fevereiro 26, 2026

ESTOICISMO: EQUILÍBRIO, JUSTIÇA E SABEDORIA - Giovanni Angius

 


O  de filosofia fundada por Zenão de Citio na Grécia Antiga, por volta do século III aC, quando assimilado e devidamente posto em prática, remete-nos para uma vida de equilíbrio, serenidade e propósito. 

Ele ensina-nos a focar no que está ao nosso controle – as nossas atitudes, pensamentos e escolhas, aceitando com coragem e sabedoria o que é inevitável. 

Ao valorizar a virtude como o bem maior e cultivar a razão, o Estoicismo guia-nos para uma existência pautada pela excelência moral, pela liberdade interior e por uma profunda harmonia com a ordem do universo.

É, essencialmente, um caminho para a verdadeira felicidade, independente das circunstâncias externas.

O Estoicismo e a Filosofia Maçónica compartilham fundamentos essenciais que orientam o homem na busca pela sabedoria, pelo autodomínio e pela rectidão moral. 

Ambos reconhecem que a verdadeira liberdade e felicidade não dependem das circunstâncias externas, mas da maneira como o indivíduo conduz a sua própria vida, cultivando virtudes e buscando a harmonia com a ordem universal.

Na Maçonaria, o iniciado é um buscador da Luz, que representa o conhecimento, a verdade e a compreensão mais profunda da existência. 

Este caminho é trilhado por meio da razão, do estudo e da reflexão, de forma semelhante ao ideal estóico de focar no que está sob o nosso controle: as nossas atitudes, pensamentos e escolhas. 

O maçom, assim como o estóico, aprende a aceitar com serenidade o que não pode mudar e a transformar a si mesmo por meio da prática da virtude.

A busca pela Verdade na Maçonaria está intrinsecamente ligada ao uso da razão e ao aprimoramento contínuo do ser. 

O estóico encontra essa mesma verdade ao viver conforme a natureza e a razão, compreendendo que a virtude é o maior bem. 

Assim, ambos os caminhos rejeitam a escravidão das paixões desordenadas e dos desejos efémeros, promovendo uma existência pautada na excelência moral e no compromisso com valores elevados.

Tanto a Filosofia Estóica quanto a Maçonaria ensinam que a vida tem um propósito maior do que a mera satisfação pessoal. 

O homem deve se tornar um pilar de equilíbrio, justiça e sabedoria, contribuindo para o bem-estar da humanidade e encontrando, na rectidão do seu carácter, a verdadeira felicidade.

A ideia de que o homem deve se tornar um pilar de equilíbrio, justiça e sabedoria reflecte um ideal elevado tanto para o estóico quanto para o Maçom. 

Este conceito remete à necessidade de um desenvolvimento integral do ser, no qual ele se torna não apenas um indivíduo virtuoso, mas também um exemplo e um sustentáculo para aqueles ao seu redor.

Quando o homem se torna um pilar de equilíbrio, justiça e sabedoria, não apenas transforma a si mesmo, mas também impacta a sua família, a sua comunidade e, em última instância, a humanidade. 

Ele se torna um exemplo de conduta recta, um conselheiro nos momentos difíceis e um defensor daquilo que é justo e verdadeiro. 

Este papel transcende qualquer posição social ou título; é uma missão de vida que ele abraça com consciência e responsabilidade.

Desta forma, tanto o Estoicismo quanto a Maçonaria ensinam que a excelência moral não é um fim em si mesma, mas um meio para cumprir um propósito maior. 

Ser um pilar de equilíbrio, justiça e sabedoria significa tornar-se um instrumento da ordem e da harmonia no mundo, agindo com serenidade, rectidão e discernimento. 

É, em última instância, assumir o dever de iluminar o caminho para aqueles que ainda andam pelas sombras da ignorância e do vício.





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