fevereiro 01, 2026

 *SALVE SALVE FEVEREIRO !*


Bate à nossa porta o inquietante Fevereiro, que aqui no Hemisfério Sul é o derradeiro mês do Verão.


Aliás, Fevereiro, segundo mês do ano, de acordo com o nosso Calendário Gregoriano, tem seu nome advindo do Latim "februarius", que por sua vez deriva de FEBRUO, deus da morte e da purificação na mitologia etrusca.


Particularmente, para nós brasileiros, a despeito da etimologia de seu significado mitológico, Fevereiro por estas bandas é sinônimo de Festa Popular,  que combina tudo o que pode haver de sons, cores, elementos circenses, máscaras, adereços, fantasias, músicas e danças, em que um contingente imenso de pessoas permite-se perder sua individualidade do dia a dia e experienciar uma espécie de sentido coletivo social.


Fevereiro, na maioria dos anos, aqui no Brasil, transformou-se numa "obra do surrealismo", ou seja;  um dispositivo da alma humana que de certa forma transgride a verdade sensível, o espírito da razão e onde, sonho, imaginação e muitas vezes o absurdo, compõem o cenário que se projeta para além do real...


Não é por acaso que em nosso país, é recorrente a expressão, que o novo ano só começa pra valer, depois do Carnaval.


Vislumbrando a história e contemplando o tempo, é impressionante a antítese de que se vale o nosso povo, que de um lado vive seu Fevereiro sob o significado da Morte e da Purificação e de outro,  brinda a Vida e a Luxúria sob a égide da inconsciência formal.


Fevereiro promove ainda o interstício entre o profano e o religioso no embate filosófico que se pronuncia entre o Carnaval e a Quaresma, que se apresenta como o contraste dos instigantes lados da vida.


É assim que vivemos, que construímos nossa história, e que mal ou bem nos transformamos em vilões e vítimas de um mesmo significado.


Feliz Fevereiro a você !


*NEWTON AGRELLA*

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