil.

Partiu do Brasil levando poucos pertences, no bolso, quase nada. No travesseiro, um pouco de terra brasileira. 

Morreu dois anos depois, em Paris, sem jamais conspirar para voltar ao poder.

Ele poderia ter resistido, poderia ter provocado sangue.

Mas escolheu encerrar um regime para evitar que o país se partisse.

O Império não caiu gritando.

Caiu em silêncio com o consentimento do homem que o governava.

Fonte: DomPedroII #HistoriaDoBrasil #Curiosidades #BrasilImperio #Cultura

MAÇONARIA – LIVRE E DE BONS COSTUMES - LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE - Daniel Cavalcanti*



Sempre ouvi dizer que a maçonaria apóia-se em três pilares que são fundamentais para o desenvolvimento do homem em si (lapidação da pedra bruta). 

Hoje percebo que tudo na teoria é muito fácil, todavia, quando partimos para a prática notamos que qualquer instituição composta por homens (seres-humanos em geral) estão sujeitas às intempéries da vida no mundo profano.

Aprendi que para iniciar, o candidato deve ser “Livre e de Bons Costumes” e que uma vez iniciado o lema principal é *“Liberdade, Igualdade e Fraternidade”.*

Liberdade significa o direito de agir segundo o seu livre arbítrio, de acordo com a própria vontade, desde que não prejudique outra pessoa, é a sensação de estar livre e não depender de ninguém.

Será que todo Maçom é “LIVRE”?

Igualdade é a ausência de diferença.

A igualdade ocorre quando todas as partes estão nas mesmas condições, possuem o mesmo valor ou são interpretadas a partir do mesmo ponto de vista, seja na comparação entre coisas ou pessoas.

Depois de iniciado, o então Aprendiz Maçom, inicia os estudos e os primeiros passos almejando subir cada degrau na Escada de Jacó.

Compreendo que a hierarquia é de extrema importância para o desenvolvimento de um sistema doutrinário e organizacional (seja ele simbólico ou filosófico). 

Hierarquia significa organização fundada sobre uma ordem de prioridade entre os elementos de um conjunto ou sobre relações de subordinação entre os membros de um grupo, com graus sucessivos de poderes, de situação e de responsabilidades.

Será que todo Maçom pratica a “IGUALDADE”?

Fraternidade é um termo oriundo do latim frater, que significa "irmão". 

Por esse motivo, fraternidade significa parentesco entre irmãos.

A fraternidade universal designa a boa relação entre os homens, em que se desenvolvem sentimentos de afeto próprios dos irmãos de sangue.

Fraternidade é o laço de união entre os homens, fundado no respeito pela dignidade da pessoa humana e na igualdade de direitos entre todos os seres humanos.

Será que todo Maçom é “FRATERNO”?

Concluo tais palavras trazendo à memória de cada um dos irmãos a lembrança do que realmente viemos fazer aqui, segundo o trolhamento do grau de Aprendiz Maçom.

Deixemos TODAS as nossas diferenças de lado meus respeitáveis irmãos!

A Arte Real está muito acima de qualquer vaidade humana que seja.




fevereiro 26, 2026

HIPOCRISIA - UM GRANDE INIMIGO DA MAÇONARIA E DA HUMANIDADE.!!!

 



A hipocrisia se revela, pois nenhuma pedra mal esculpida consegue esconder suas rachaduras por muito tempo. Há aqueles que invocam a virtude sem praticá-la, proclamam a justiça sem segui-la e fazem discursos solenes enquanto suas ações contradizem cada palavra. 

Eles carregam a linguagem da moralidade como se fosse uma joia emprestada, usando-a apenas quando convém aos seus interesses. Não são governados por princípios, mas por cálculos; Eles não conhecem a lealdade, mas a conveniência. Mudam de rumo como cata-ventos, esquecendo que o verdadeiro trabalhador permanece fiel ao seu trabalho, mesmo quando o vento é adverso. 

Hipocrisia não é ignorância: é uma escolha consciente. É a renúncia ao trabalho interior, o abandono do polimento da pedra bruta, a covardia de quem tem medo de se olhar à luz da oficina. Quem finge foge de si mesmo. 

Mas nenhuma máscara resiste à passagem do tempo ou à ação constante da verdade. A Luz, paciente e justa, acaba revelando o que estava escondido. E quando o véu cai, apenas aquilo que foi construído com retidão, silêncio e coerência permanece de pé.

Fonte: ÁTRIO DO SABER - MAÇONARIA & AMORC/CIÊNCIAS & FILOSOFIAS