janeiro 21, 2026

O SIMBOLISMO DA IMAGEM E DO SENTIDO - Newton Agrella



Vamos construindo nossa imagem, conforme nossa atuação ao longo de nossa existência.

Somos atores circunstantes da vida, que dia após dia, protagonizamos um personagem, diante de cada cenário que nos envolve.

Por isso, somos dotados de tantos talentos e de uma generosa carga de criatividade que nos permitem interpretar os mais diferentes papéis de acordo com os acontecimentos que surgem diante de nós.

Nossas reações se traduzem ao sabor do que nossas emoções exprimem e de algum modo, como a nossa razão impõe.

Porém nem sempre nossas atuações merecem aplausos.

Muito pelo contrário, na grande maioria das vezes elas são motivos de críticas pesadas e de eloquente desaprovação.

Isso tudo, porque pela própria dinâmica da vida,  é muito mais fácil justificar nossos erros e inconformidades do que simplesmente acertar e ficar calado.

Erros e Acertos, ainda que sejam produtos de um código de convenções, duramente padronizados  pela maioria da sociedade humana, acabaram se tornando uma base minimamente plausível para uma convivência civilizada.

Voltando ao palco da vida, fica nítido que no processo de construção de nossa imagem, o que mais nos preocupa como atores, não é saber se estamos desempenhando uma grande performance, mas sim, como os outros estão nos vendo e avaliando.

Conforme densa e amplamente aceita narrativa filosófica, o "mundo das aparências" diz respeito a uma realidade concentrada no superficial, no externo e naquilo que é visível e socialmente valorizado, em contraste com a essência, a verdade ou sentimentos profundos, em que a autenticidade se torna propriedade rara e valiosa. 

O palco segue intacto.

As cortinas são os obstáculos que ocultam e que desvendam tudo o que Universo nos reserva.

Cumpre-nos então, dar sustentação e sentido ao nosso trabalho, pois o tempo não espera, e a vontade de acertar tem que ser manifestada.



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