janeiro 06, 2026

VIDA SIMPLES - Juarez Castro



Se pensarmos bem, o que a Maçonaria pede de cada um de nós? 

Não pede grandes coisas. 

Não pede que sejamos perfeitos. 

Nem que sejamos super-homens. 

Ela pede que sejamos simples. 

Que tenhamos uma vida simples.

Uma das coisas que chama sempre a atenção em nossa Iniciação é que nos são tirados todos os bens materiais. 

Nós entramos na Maçonaria sempre: “nem nu nem vestido”. 

Entramos simples. Despojamo-nos de tudo para ver que a vida é simples. 

Tanto é verdade que assistimos o ato dramático do Hospitaleiro que nos pede “um pequeno auxílio para os desgraçados que vamos socorrer” e não temos nada. 

E isso é uma falta aos princípios de caridade da Maçonaria. 

Este ato não foi para colocarmos em situação de vexame, nem de humilhação, mas para mostrar que a Maçonaria quer que sejamos simples. 

Que sejamos despojados de vaidades e do luxo da sociedade.

O “Nem nu nem vestido” quer dizer que fomos privados dos bens materiais para lembrar que nascemos sem nada e que devemos primar pelo aprimoramento espiritual e, pela simplicidade para fazer o bem a humanidade pelos nossos próprios esforços. 

Fazer o bem sem olhar a quem.

Na realidade, diz-nos frei Jonas Nogueira da Costa, que

• “A simplicidade nos obriga a olhar para nós mesmos”.

E é isso que a Maçonaria quer de cada um de nós: Olhar-nos.  

Por isso que ela nos fez fazer algumas viagens para entender o que ela queria de nós. 

As viagens foram por caminhos escabrosos, semeados de dificuldades, repletos de dificuldades, em meio a ruídos e de trovões atordoadores, e depois por uma estrada menos difícil.

E finalmente por uma terceira viagem por um caminho plano e suave envolto no maior silêncio, demonstrando o caminho da simplicidade.

Esta última viagem nos mostra o “estado de paz e tranquilidade resultante da ordem e da moderação das paixões do homem, que atinge a idade da maturidade e da reflexão”. 

É a vida simples do Maçom.

Primeiro a Maçonaria nos dá, para depois cada um dar-se ao próximo. 

Dar aquilo que temos de mais profundo em nosso ser: Amor. 

E para isso precisamos ter uma vida simples. 

Porém, cheio de vontade de colaborar com o desenvolvimento da humanidade.

Para isso, precisamos agir como “Pedra Polida que representa o homem instruído que dominou as paixões e abandonou os preconceitos e se libertou das asperezas da Pedra Bruta” que diligentemente a poliu.




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