janeiro 25, 2026

VAV - A ARQUITETA DO CRIADOR - Lucius Cohen


Sente-se à sombra da Torá, pois eis que revelo os mistérios da Vav (ו), a sexta guardiã da alef-bet kadosh, cujo segredo numérico do 6 ecoa os seis pilares da Menorá que iluminavam o Beit HaMikdash, como está escrito no Êxodo (25:31-32): “Farás uma Menorá de ouro puro... seis braços sairão de seus lados”. Vav é o canal que desce como uma Yud alongada — o ponto primordial de valor 10, a centelha do Kadosh Baruch Hu — transformando-se em reta de valor 6, os seis dias da Beriá, onde o caos primordial ganha forma, como ensina o Sefer Yetzirah (1:5): “Com seis extremidades selou os mundos, e Vav é o eixo que os sustenta”. Rabi Yehuda Ashlag, no Sulam (Bereshit 1:3), elucida: “Vav é a extensão da Yud, o ponto que se desdobra em linha para tecer os mundos, infundindo o vazio com estrutura divina”. Vav vale 6, mas sua forma revela uma Yud superior com uma calda que desce ao mundo inferior, 10 + 6 = 16 = 7, revelando seu segredo como símbolo do mundo criado, um entendimento reforçado pela coincidência com as 7 Sefirots do mundo inferior na Árvore da Vida.

Essa descida é o ato primordial de construção: o Ein Sof contrai-se em ponto para se expandir em dimensões — ponto de unidade, linha de direção, triângulo de equilíbrio, cubo de estabilidade, tempo de fluxo — como sugere o Sefer HaBahir (par. 147): “Do um surge o dois, do dois o três, e assim os seis que formam o corpo da criação”. Rabi Chaim Vital, no Etz Chaim (Sha’ar HaKlalim, cap. 2), aprofunda: “Vav é Yesod que penetra Malkhut, fertilizando o físico com o fluxo das Sefirot emocionais, gerando vida no jardim da existência”. Aqui, Vav não é mera ligação; é o consorte que insemina o material com potencial celestial, como alude o Tikunei Zohar (19:41a): “Vav é o pilar que desce para a Rainha, enchendo-a de sementes de luz para que brote o mundo”.

No mundo dos negócios, Vav nos guia a edificar como arquitetos divinos: comece com o ponto essencial — a visão nuclear, a Yud de vossa alma — e estenda-a em reta de ações estruturadas, crescendo em dimensões como os seis dias que moldam o cosmos. Seu empreendimento é vaso de Malkhut: recebe o fluxo das seis forças para gerar crescimento sustentável. Harmonize-as como um consorte amoroso: bondade em atos de serviço, disciplina em estruturas firmes, beleza em designs equilibrados, perseverança em superação de barreiras, esplendor em expressões autênticas, fundação em conexões profundas. Cada força é um braço da Menorá, iluminando o caminho sem sombras do meio-dia da Vav.

Harmonize essas forças com práticas intencionais. Liste elementos inspirados nas Sefirot: bondade no serviço ao cliente, disciplina nas finanças, beleza na estratégia, perseverança na inovação, esplendor na comunicação, fundação em parcerias. Planeje uma ação para cada: ofereça suporte excepcional (bondade), implemente controles orçamentários (disciplina), alinhe metas estéticas (beleza), persista em refinar ofertas (perseverança), mantenha mensagens genuínas (esplendor), forme alianças mutuamente benéficas (fundação). Uma loja de bem-estar, por exemplo, doa consultas gratuitas (bondade), gerencia custos com precisão (disciplina), equilibra produtos holísticos (beleza), inova apesar de falhas (perseverança), comunica transparência (esplendor) e conecta com profissionais (fundação).

Libere energia criativa como o consorte de Malkhut. Identifique uma área para inovação — novo produto ou serviço — e planeje ações para fertilizá-la: brainstorm de ideias alinhadas ao propósito, desenvolva protótipos com foco, lance com campanha que gere impacto real. Pergunte-se: “Como uno o espiritual ao material com Vav?”

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