Algumas instruções maçónicas são explicitas e não necessitam de elucubrações.
Em alguns casos, chega a ser até perigoso desenvolver argumentos e teses sobre, por exemplo, qual é a tonalidade de azul do teto do Templo?
A coisa essencial, inclusive a simbólica, é simples; O tecto é azul, pois, remete-nos para a infinitude do universo sobre as nossas cabeças.
Ponto!
Os outros elementos que compõem a ABÓBADA CELESTE têm também nome, posição e significado.
Alguns desses elementos nem sequer são nomeados nos rituais, mas, não significa que estão ali completando o céu ou decorando a Loja.
Os seus propósitos serão desvendados somente pela observação e pelo uso da sagrada Palavra de Passe: PORQUÊ.
Você desconhecia esta Palavra de Passe?
Ela é o maior legado dos primeiros maçons especulativos há muito tempo e, às vezes, parece que caiu em desuso.
Alerto aos Irmãos que esta reflexão trata apenas de uma alegoria de caráter especulativo/provocativo.
Além e acima das instruções explicitas e implícitas, há aquelas recorrentes e algumas outras que são transmitidas em situações especiais, muitas vezes inseridas num contexto em que elas nos podem parecer descabidas.
Estamos acostumados às aclamações vigorosas e vibrantes, que fazem as paredes tremerem.
Natural, pois estamos alegres com a presença dos Irmãos.
Mas, e se houvesse uma ausência?
Um Irmão querido, um Respeitabilíssimo Mestre, cuja existência material tenha sucumbido?
Então, neste ambiente de consternação, estaremos apáticos e, certamente, a aclamação sairia num tom baixo e respeitoso
Interessante observar que estas diferenças de situação e de linguagem são mais próprias de um consenso social arraigado, do que materialmente prescrito nos rituais.
Mas há uma instrução curta, poucas vezes passada aos Irmãos e que acontece justamente quando muitos Maçons a desacreditam.
Somos alertados no Banquete Maçónico de que a nossa conduta deve ser comedida e que é próprio do Maçom o comedimento.
O Comedimento Maçónico vai além da frugalidade, da austeridade, do beber e comer moderadamente.
Realizamos este comedimento quando entendemos que a circunspecção é nossa capacidade de analisar todos os lados inseparavelmente da discrição sobre tudo aquilo que analisamos.
Não falamos aqui de um autocontrole momentâneo conveniente.
Mas, sim, do efetivo autodomínio.
O Comedimento Maçónico não pode ser confundido com a perigosa austeridade, que mais se preocupa em apontar o caminho do inferno do que salvar o espírito.
O nosso comedimento é a harmoniosa frugalidade de ser servido e saber servir àqueles com os quais compartilhamos o pão da vida e o vinho da alma.
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