Há 712 anos, em Paris, Jacques de Molay foi conduzido à fogueira. Não como criminoso, mas como homem que se recusou a morrer mentindo. Durante sete anos de prisão, sob tortura, sob ameaças e sob o peso de uma condenação fabricada por Filipe IV da França e pelo papa Clemente V, ele assinou confissões que jamais corresponderam à verdade! E quando chegou o momento final, diante da multidão reunida na Île de la Cité, ele retratou cada confissão imposta pelo tormento.
Naquele instante, Jacques de Molay não era mais apenas um Grão-Mestre, era a voz de uma Ordem inteira que se recusava a ser sepultada na desonra. O fogo que consumiu seu corpo não apagou nada, irmãos! Apagou apenas a ilusão de quem acreditou que a verdade poderia ser queimada junto com a própria carne.
A perseguição aos Cavaleiros Templários não nasceu da heresia. Nasceu da cobiça de um Rei minúsculo, endividado e da covardia de um papa submisso. Contra eles, Molay opôs algo que nenhuma fogueira alcança:
A integridade absoluta de quem escolheu morrer em pé, a honra que nenhuma câmara de tortura conseguiu arrancar!
Que essa memória nos convoque, hoje, a não curvar o joelho diante do falso, a não comprar paz com traição à própria consciência! Non nobis, Domine.
✠ “Iustus autem meus ex fide vivit.” ✠
“O meu justo viverá pela fé.”
(Hebreus 10,38).

Nenhum comentário:
Postar um comentário