janeiro 04, 2021

OS PADROEIROS: S. João Batista e S. João Evangelista


Na abertura dos trabalhos de uma Loja, quando o VM declara: ” - A Glória do G:.A:.D:.U:. e em honra a S. João, nosso Padroeiro”, a questão que surge naturalmente é: qual S. João é o padroeiro da maçonaria, uma vez que existem vários, como por exemplo: São João Batista; S. João da Escócia; São João de Patmos,  o autor do Apocalipse e tradicionalmente identificado como sendo São João Evangelista; São João Crisóstomo;  São João, o Jejuador;  São João Clímaco e pelo menos outros dez santos com o mesmo nome.

Existe um consenso de que nossa Ordem tem DOIS padroeiros que seriam  São João Batista e São João Evangelista, sobre os quais iremos discorrer. O nome João significa “Deus é propício”.

“Sou a Voz que clama no deserto: aplainai o caminho do Senhor”

Vestido simplesmente com uma pele de cordeiro atada com um cinto de couro batizava (batismo significa banho) multidões no Rio Jordão mergulhando suas cabeças nas águas do rio para limpa-los espiritualmente. Segundo nos relata o Livro da Lei, S. João Batista era filho de Isabel, prima de Maria e, portanto primo segundo de Jesus Cristo. Ele dizia ser “a voz que clama no deserto: aplainai o caminho do Senhor”. Essa citação aparece em todos os Evangelhos: Isaías 40:3; Mateus 3:3; Marcos 1:3; Lucas 3:4 3 João 1:23.

 Foi o primeiro a identificar Jesus como o Salvador. Quando Jesus apareceu para ser batizado João disse que não era digno sequer de atar as suas sandálias, mas ante a insistência do Nazareno procedeu ao batismo e consta que ouviu-se uma poderosa voz que disse “esse é meu Filho amado sobre o qual ponho toda minha complacência”.

Comemora-se o seu dia em 24 de Junho, solstício de Câncer ou de inverno (no nosso hemisfério) data que coincide com a fundação da Grande Loja da Inglaterra em 1717.

 Há dois solstícios no ano, em junho e dezembro e significam o início das estações, inverno ou verão. No hemisfério sul as datas variam entres 21 a 24 de Junho para o solstício de inverno e 21 a 24 de dezembro para o solstício de verão. No hemisfério norte é o contrário.

 Nas culturas antigas, o solstício de inverno, o dia mais curto do ano, a partir de quando a duração do dia começa a crescer, simbolizava o início da vitória da luz sobre a escuridão. Com o tempo essa data passou a simbolizar o Natal, como forma de incorporar essa festa pagã nas novas comunidades cristãs.

São João Evangelista, o Teólogo

Foi o discípulo mais jovem e consta ter sido o mais amado por Jesus. Foi o único que acompanhou Cristo até a sua morte. O Evangelho de João menciona que Jesus confiou sua mãe Maria aos seus cuidados, antes de seu sacrifício.

Foi o autor do quarto Evangelho, de três Epístolas e do Apocalipse. O seu Evangelho difere dos outros três, pois enfoca mais o aspecto espiritual de Jesus, ou seja, a vida e a obra do Mestre em comunhão e meditação.

Apesar de muitas vezes perseguido e martirizado a tradição diz que viveu puro e casto até o fim de seus dias e a sua vida é um exemplo de inocência, lealdade, amizade e dedicação à obra de Jesus. Recebeu da Igreja o título de “Teólogo”.

Comemora-se a sua data em 27 de Dezembro, que coincide com o nosso solstício de verão, ou de inverno no hemisfério norte. Também chamado de Solstício de Capricórnio.

O Apóstolo escreve em João 3:5 “Em verdade, em verdade, vos digo, quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino do Céu”, e isso remete ao ritual de nossa iniciação. O nascimento na Terra, a purificação pela água e pelo fogo (espírito) e a ascensão (ar) ao Reino, transformando o homem comum em um maçom justo e perfeito, pronto para a construção do Templo Interior em Honra e Glória ao G:.A:.D:.U:.

janeiro 03, 2021

MEMÓRIAS ESPARSAS DE SOROCABA - 15

 

Estas crônicas são publicadas em dois grupos de Facebook, no Lembranças de Sorocaba e no Michael Winetzki, meu pessoal, para o qual estão todos também convidados. Fico feliz com a repercussão que têm tido e com tantos amigos de juventude que reencontrei. Mas a crônica a respeito do Chico de Paula, na qual elogiei a sua culinária e de seu companheiro na época, o Moises, acabou gerando mensagens de curiosidade a respeito de que tipo de comida eles faziam. Eu copiei algumas receitas deles e fiz em casa, adoro cozinhar. Não ficou exatamente igual, faltou aquele toque de gênio, mas ficou muito bom mesmo. Então presenteio os leitores com essas receitas exclusivas autorizando a reprodução, mas pedindo que, por favor, não mudem os nomes, em respeito à autoria de ambos.

Talharim à moda do Chico

Aqueço três colheres de sopa de óleo e frito duas cebolas médias picadas em rodelas e dois pimentões verdes picados. Quando estiverem fritos junto seis colheres de sopa de purê de tomate e três cubos de caldo de galinha e deixo cozinhar por cinco minutos. Dissolvo duas colheres de maizena em água fria e acrescento ao cozimento deixando ferver por mais alguns minutos. Acerto o sal. Adiciono uma xicara de catupiry e despejo em um pirex sobre o talharim pré cozido. Decoro com salsa e se desejar com queijo parmesão ralado e azeitonas pretas. Levo ao forno por 20 minutos ou até dourar. Eles sempre faziam essa massa, artesanalmente, em casa, então segue a receita da massa.

Talharim artesanal à moda do Mói

Bato dois ovos, uma colher de sopa de azeite e coloco sal a gosto. Sobre uma superfície lisa vou acrescentando farinha e misturando até dar o ponto. O ponto é quando a massa não gruda mais na mão. Faço duas bolas e vou abrindo com um pau de macarrão (uma garrafa também dá), sempre acrescentando farinha e abrindo até que fique na espessura desejada, mais grossa ou mais fina. Quando atingir essa espessura deixo a massa aberta, vou regando com farinha, e com uma faca corto na largura desejada. Fica meio irregular, mas é o charme da massa artesanal.

Pescada à moda do Chico

Tempero oito files de pescada com sal, pimenta do reino e limão. No liquidificador bato meia lata de pomarola, meio copo de requeijão e meio vidro de leite de coco. Coloco em uma assadeira uma camada de molho, em seguida os filés e outra camada de molho. Levo ao forno por dez minutos. Eu fiz essa receita também colocando fatias de muçarela sobre a camada final de molho. Ficou bom. Já fiz com outros peixes também.

Pão recheado à moda do Mói

Coloco 50 gramas de fermento de pão em uma xícara de leite e deixo por quinze minutos. Após adiciono uma colher de açúcar e bato no liquidificador com um ovo, meia xicara de óleo e uma colher de sal. Misturo com duas xícaras de farinha de trigo, (se for necessário acrescento mais farinha até dar o ponto). Cubro a bola resultante com um pano úmido e deixo descansar por quinze minutos antes de abrir a massa. Depois abrir, rechear, fechar em forma de pãozinho redondo, pincelar com gema de ovo e assar em forno médio até dourar. Para o recheio misturo carne moída crua com tomate, cebola picadinha, cheiro verde, pimenta do reino, sal, muçarela, presunto e orégano.

Acho que pude dar uma vaga ideia das delícias das quais desfrutamos por tantos anos. O Mói ainda está por aí, é leitor destas crônicas, e deve estar fazendo tudo isso para o seu amor, a Aninha. Como amanhã começa o fim de semana, aproveitem e experimentem. Vão me dar razão.