O Sol, que rei, no céu brilhando
A abrasar a terra, que o seu labor
O passaredo já todo voando
A brisa matinal com seu frescor...
É o amanhã de ontem...começando
Vejo ao longe como um vapor,
Do ar vindo da noite, impoluto
Na rua crescendo peculiar rumor
Um cão sem rumo, mas resoluto
Na praça, da velha acácia, brota flor
Cada coisa colocada em seu reduto
Como que anunciando que já é hora
Com o livre arbítrio que desfruto
Retomar minha senda sem demora
Buscar nela assim algum bom fruto
É a vida que nos espera lá fora
A levar, cada qual, sua própria cruz
Qual pesará pelos atos de outrora
Que leve, se até aqui então, fizemos jus
Para preparar bom amanhã...agora !

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