Sabe porque felicidade sem platéia dura mais ?
A resposta é simples.
É porque você não precisa dividir aquele momento único com ninguém.
A felicidade é um punhado de traços na vida.
Ela se reveste de breves fragmentos, cuja intensidade faz a alma transbordar em êxtase, mas ela é singularmente de cada um.
Não se mede a felicidade através dos outros.
Os institutos de pesquisa ainda não conseguiram criar um padrão de medida para registrar o índice de felicidade que vai pelo coração e pela mente do ser humano.
Filósofos associam a felicidade com o prazer, com os sentimentos e emoções.
Para Aristóteles por exemplo, a felicidade seria o equilíbrio e a prática do bem.
Ainda assim é perceptível que o conceito sobre esta propriedade humana não obedece qualquer aferição de tempo, volume ou de lugar.
Sua etimologia obedece um processo de transição linguística.
O substantivo "felicidade"
chegou à língua portuguesa do grego “PHYO” ( que significa “fecundo”, “produtivo”) e num estágio posterior através do latim FELIX (que quer dizer "feliz").
Este cenário vocabular é o que nos trouxe a esse exercício dialético que nos coloca diante de um dilema quanto a duração da felicidade.
A platéia não promove escambo ou qualquer tipo de negociação para que de algum modo cada um possa experienciá-la.
No que tange à sua duração, isto independe de qualquer cronologia, pois alguns segundos por vezes podem representar uma eternidade.

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