março 15, 2026

OS MAÇONS DE CATAGUAZES, MG - Luciano J. A. Urpia



No final do século XIX, a cidade de Cataguases, em Minas Gerais, era predominantemente católica e vivia tempos de radicalismo religioso. Quando o pastor metodista Phelippe Revale de Carvalho chegou à cidade para pregar sua fé, enfrentou a fúria de católicos liderados por um padre intolerante, que viam na nova igreja uma ameaça. Inconformados, um grupo resolveu expulsar o pastor à força, arrastando-o em direção à estação ferroviária para embarcá-lo contra a sua vontade.

Foi então que um grupo de maçons, liderados pelo irmão José Schettine, interveio corajosamente. Eles arrebataram o pastor das mãos dos exaltados e o acolheram no templo da Loja Maçônica Cataguazense, onde permaneceu protegido até que os ânimos se acalmassem. Gesto de coragem e tolerância que marcou profundamente a história da cidade e da própria Loja.

Em sinal de gratidão, no dia 1º de julho de 1895, o pastor Phelippe presenteou a Loja com uma Bíblia, que até hoje é guardada com carinho e exibida apenas em ocasiões solenes. Cem anos depois, em 1995, o episódio foi relembrado, reafirmando os valores de respeito e liberdade religiosa que unem maçons e cristãos para além de qualquer dogma.

Extraído do livro: LASMAR, Jorge. A História do Grande Oriente de Minas Gerais e Outras Histórias. Minas Gerais, Lithera Maciel, 2004.

Fonte: CURIOSIDADES DA MAÇONARIA



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