fevereiro 27, 2026

D. PEDRO II - PREFERIU O EXÍLIO À GUERRA CIVIL


 

Dom Pedro II governou o Brasil por quase 50 anos, foi um dos monarcas mais cultos do século XIX, falava mais de dez idiomas, financiava ciência, mantinha correspondência com Darwin e Victor Hugo e acreditava profundamente na educação como base de uma nação.

Mas, ao contrário do que muitos imaginam, ele não foi derrubado por um complô repentino, o Império acabou porque seu próprio imperador aceitou que ele não deveria continuar.

Pedro II não teve herdeiros homens vivos, seus dois filhos morreram ainda crianças. A sucessão recaiu sobre sua filha, a Princesa Isabel, legalmente, ela era a herdeira.

Politicamente, porém, o imperador nunca construiu um projeto sólido para perpetuar a monarquia.

Ele via o Império como uma instituição desgastada, pressionada por elites militares, escravocratas insatisfeitos e um país que mudava mais rápido do que a Coroa. 

Após a abolição da escravidão, em 1888, ele sabia que perderia o apoio das classes dominantes e aceitou o preço.

Quando o golpe republicano aconteceu, em 1889, Dom Pedro II proibiu qualquer reação armada, ordenou que ninguém lutasse em seu nome. 

Preferiu o exílio à guerra civil.

Partiu do Brasil levando poucos pertences, no bolso, quase nada. No travesseiro, um pouco de terra brasileira. 

Morreu dois anos depois, em Paris, sem jamais conspirar para voltar ao poder.

Ele poderia ter resistido, poderia ter provocado sangue.

Mas escolheu encerrar um regime para evitar que o país se partisse.

O Império não caiu gritando.

Caiu em silêncio com o consentimento do homem que o governava.

Fonte: DomPedroII #HistoriaDoBrasil #Curiosidades #BrasilImperio #Cultura

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