A Bíblia registra a criação do mar de bronze pelo Rei Salomão com estas palavras: "Fez também o mar de fundição, de dez côvados de uma borda à outra, redondo ao redor, e de cinco côvados de altura; e um fio de trinta côvados o cercava em redor" (1 Reis 7:23; 2 Crônicas 4:2). O texto apresenta uma bacia circular com um diâmetro de dez côvados e uma circunferência de trinta côvados. A divisão de trinta por dez resulta em três. Este número configura-se como uma aproximação primitiva de Pi.
Historiadores atribuem a primeira aproximação precisa de Pi aos egípcios e à construção da Grande Pirâmide. O abade Moreux expõe este relato em seu livro La Science Mystérieuse des Pharaons (Paris, 1923). O Gaon de Vilna, um estudioso lituano do século XVIII, chama a atenção para um detalhe no texto bíblico. Ele observa que a palavra "linha" (fio) recebe duas grafias diferentes nos dois versículos que descrevem a bacia de Salomão.
O exame da gematria — os valores numéricos dessas grafias — revela um padrão claro:
Em 1 Reis 7:23, a palavra aparece como Kuf-Vav-Hei e possui o valor 111.
Em 2 Crônicas 4:2, a grafia muda para Kuf-Vav e possui o valor 106.
A divisão de 111 por 106 resulta em 1,0472 quando calculada com quatro casas decimais.
A multiplicação desta razão por três (o valor bíblico de Pi obtido pela divisão simples) produz 3,141509.
Este valor corresponde ao valor matemático de Pi em quatro casas decimais (Pi = 3,14159265359).
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