abril 10, 2026

UMA INSTITUIÇÃO QUE NASCEU COM A NAÇÃO - Helio P. Leite



O legado histórico e cultural do Grande Oriente do Brasil

“A independência é o primeiro passo de uma nação para escrever sua própria história.” – José Bonifácio de Andrada e Silva

Entre os muitos marcos da história brasileira, poucos possuem simbolismo tão forte quanto o ano de 1822. Foi o momento em que o Brasil rompeu os vínculos coloniais com Portugal e iniciou a construção de sua própria identidade política como Estado soberano.

Nesse mesmo ano, em 17 de junho de 1822, foi fundado o Grande Oriente do Brasil, instituição que atravessaria os séculos acompanhando de perto os principais momentos da vida nacional.

A coincidência histórica não é apenas cronológica. O nascimento do Grande Oriente do Brasil está intimamente ligado ao ambiente intelectual e político que antecedeu a Independência. Naquele período, ideias de liberdade, constitucionalismo e soberania nacional circulavam intensamente entre líderes políticos e pensadores do país.

Entre os homens que participaram desse cenário estavam figuras que se tornariam centrais na história brasileira, como Dom Pedro I, José Bonifácio de Andrada e Silva e Joaquim Gonçalves Ledo. Esses personagens representavam correntes distintas de pensamento, mas compartilhavam uma convicção comum: o Brasil precisava assumir seu destino como nação independente.

Desde então, o Grande Oriente do Brasil manteve presença constante na vida pública brasileira. Ao longo do século  XIX, seus membros participaram dos debates políticos que moldaram o Império, contribuíram para a consolidação das instituições nacionais e se envolveram nas lutas por liberdades e cidadania.

Durante o movimento abolicionista e os debates que antecederam a Proclamação da República, também estavam entre seus quadros intelectuais, juristas e homens públicos que defendiam profundas transformações sociais e políticas.

Figuras de grande projeção nacional passaram por suas fileiras, como Rui Barbosa, Joaquim Nabuco e o diplomata Barão do Rio Branco, cuja atuação foi decisiva na consolidação das fronteiras do Brasil no início do século XX.

Entretanto, a importância histórica do Grande Oriente do Brasil não reside apenas nos nomes ilustres que passaram por suas fileiras. Ela se manifesta também na preservação de uma tradição cultural própria, baseada em ritos, símbolos, valores filosóficos e práticas cerimoniais transmitidas entre gerações.

Durante mais de dois séculos, essa tradição foi mantida com continuidade institucional – algo raro na história das organizações civis brasileiras. O GOB atravessou mudanças de regime político, crises nacionais e transformações sociais profundas sem perder sua identidade histórica.

Em 2022, a instituição celebrou seu Bicentenário, alcançando a marca de duzentos anos de existência. Pouquíssimas organizações civis no Brasil podem apresentar um percurso histórico semelhante.

Essa longevidade, associada à permanência de práticas culturais, rituais e valores transmitidos ao longo do tempo, transforma o Grande Oriente do Brasil em um verdadeiro patrimônio cultural vivo da sociedade brasileira.

Por essa razão cresce entre estudiosos da história institucional do país a percepção de que o GOB reúne características que o qualificam para reconhecimento como patrimônio cultural imaterial da nação.

Tal reconhecimento não representaria apenas uma homenagem institucional. Seria, sobretudo, um gesto de valorização da memória histórica e das tradições culturais que acompanharam a formação do Brasil desde os seus primeiros passos como país independente.

Afinal, poucas instituições podem afirmar, com legitimidade, que nasceram praticamente junto com a própria Nação e caminharam ao seu lado durante mais de dois séculos. O Grande Oriente do Brasil é uma delas.

“Quando uma instituição nasce com a Nação e caminha com ela por dois séculos, sua história já não é apenas institucional – é patrimônio do Brasil.”



GOLDA MEIR, A DAMA DE FERRO




                Em novembro de 1947, uma mulher entrou em um carro em Jerusalém e desapareceu na noite. Ela usava vestes de uma mulher árabe como disfarce. Seu destino era a Transjordânia — território inimigo. Sua missão era encontrar-se secretamente com o Rei Abdullah I e negociar um acordo privado que pudesse evitar a guerra.

                Golda Meir ainda não era líder de uma nação. Israel ainda não existia. Mas ela já era uma das figuras mais importantes no movimento para criá-lo — e estava disposta a arriscar a vida para lhe dar uma chance. Ela tinha vindo de muito longe desde Kiev. Nascida em 1898 na cidade então conhecida como Kiev, no Império Russo, Golda Mabovitch cresceu na pobreza em meio ao brutal antissemitismo da Rússia czarista. Sua família fugiu — primeiro para Milwaukee, Wisconsin, onde ela cresceu, estudou e desenvolveu a forte consciência política que definiria tudo o que se seguiria.

               Como jovem, ela tomou uma decisão que pareceria impraticável para quase todos ao seu redor: mudou-se para a Palestina Britânica, juntando-se ao projeto sionista de construir uma pátria judaica no Oriente Médio. Ela passou as décadas seguintes fazendo exatamente isso — por meio de trabalho diplomático, organização política e uma extraordinária capacidade para o trabalho que realmente constrói nações: arrecadar dinheiro, fazer alianças e falar a verdade claramente em ambientes onde a verdade era desconfortável.

                Em 1948, com a independência de Israel iminente e o novo Estado desesperadamente carente de fundos, Meir viajou para os Estados Unidos em uma missão emergencial de arrecadação de fundos. Em questão de semanas, ela arrecadou aproximadamente US$ 50 milhões — uma quantia tão crucial que David Ben-Gurion, o pai fundador de Israel, mais tarde disse que ela era "a mulher judia que conseguiu o dinheiro que tornou o Estado possível". 

               Ela retornou para assinar a Declaração de Independência de Israel em 14 de maio de 1948 — uma das duas únicas mulheres entre os 37 signatários. A outra era Rachel Cohen-Kagan. Na fotografia tirada naquele dia, Meir teria chorado. As décadas que se seguiram construíram uma carreira política de extraordinária amplitude. Ela serviu como embaixadora de Israel na União Soviética, como ministra do Trabalho e como ministra das Relações Exteriores — acumulando experiência e autoridade que a tornaram, quando se tornou primeira-ministra em 1969, uma das líderes mais preparadas do mundo. 

               Naquela época, ela também lutava em segredo contra um linfoma — diagnosticado em 1965 e mantido em completo sigilo. Ela governou Israel — através de crises diplomáticas, através das pressões existenciais diárias de liderar uma pequena nação cercada por vizinhos hostis — enquanto lutava contra o câncer sozinha, sem contar a ninguém, porque havia decidido que as necessidades do país eram maiores que as suas. 

               A guerra que ela passou anos tentando evitar acabou acontecendo. Em 6 de outubro de 1973 — Yom Kippur, o dia mais sagrado do calendário judaico — Egito e Síria lançaram um ataque surpresa coordenado contra Israel. A falha de inteligência foi devastadora. A situação militar inicial era terrível. Meir tomou decisões naquelas primeiras horas desesperadas que seus comandantes militares mais tarde creditaram por evitar uma catástrofe — autorizando a mobilização de reservas contra as recomendações, mantendo-se firme em meio ao caos inicial. Israel sobreviveu. Mas as consequências políticas foram brutais. Uma comissão de inquérito examinou as falhas de inteligência. A indignação pública exigiu responsabilização. 

            Em abril de 1974, Golda Meir renunciou — não porque foi considerada pessoalmente responsável, mas porque entendia que uma democracia às vezes exige que seus líderes absorvam o peso do fracasso institucional, independentemente da culpa individual. Ela morreu em dezembro de 1978, aos 80 anos — o linfoma que carregara em segredo por 13 anos finalmente levou o que a guerra e a política não haviam conseguido. 

            Ela era chamada de "Dama de Ferro" da política israelense muito antes de alguém aplicar essa descrição a qualquer outra mulher. Ela governou uma nação em guerra, em meio a sofrimento físico secreto, com uma clareza de propósito que deixava quase todos que a conheciam atônitos. Quando lhe perguntaram certa vez o que achava de ser chamada de grande mulher, ela teria dito que havia trabalhado duro para ser uma grande líder — o adjetivo, sugeriu ela, era irrelevante. Ela estava certa. E ela era ambas as coisas. 

Fonte: Facebook Via Things that will blow your mind

ARLS UNIÃO E SEGREDO 693 - EXALTAÇÃO

 


Na noite desta quarta feira visitei a ARLS Uniao e Segredo 693 que, sob o comando do VM Alex Tolentino Santos, realizou a bela e emocionante cerimônia de exaltação de dois companheiros que alcançaram o grau de Mestre Maçom, o topo da Maçonaria Simbólica. A sessão ocorreu no Templo especialmente destinado para este grau, no Palácio Maçônico Francisco Rorato da GLESP, com a presença de grande número de irmãos, visitantes e autoridades maçônicas. 

Participaram da sessão o irmão César de Oliveira, Delegado Distrital da 27a Região do 10 Distrito, o irmão Glaucio Dias Araújo, VM da ARLS São Paulo 43, que cedeu o Templo e a data para este trabalho, o irmão Julio Cesar Pelissari, VM da ARLS Leonardo da Vinci 538, que transferiu os seus trabalhos para realizar sessão conjunta, o irmão Marcelo Stlezer, VM da ARLS Verdadeira Amizade 727, o irmão Ricardo Augusto Alves. Rodrigues, VM da ARLS Estrela de David 421, e o Grande Representante da Bolívia pela GLESP, irmão Amilton Pessina além de visitantes de diversas Lojas.

A sessão, que marca a culminância da maçonaria simbólica foi muito bem conduzida pelo VM Alex e demais auxiliares, com respeito a ritualística, e sem afobação alguma. Apesar de serem dois os irmãos exaltados, o que sempre demora mais, os trabalhos foram encerrados por volta das 22:15.

Usando da palavra falei dos projetos da Biblioteca e de beneficência que realizo há mais de duas décadas. Por determinação do Sereníssimo Grão Mestre Jorge Anysio Haddad, em cada visita que realizo entrego às Lojas, através dos seus Veneráveis Mestres presentes, uma medalha histórica da GLESP para marcar o início das comemorações do Ano do Centenário da GLESP.

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abril 09, 2026

A CRIAÇÃO DO MARCA-PASSO



Pegou a peça errada por engano. E esse erro hoje salva milhares de vidas todos os dias.

Universidade de Buffalo. Noite avançada no laboratório de eletrônica.

Wilson Greatbatch tinha os olhos cansados. Estava trabalhando há horas, tentando construir um dispositivo para registrar batimentos cardíacos para fins de pesquisa médica. Não era nada revolucionário, apenas um aparelho simples para ajudar os médicos a controlar o ritmo cardíaco.

Precisava de uma resistência. Colocou a mão na caixa de componentes sem prestar muita atenção. As bandas coloridas pareciam corretas sob a luz ténue.

Não eram.

Soldou a peça no circuito: 1 megaohm em vez dos 10 kiloohms que precisava. Ligou os cabos e acionou o interruptor.

O dispositivo não registou nada.

Em vez disso, começou a emitir pulsos.

Bip. Un segundo de silencio. Bip. Un segundo de silencio.

Greatbatch ficou olhando para o osciloscópio. Apareceu um pico perfeito por 1,8 milissegundos e depois desapareceu. Exatamente um segundo depois - bip - voltou. Ritmo perfeito. Tempo perfeito.

Seu registrador falhado batia como um coração humano.

“Fiquei olhando para aquilo com incredulidade”, escreveria mais tarde, “e então percebi que era exatamente o que era preciso para estimular um coração”.

Eu já tinha visto bloqueio cardíaco antes, uma doença em que o ritmo cardíaco fica perigosamente lento ou até mesmo para. Na década de 1950, muitas vezes era mortal.

Os pacemaker externos eram enormes, dolorosos e dependiam da corrente elétrica. Se a luz se apagasse, o coração parava.

Greatbatch viu o pequeno circuito que tinha na mão. Então surgiu uma ideia radical: e se o pacemaker pudesse ir dentro do corpo?

O mundo médico insistiu que a eletrônica não pertencia ao interior de um ser humano. O corpo era hostil ao metal. A ideia parecia impossível.

Mas Greatbatch não desistiu. Tinha 2.000 dólares economizados e uma convicção inabalável.

Limpou um espaço no seu celeiro em Clarence, Nova Iorque, e deixou o emprego. Nos anos seguintes, o celeiro tornou-se o seu laboratório. Eleanor, sua esposa, ajudou-o a testar componentes.

O maior desafio era proteger o dispositivo dos fluidos do corpo.

Tentou fita adesiva. Tinha fugas. A resina epóxi estava rachando. Ensaiou com pneus e plásticos. Cada falha consumia suas poupanças.

Os médicos avisaram-no: “A bateria vai acabar. Terá que reabrir o paciente.”

Os engenheiros duvidaram dele: "Nunca vai funcionar".

Mas ele continuou.

Em 1958, Greatbatch fez uma parceria com o Dr. William Chardack e o cirurgião Andrew Gage. Testaram o dispositivo em um cão.

O coração do animal bateu com um ritmo perfeito graças ao pacemaker.

Funcionou, mas só por algumas horas antes que os fluidos corporais danificassem o aparelho. Mas funcionou.

Greatbatch voltou para o celeiro e usou uma resina especial. Desta vez, durou mais.

6 de junho de 1960, Hospital Millard Fillmore.

Um homem de 77 anos estava morrendo. Seu coração batia muito devagar. Já não havia opções.

Os cirurgiões implantaram o pacemaker de Greatbatch. Depois fecharam a incisão.

O coração continuou batendo.

Pela primeira vez, um pacemaker implantado mantinha uma pessoa viva.

No final de 1960, outros nove pacientes tinham recebido o pacemaker.

Na década de 1970, Greatbatch melhorou a duração da bateria do dispositivo.

Centenas de milhares de pacemaker são implantados hoje por ano em todo o mundo, salvando e prolongando inúmeras vidas.

Tudo porque um engenheiro cansado pegou a resistência errada e soube ver algo extraordinário.

Wilson Greatbatch morreu em 2011, aos 92 anos. Seu celeiro ainda está de pé, como um lembrete do que a determinação pode alcançar, um erro e uma única ideia.

Às vezes, a peça errada é exatamente a certa.

Fonte: U.S. Department of Veterans Affairs ("The invention of the cardíaco pacemaker", 2 de agosto de 2018)

VENERÁVEL COLÉGIO - Fernando Colacioppo



A Academia Maçônica Virtual Brasileira de Letras esteve representada com a presença do Presidente Michael Winetzki e do Secretário Adilson Zotovici, além do confrade Ernesto Quissak, cuja erudita apresentação deu o tom das debates de alto nível sobre Baruch Spinoza.

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O Venerável Colégio promoveu encontro com debates filosóficos e ação social em São Paulo

O Venerável  Colégio realizou, no dia 08 de abril de 2026 (quarta-feira), às 20h, uma importante sessão voltada aos Veneráveis Mestres e Mestres Instalados, reunindo lideranças maçônicas para um encontro de reflexão, conhecimento e fortalecimento institucional.

O evento aconteceu no Templo Nobre da GLESP, localizado na Rua São Joaquim, 138, 1º andar, na capital paulista, espaço tradicional que frequentemente recebe reuniões de alto nível da Maçonaria no estado de São Paulo.

Temas de relevância social e filosófica

A programação contemplou dois temas centrais que prometem enriquecer o debate entre os presentes:

    • Ação Social Gonçalves Ledo: abordando sua essência, funcionamento e objetivos, destacando o papel da Maçonaria na promoção de ações beneficentes e no impacto positivo junto à sociedade.

    • O Deus de Espinoza e a Maçonaria: uma reflexão filosófica profunda sobre a concepção de divindade segundo Baruch Espinoza e sua possível relação com os princípios maçônicos.

A escolha dos temas demonstra o equilíbrio entre a atuação prática da Ordem — por meio da ação social — e o constante aprimoramento intelectual e espiritual de seus membros.

🏛️ Tema 1: Ação Social Gonçalves Ledo – O que é? Objetivos? 

A chamada Ação Social Gonçalves Ledo inspira-se na figura de Joaquim Gonçalves Ledo, um dos grandes nomes da Maçonaria brasileira e protagonista nos ideais de liberdade, cidadania e construção nacional. 

🔎 O que é?

 Trata-se de um conjunto de iniciativas promovidas por Lojas Maçônicas, Corpos Filosóficos ou entidades paramaçônicas com foco em assistência social organizada, voltada ao atendimento de comunidades em situação de vulnerabilidade. 

Mais do que caridade pontual, a Ação Social Gonçalves Ledo representa a materialização prática dos princípios maçônicos, transformando valores em ações concretas. 

🎯 Objetivos principais: 

 Promover dignidade humana por meio de ações sociais contínuas; 

 Estimular a educação, cidadania e inclusão social; 

 Atuar no combate à desigualdade e à exclusão; 

 Desenvolver o espírito de solidariedade ativa entre os Irmãos; 

 Ser instrumento de transformação social consciente, e não apenas assistencialismo. 

📜 Visão maçônica:

 A verdadeira Maçonaria não se limita ao templo — ela se projeta na sociedade. A Ação Social Gonçalves Ledo representa o maçom em ação, edificando não apenas seu templo interior, mas também contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e equilibrada. 

🔺 Tema 2: O Deus de Espinoza é o da Maçonaria? 

O pensamento de Baruch Spinoza oferece uma reflexão profunda que dialoga, em muitos aspectos, com a visão filosófica da Maçonaria. 

🔎 O Deus de Espinoza:

 Espinoza concebe Deus como uma realidade única, infinita e imanente, identificada com a própria natureza — uma ideia frequentemente resumida como “Deus sive Natura” (Deus ou Natureza). 

Esse Deus: 

 Não é antropomórfico (não possui forma humana); 

 Não interfere diretamente nos acontecimentos; 

 É a própria ordem e harmonia do universo. 

🔎 E na Maçonaria?

 A Maçonaria refere-se ao Criador como Grande Arquiteto do Universo (G∴A∴D∴U∴), uma expressão simbólica que permite a convivência de diferentes crenças dentro da Ordem. 

📜 Esse conceito: 

 Não define uma religião específica; 

 Representa um princípio criador e ordenador; 

 É acessível à compreensão de homens de diversas tradições espirituais. 

⚖️ Comparação: 

 O Deus de Espinoza é filosófico e impessoal; 

 O G∴A∴D∴U∴ é simbólico e universalista; 

 Ambos rejeitam limitações dogmáticas e incentivam uma visão racional e contemplativa do divino. 

Conclusão maçônica:

 Embora não sejam idênticos, há grande afinidade entre o pensamento de Espinoza e a visão maçônica. Ambos apontam para um entendimento do divino que transcende formas rígidas, convidando o homem à reflexão, à harmonia com o universo e ao aperfeiçoamento interior. 

🔺 Síntese Final 

 A Ação Social Gonçalves Ledo representa o braço ativo da Maçonaria na sociedade. 

 O Deus de Espinoza, embora não seja oficialmente o da Maçonaria, dialoga profundamente com a ideia do Grande Arquiteto do Universo. 

📜 Em ambos os temas, encontramos a mesma essência:

 a busca pela verdade, pelo equilíbrio e pela construção de um mundo melhor — dentro e fora de nós.

Integração e fortalecimento da Ordem

A iniciativa reforça o compromisso do Venerável Colégio com a formação contínua de seus integrantes, promovendo não apenas o intercâmbio de ideias, mas também a união entre os irmãos em torno de valores comuns.

Sob a liderança do Presidente do Venerável Colégio e Grão-Mestre Adjunto, Cesar Augusto Garcia, o encontro se consolida como uma oportunidade de aprofundamento filosófico e alinhamento institucional, fortalecendo ainda mais os laços da Maçonaria paulista.



A TRINGULAÇÃO MAÇONICA - Luciano J. Urpia





A Triangulação foi uma medida tomada pelos Maçons portugueses, no fim do século 19 e início do século 20 que consistia em dividir os obreiros de cada Loja em pequenos grupos de até cinco Irmãos. Quanto maior o número de obreiros de uma Oficina, maior a quantidade de grupos, mas nunca poderia passar de cinco pessoas.

Estes grupos foram denominados de "Triângulos" e já foram preconizados em 1898 pela Maçonaria portuguesa, como medida estrutural, e determinados pelo Conselho da Ordem em junho de 1929, janeiro de 1932 e 1935, como medida de defesa contra perseguições governamentais.

Também em 1918, foi adotado por algumas Lojas do Grande Oriente Lusitano Unido e do Supremo Conselho dissidente.

A Triangulação funcionava da seguinte forma: em vez de reuniões de dezenas de Irmãos, facilmente detectáveis pelas autoridades (o país estava vivenciando uma ditadura iniciada em 1926) ou pelos seus espiões, os "Triângulos" reuniam de três a cinco Irmãos em residências particulares, e até em locais público, ou em restaurantes (naturalmente que sem o uso da ritualística). Assim, a Maçonaria Portuguesa ficou camuflada e salva.

Fonte: CURIOSIDADES DA MAÇONARIA Por Luciano J. A. Urpia

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abril 08, 2026

OS TEMPLÁRIOS E A MAÇONARIA - Kennyo Ismail



Teorias de que a Maçonaria nasceu da Ordem dos Templários; incontáveis graus e ordens maçônicas templárias; e até mesmo a Ordem DeMolay; tudo isso é reflexo do Discurso de Ramsay.

Andrew Michael Ramsay era um escocês convertido ao catolicismo e que viveu na França. Em 1723, tornou-se Cavaleiro da Ordem dos Lazaristas, uma das ordens militares que havia lutado nas Cruzadas. Era próximo de Montesquieu, com quem ingressou na Royal Society, em 1729, além de terem a Maçonaria como algo em comum, sendo ambos iniciados na "Horn Lodge", que se reunia no Palace Yard, em Westminster, mas provavelmente em datas distintas (320). Em 1730, recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Oxford, quando então retorna à França.

Em março de 1737, servindo como Grande Orador da Grande Loja da França, Ramsay escreveu um discurso para uma iniciação, no qual enaltecia a maçonaria escocesa na França como sucessora dos cavaleiros das Cruzadas, que estiveram nas ruínas do Templo de Salomão e lá encontraram os segredos da Maçonaria. O discurso, que acabaria sendo publicado e promovendo forte impacto na Maçonaria como a conhecemos, não mencionava explicitamente a Ordem do Templo, mas esta já fazia parte do folclore francês (321).

O mais interessante é onde o chamado "Discurso pronunciado na recepção de Maçons pelo Sr. Ramsay, Grande Orador da Ordem" , que viria a ser resumido apenas como "Discurso de Ramsay", foi publicado, em 1741: no "Almanach des cocus ou Amusemens pour le beau sexe", que pode ser traduzido do francês como "Almanaque dos cornos ou Entretenimento para o bom sexo", que era a versão francesa da época para uma revista pornográfica (322).

Para compreender a motivação de Ramsay na criação de sua narrativa, deve-se considerar o cenário político francês da época. A França vivia uma monarquia absolutista, tendo o Cardeal Fleury como Primeiro-Ministro. E Fleury já havia tornado pública sua insatisfação com a Maçonaria, que abraçava o Iluminismo e era, portanto, vista como uma ameaça.

Assim, o Discurso de Ramsay, além de dar à Maçonaria um legado mais nobre do que aquele do ofício de pedreiro, criava um elo histórico da mesma com o catolicismo e a monarquia. Tendo sido enviado primeiramente ao Cardeal Fleury para sua aprovação, e não obtendo um parecer positivo, Ramsay se afastou definitivamente das atividades maçônicas a partir daquele ano de 1737. Entretanto, a posterior publicação de seu discurso serviria de mola propulsora para o surgimento de incontáveis graus de cavalaria que formariam, dentre outros, o Rito de Perfeição, que serviu de base para a criação do R∴E∴A∴A∴.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BERMAN, R. The Foundations of Modern Freemasonry: The Grand Architects Political Change and the Scientific Enlightenment, 1714 1740. Eastbourne: Sussex Academic Press, 2012.

ISMAIL, Kennyo. Ordem sobre o caos. Brasília: No Esquadro, 2020.

 COIL, H. W.; BROWN, W. M. Coil's Masonic Encyclopedia. New York: Macoy, 1961, p. 499.

Fonte - ISMAIL, K. Breviário Maçônico do Século XXI. Brasília: No Esquadro, 2025.



A DEUSA ESQUECIDA DE ISRAEL - Rogério de Paula

 


 A Deusa Esquecida de Israel? 

A Misteriosa Relação entre Asherah e YHWH no Mundo Antigo

No antigo Levante, entre os séculos X e VI a.C., muito antes do estabelecimento do monoteísmo rígido em Israel, a religião era marcada por uma rica diversidade de crenças e práticas. Nesse cenário, surge uma figura fascinante: Asherah, uma das divindades mais importantes do panteão cananeu.

Conhecida como “mãe de todos os deuses”, Asherah era associada à fertilidade, à maternidade e à própria origem da vida. Ela era a consorte do deus supremo El, desempenhando um papel central na estrutura religiosa da região. Seu culto estava ligado a símbolos sagrados, como postes rituais chamados asherim, frequentemente mencionados em contextos arqueológicos e textuais.

Mas o que torna essa deusa ainda mais intrigante é sua possível relação com Yahweh. Inscrições descobertas em locais como Kuntillet Ajrud e Khirbet el-Qom, datadas dos séculos VIII–VII a.C., trazem expressões como “YHWH e sua Asherah”. Essas evidências indicam que, em certos contextos, a deusa poderia estar associada ao culto de YHWH — seja como uma consorte divina, seja como um símbolo cultual.

Esse dado revela um aspecto muitas vezes ignorado: o antigo Israel não nasceu monoteísta da forma como o conhecemos posteriormente. Pelo contrário, durante o período pré-exílico, práticas religiosas sincréticas coexistiam, refletindo influências do ambiente cananeu mais amplo. Somente com reformas religiosas posteriores é que o culto exclusivo a YHWH foi consolidado, levando à rejeição e condenação de figuras como Asherah nos textos bíblicos.

Assim, a relação entre Asherah e Yahweh nos oferece uma janela única para compreender a evolução da religião no antigo Israel: de um sistema plural e dinâmico para um monoteísmo estruturado e exclusivo.

 Em conclusão, longe de ser apenas uma figura marginal, Asherah provavelmente fez parte do cotidiano religioso de muitos povos do Levante — inclusive entre comunidades que veneravam YHWH — até ser gradualmente excluída à medida que o monoteísmo se afirmava.

📚 Fontes: 

Dever, William G. Did God Have a Wife? Archaeology and Folk Religion in Ancient Israel (2005).

Smith, Mark S. The Early History of God: Yahweh and the Other Deities in Ancient Israel (2002).

Keel, Othmar; Uehlinger, Christoph. Gods, Goddesses, and Images of God in Ancient Israel (1998).

Hadley, Judith M. The Cult of Asherah in Ancient Israel and Judah (2000).



MACOM PROVECTO GERALDO JOSÉ DENIS






 

Com a presença de mais de 90 irmãos, amigos, familiares e grande número de autoridades maçônicas, a minha ARLS Tríplice Aliança 341 de Mongaguá comemorou na noite de ontem a entrega do título de Maçom Provecto, 50 anos de maçonaria, do irmão Geraldo José Denis.

A emocionante cerimônia foi conduzida pelo Venerável Mestre Alexandre de Oliveira Lucena, que dividiu o trono com o Delegado Regional da 8a região, Guilhermo Bahamonde Manso e com o Delegado Distrital da 12a região, irmão Renato Aparecido Monteiro da Silva.

Além do diploma e da medalha referentes a honraria, o irmão Denis recebeu da Loja um livro, especialmente elaborado, contanto a sua trajetória na vida e na maçonaria. Diversos irmãos se manifestaram durante a sessão contanto interessantes fatos a respeito de sua convivência com o homenageado, que teve uma vida repleta de acontecimentos como dentista, militar, piloto, membro do Lions Club, e uma intensa dedicação a causas sociais, no que tem sido secundado por seus filhos.

A cunhada Ivone, com quem é casado há 57 anos, também recebeu merecidas homenagens dos irmãos da Loja.

Um requintado jantar encerrou a agradável noite.




abril 07, 2026

7 DE ABRIL - DIA NACIONAL DO JORNALISTA - Hélio P. Leite



OBREIROS  DA PALAVRA E DA VERDADE: HOMENAGEM DA ACADEMIA INTERNACIONAL DE MAÇONS IMORTAIS – AIMI AO DIA DO JORNALISTA

Neste 7 de abril, quando o Brasil celebra o Dia Nacional do Jornalista – instituído em 1931 pela Associação Brasileira de Imprensa em homenagem ao médico e jornalista Giovani Batista Líbero Badoró, naturalizado brasileiro, a Academia Internacional de Maçons Imortais (AIMI) ergue sua voz em reconhecimento e gratidão àqueles que, por meio da palavra escrita e falada, constroem pontes entre a verdade e a sociedade.

A história do Brasil registra, com justiça, a participação ativa de maçons no jornalismo, especialmente nos momentos decisivos da formação da nação. Nomes como Gonçalves Ledo, Januário da Cunha Barbosa, José do Patrocínio e Luiz Gama são testemunhos vivos do compromisso maçônico com a liberdade de expressão, a justiça e a construção de uma sociedade mais esclarecida e mais justa.

Registros históricos também apontam que figuras centrais da Independência, como José Bonifácio de Andrada e Silva e Dom Pedro I, igualmente recorreram ao jornalismo como instrumento de formação de consciência pública e afirmação dos ideais nacionais.

No seio da AIMI, orgulhamo-nos de contar com valorosos confrades que dignificam o jornalismo contemporâneo, entre os quais destacamos: Espedito Figueiredo, Zelito Guimarães, Bruno Macedo, Jair Calixto, Jaricé Braga, Fernando Colacioppo, Diego Frazen, Cezar Romão, João Guilherme José Aleixo e Nio de Pádua – homens que, à luz dos princípios maçônicos, exercem a nobre profissão de informar, esclarecer e inspirar.

Neste dia simbólico, rendemos nossa mais sincera homenagem a todos os maçons brasileiros que atuam no jornalismo, reconhecendo neles verdadeiros obreiros da palavra, guardiões da verdade e artífices da liberdade.

Que continuem firmes em seu compromisso com a ética, a responsabilidade e a busca incessante pela verdade – valores que também constituem as colunas mestras da Maçonaria Universal.

"...NO PRINCÍPIO ERA O VERBO..." - Newton Agrella

 


Esta expressão de caráter tão profundo e que exige-nos um tanto de discernimento e de depuração para poder entende-la, traz como núcleo a palavra Verbo.

Esse termo procede do Latim "verbum" que significa "parte do discurso que expressa ação, modo, estado ou fenômeno".

No entanto, ao longo da história da civilização humana, este vocábulo  ganhou significados de ordem teológica, bem como de ordem filosófica.

Sob o Conceito Teológico e mormente na tradição cristã, "Verbum"  é a tradução latina da palavra grega - "LOGOS" -  referindo-se à "Palavra de Deus ou de Jesus Cristo".

A versão latina desta palavra, segundo grande parte de filólogos e gramáticos encontra respaldo na sua equivalência ou correspondência semântica à palavra LOGOS.

Assim sendo, acaba-se fluindo pelo Conceito Filosófico de LOGOS que representa o princípio unificador, discurso ou razão; ou seja, aquilo que organiza e harmoniza o Cosmos, leia-se, o próprio Universo.

Diante desta perspectiva contextual, VERBO, tem a legitimidade para ser traduzido como "DEUS"; isto é, como sendo o "princípio criador e incriado do universo" que várias correntes da filosofia maçônica assim o definem.

Trata-se pois, de uma "referência de origem", a qual, por consequência; explica e justifica inclusive a nossa própria existência humana.

Observe-se que neste breve fragmento, o que se está tentando demonstrar é um conceito que rigorosamente não se pauta por qualquer aspecto de conveniência religiosa ou de qualquer proselitismo sectarista ou doutrinário, tentando impor uma visão ideológica exclusivista.

Muito pelo contrário.

O que se está elaborando, é um mero e circunstancial exercício "especulativo".

Ainda que sob o crivo da questão puramente gramatical, o Verbo não tenha sido explorado neste breve ensaio, não podemos nos furtar de mencionar que dentre suas propriedades o Verbo traz consigo a clara e consistente noção da temporalidade, em que Passado, Presente e Futuro, além do próprio Condicional fundem-se num amálgama substantivo chamado VIDA 

COMO PORTUGAL SALVOU A EUROPA - Daniel Pedro

 




O ano era 622 d.C. Maomé deixa Meca para Medina, iniciando oficialmente o calendário islâmico. Após sua morte, em 632, os exércitos árabes iniciam um processo de expansão veloz. Em poucas décadas conquistaram o Oriente Médio, avançaram por toda a costa do Norte da África e, em 711, atravessaram o Estreito de Gibraltar, iniciando a conquista da Península Ibérica. Em menos de dez anos, quase toda a região estava sob domínio muçulmano.

Jerusalém havia sido tomada em 638, mataram, peserguiram, impuseram impostos (jizya) e restrições aos cristãos. Destruiram locais sagrados e proibiam visitas.

Após quase cinco séculos de presença islâmica, a Europa reagiu. Em 1095, no Concílio de Clermont, o Papa Urbano II convocou a Primeira Cruzada para recuperar Jerusalém e defender os cristãos do Oriente. Nesse período surgem os Templários, e se fortalece o processo que levaria à formação dos reinos cristãos modernos, entre eles Portugal.

A tensão entre cristandade e islamismo tornou-se uma constante até os dias atuais, marcada por batalhas, reconquistas e resistência cultural.

No século XIV, porém, a Europa sofreu: a Peste Negra (1347–1351), que matou quase metade da população do continente. Nesse cenário fragilizado, crescia o temor do avanço do Império Otomano, que se expandia pelos Bálcãs e ameaçava o controle europeu do Mediterrâneo, então a principal rota comercial entre Ocidente e Oriente.

Portugal, entretanto, não se abalou. Em 1415, sob o comando do rei D. João I, conquistaram Ceuta, um importante entreposto muçulmano no Estreito de Gibraltar, que servia como base de corsários e como ponto estratégico do comércio norte-africano. A conquista não tinha a importância econômica dos grandes portos mediterrâneos, mas representou um grande marco militar.

Então chegou o acontecimento mais temido pelos europeus: a queda de Constantinopla em 1453. O Império Otomano, sob Mehmet II, destruiu as muralhas da última grande capital romana e colocou fim ao mundo bizantino, instalando-se como potência dominante no Leste do Mediterrâneo. A Europa entrou em crise: rotas comerciais foram interrompidas, os preços subiram, e a ameaça otomana parecia irreversível.

Mas Portugal não permaneceu imóvel.

Os infantes D. Henrique e D. Pedro impulsionaram a exploração atlântica e a busca por uma nova rota para as Índias, contornando a África pelo Cabo da Boa esperança, uma alternativa segura ao controle muçulmano no Mediterrâneo. Após décadas de expedições, em 1498, Vasco da Gama alcançou finalmente a Índia por mar.

Mas os reinos muçulmanos do Índico não viram com bons olhos a chegada cristã. Frotas árabes, egípcias e aliadas ao sultanato de Guzerate tentaram impedir o estabelecimento português na região.

Foi um erro fatal.

Em 1509, na Batalha de Diu, o vice-rei português Francisco de Almeida, com apenas 18 navios, enfrentou e destruiu completamente a coalizão naval muçulmana, de 217 navios, composta por egípcios mamelucos, guzerates, turcos e otomanos. A vitória portuguesa deu início à hegemonia europeia no Oceano Índico e marcou o declínio da influência naval islâmica no Oriente.

A partir dali, o Império Otomano nunca mais teria condições de dominar as rotas globais de comércio e continuar sua dominação mundial.

A Europa se reergueu, em grande parte graças à ousadia marítima de Portugal. Um País pequeno, com poucos recursos e com pouco mais de 1 milhão de habitantes.

abril 06, 2026

SINDICÂNCIA - Jorge Gonçalves


Amanhã, dia 07 de abril, às 19h30, a Loja Constâncio Vieira nº 3300 convida os irmãos para um período de estudo sobre a sindicância, que será conduzido pelo nosso inestimável irmão *Lourival Mariano de Santana*, cuja trajetória maçônica permanece como uma referência sólida e inspiradora.

Sindicância, de maneira abrangente, é o procedimento destinado a coletar informações e verificar a veracidade de fatos ou condições, com a finalidade de subsidiar uma decisão. A raiz do termo remonta ao grego sýndikos, formado por syn (“junto”) e díkē (“justiça”), indicando originalmente a atuação conjunta em defesa do justo.

Simbolicamente, a deusa grega Diké, cuja raiz conceitual está presente na formação do termo, é por vezes confundida com a deusa romana Justitia. A deusa Diké não utiliza venda nos olhos, pois, na concepção grega, a justiça exige visão atenta e vigilante da realidade para o discernimento da verdade.

Já a deusa romana Justitia é frequentemente representada vendada, simbolizando a imparcialidade absoluta e a abstração em relação às aparências, o que demonstra que as duas concepções de justiça são distintas.

De maneira simplificada, na Maçonaria, a sindicância constitui etapa fundamental para a admissão de novos irmãos, na qual, por meio de análises criteriosas e pessoais, funciona, quando realizada com o devido rigor, como um filtro, assegurando que apenas indivíduos compatíveis com os princípios da Ordem sejam integrados ao seu quadro.

Meu irmão, você é nosso convidado para participar desse período de estudo.