abril 14, 2021
SABE DE ONDE VEM O SEU SOBRENOME ?
Você com certeza já ouviu falar do famoso cientista judeu Alberto Pedroso ou do pai da psicanálise, Sigismundo Alegria. Se for brasileiro, certamente já ouviu falar do famoso Rabino Henrique Oliveira. Em tempos mais antigos os nomes e sobrenomes normalmente eram traduzidos quando você mudava de pais, embora hoje, já não tenhamos mais tal costume.
Alberto Pedroso é a tradução do nome Albert Einstein, Sigismundo Alegria é a tradução de Sigmund Freud, e Henrique Oliveira é a tradução do nome do famoso Rabino Henry Sobel. Como você pode ver, em suas línguas originais, estes nomes e sobrenomes não são tão cheios de pompa como parece para nós, à primeira impressão. Em seus países de origem estes nomes soam exatamente como nesta tradução para o português.
É engraçado que quando um judeu (Ben Anussim) com sobrenome Oliveira, Machado, Moraes ou Guimarães aparece, as pessoas duvidam de sua judaicidade e chegam a pensar, de primeira impressão que são católicos. Entretanto é fato histórico, que muitos, pra não dizer a maioria, dos brasileiros e portugueses com estes sobrenomes tem tanto ou até mesmo mais sangue judeu que os famosos Hoffman (Lavrador), Mayer (Fazendeiro), Goldstein (Minerador de ouro), Zimmermann (Carpinteiro), Silverstein (Pedra de prata), Roth (Vermelho), Krantz (Coroa), Baumann (Agricultor) ou Handel (Comerciante).
Assim como muitos Oliveira ou Pereira não tem uma só gota de sangue judeu, também incontáveis Hoffman ou Goldstein a não tem. Muitos dos sobrenomes germânicos e de outras origens ashkenazi tem equivalentes a sobrenomes muito comuns em descendentes de judeus portugueses. Exemplos muito interessantes são nomes como Pedroso (Einstein), Rocha (Stein) ou mesmo Oliveira (Zait, Zaiten, Zeiti, Zveibel, Zeituni, Zvibel, Svibel, Sobel). Nenhum destes se encontra no Tanach (Bíblia Hebraica) e nem mesmo entre os sobrenomes dos judeus na Antiguidade (até porque os judeus não usavam necessariamente algo que se possa chamar de sobrenome). Todos estes são nomes adaptados com o tempo (ou forçados com as circunstâncias, em especial com a Inquisição), que não tem nada de essencialmente "judaico". O que muda destes sobrenomes tidos por judaicos e os portugueses? Apenas o idioma.
De acordo com a tradição da família Oliveira (Olivarez, Oliva, Benveniste, Bienveniste, Benvenist, Del Medico, Epstein, Horowitz e Segall), pouco antes da destruição de Jerusalém em 70 E.C., uma família de Levitas descendentes de Corá, filho de Yitzhar (Izar), filho de Qehat (Coate), filho de Levi, descendente do profeta Samuel, fugiu de Arimatéia (antiga Ramatayim Tzofim, hoje Rantis, Cisjordânia) e se dirigiu para a península ibérica (Hispania Romana ou Sefarad, para os judeus), fixando-se no que viria a ser conhecido como Gerona, atualmente na Catalunha. Com o passar de vários séculos, e com o irrompimento da Inquisição na Idade Média, essa família, que na ocasião tinha o sobrenome BENVENISTE, mudou-se para Cávia (Oliva-Cávia) e posteriormente para o norte de Portugal, região do Minho, e, para marcar o local de origem e o clã levítico ao qual pertencia a família, idealizaram um sobrenome parecido a um criptograma: oLiVeYra, ou Oliveira, por tem as consoantes de LEVY. Por serem descendentes de Yitzhar (Izar) ou Izaritas (Yitzhar, em hebraico, que está relacionado ao óleo de oliva), e pelo fato de que a oliveira produz o fruto do qual de extrai o azeite antigamente utilizado na unção sacerdotal, tal sobrenome OLIVEIRA era bastante apropriado.
A seguir, vejamos a árvore genealógica da família de Levitas descendentes de Yitzhar, de Ramatayim Tzofim, região de Efrayim, da qual provém a família OLIVEIRA, contada de Shmuel (Samuel) para trás:
"Shmuel (profeta Samuel), filho de Elqanah (Elcana) e sua esposa Hanna (Ana), filho de Yerohham, filho de Eli'el, filho de Toahh, filho de Tzif, filho de Elqanah, filho de Mahhat, filho de Amasai, filho de Elqanah, filho de Yo'el, filho de Azariah, filho de Tzefanyah, filho de Tahhat, filho de Assir, filho de Aviasaf, filho de Qórahh (ou Corá) Ha-Levy, filho de Yitzhar (Izar), filho de Qehat, filho de Levy, filho de Ya'aqov (Yisra'el), filho de Yitzhhaq (Isaac), filho de Avraham, filho de Térahh, filho de Nahhor, filho de Serug, filho de Re'u, filho de Péleg, filho de Éver, filho de Shélahh, filho de Qeinan, filho de Arpakhshad, filho de Shem (Sem), filho de Noahh (Noé), filho de Lámekh, filho de Metushélahh (Metusalém), filho de Hanokh (Enoque), filho de Yéred, filho de Mahalal'el, filho de Qeinan, filho de Enosh (Enos), filho de Shet (Sete), filho de Adam (Adão), filho de Deus."
A REGULARIDADE MAÇÔNICA E A CRENÇA EM DEUS
Desde 1877 o Grande Oriente de França e o Grande Oriente da Bélgica, embora suavizando a sua posição relativa à crença em Deus e em sua revelação, mantêm vivos os princípios que levaram estas duas Potências à "SUMMA DIVISIO", que separou em definitivo a nossa Ordem em duas: uma regular, e outra irregular. Uma, que mantém o dogma da crença no Grande Arquiteto do Universo e outra que, em nome - falso, como veremos - da Constituição de Anderson, aceita em suas Lojas ateus, irreligiosos e mulheres.
Recapitulando, em seu artigo primeiro, sub-dividido em dois parágrafos, a Constituição de Anderson diz:
"Um maçom é obrigado a obedecer à lei moral; e se ele bem entender da arte, jamais será um estúpido ateu nem um libertino irreligioso".
"Posto que nos tempos antigos os maçons tivessem a obrigação de seguir a religião do próprio país ou nação, qualquer que ela fosse, presentemente julgou-se mais conveniente obrigá-los a praticar a religião em que todos os homens estão de acordo, deixando-lhes plena liberdade às convicções particulares. Essa religião consiste em serem bons, sinceros, honrados, de modo que possam ser diferenciados dos outros. Por este motivo, a Maçonaria é considerada como o CENTRO DE UNIÃO e faculta os meios de se estabelecer leal amizade entre pessoas que sem ela não se conheceriam".
É a este Artigo da Constituição de 1723 que franceses, belgas e simpatizantes se agarram para continuarem praticando a sua Maçonaria particular e irregular.
O que acontece é que eles se apegam ao segundo parágrafo da Constituição de Anderson e esquecem totalmente do que diz no primeiro parágrafo, isto é: o maçom não pode ser nem ateu, nem irreligioso.
Baseiam-se no segundo parágrafo, que também não os ajuda. Se não vejamos:
"Nos tempos antigos, os maçons tinham a obrigação de seguir a religião de seu país ou nação". No ocidente, esta religião era cristã: católica, anglicana ou protestante. Todas estas versões do cristianismo têm como dogma a crença em Deus.
O que acontece é que desde o final do sec. XVIII e, sobretudo, no começo do sec. XIX, por influência dos filósofos iluministas houve uma natural tendência para o ateísmo: "Do cristianismo ao deísmo, do deísmo à neutralidade simpática, da neutralidade simpática à neutralidade hostil, da neutralidade hostil ao laicismo, do laicismo ao ateísmo declarado". Foi justamente esta escalada descendente o que aconteceu em algumas Potências maçônicas da Europa e da América Latina, no séc. XIX, sobretudo no Grande Oriente de França, líder incontestável deste movimento que desembocou na mudança da sua Constituição em 1877. Na realidade, este foi o resultado da ação de uma facção minoritária, mas ativa que, sendo minoria, conseguiu impor suas idéias a maioria acomodada.
Este processo começou pela infiltração nas Lojas do GOF das idéias dos Iluminados da Baviera, seguidos dos Filadelfos e dos Carbonários, seguidos pelos irreligiosos e ateus, como por exemplo Littré, Proudhon, que era ateu, e que a partir de determinado momento, conseguiram impor as suas idéias. Proudhon, por exemplo, durante sua iniciação, respondeu assim à pergunta ritualística que lhe fizeram: "Quais são os seus deveres para com Deus"? A sua resposta não deixou margem para dúvidas: "A guerra". Apesar disso, foi iniciado em 8.06.1847. Estes e outros fatos semelhantes acabaram arrastando o GOF para fora da Tradição da Ordem, quando eliminou de sua Constituição, em 1877 o seu artigo primeiro que exigia a fé em Deus e na imortalidade da alma.
As Grandes Lojas Unidas da Inglaterra, Escócia e Irlanda, e todas as demais Obediências a elas aderentes, romperam relações com o GOF, e estas relações permanecem rompidas até hoje, não tendo sido nunca mais restabelecidas, apesar das várias tentativas do mesmo Grande Oriente de França em restabelecê-las.
Assim ocorreu o grande CISMA, do qual se originaram duas grandes correntes maçônicas. Tanto numa corrente quanto na outra existem maçons cultos, de destaque e de boa vontade. Cada um deles apresenta sempre fortes argumentos para defender os seus pontos de vista.
A verdade é que em 1877 ocorreu o CISMA, com a introdução da "VOIE SUBSTITUTÉE", isto é, a eliminação oficial de Deus - o teicídio - da Constituição do GOF, em Assembléia Geral desta Potência, começada em 10.09.1877, estando presentes 180 delegados das Lojas da Obediência. Na quinta sessão desta Assembléia foi posto na Ordem do Dia o pedido de alteração do art. 1º da Constituição, que suprimia a declaração nela contida de que "a Maçonaria francesa professa como princípio fundamental a crença em Deus e na imortalidade da alma".
Imaginem agora se o relator desta proposta poderia ser, como de fato foi, o pastor protestante Frederico Desmons, a quem se atribui esta supressão. Sob o argumento de que a Maçonaria deveria "proclamar a absoluta liberdade de consciência", este pastor negou tudo aquilo que pregava em sua igreja. Na verdade, este radical tornou-se apóstata em sua igreja e na sua morte não teve exéquias maçônicas, só as puramente civis, tendo sido a sua carreira política a de um radical da III República.
A nova redação do art. 1º da Constituição do GOF ficou assim:
"A Maçonaria não exclui ninguém por suas crenças. A Maçonaria, instituição essencialmente filantrópica, filosófica e progressista, tem por finalidade a busca da verdade, o estudo da moral universal, das ciências e das artes e o exercício da beneficência. Tem por princípio a liberdade absoluta de consciência e a solidariedade humana. Tem por divisa: liberdade, igualdade, fraternidade".
O "TEICÍDIO", isto é, a morte da exigência na crença em Deus foi aprovada por dois terços da Assembléia votante. Deste modo, foram eliminados dos rituais do GOF todas as orações e alusões a Deus, o Grande Arquiteto do Universo. Como conseqüência imediata, ocorreu o rompimento com a Maçonaria autêntica, ortodoxa e universal que tem a sustentá-la as três Grandes Lojas Unidas da Inglaterra, da Escócia e da Irlanda e todas as demais Potências que proclamam a crença em Deus.
Aqui no Brasil, o Grande Oriente do Brasil, em 1908, submeteu à apreciação das Lojas a seguinte tese:
"O atual momento histórico exige a simplificação dos rituais, de modo a que domine no interior de todos os templos o princípio da mais larga tolerância, abrigando no meio da Maçonaria os deístas e os ateus, os sectários de quaisquer religiões e os livres-pensadores".
É claro que esta "tese" não passou de uma tentativa dos adeptos do Rito Moderno, o Rito Oficial - e único - do Grande Oriente de França, de seguir os mesmos passos daquela Potência e de suas aderentes de então, principalmente os Grandes Orientes da Bélgica, da Hungria e da Itália.
Todos sabemos o que pensa a grande maioria dos maçons brasileiros a respeito de Deus e da imortalidade da alma.
Este meus Irmãos é um breve resumo da história dos fatos que racharam a Maçonaria de Anderson, de Desaguilliers (principalmente deste) e de Frederico Desmons. Todos três pastores de igrejas cristãs.
Antonio Rocha Fadista - MI
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