O "Calendário da Abstinência" (O Sexo era quase sempre proibido)
A Igreja Católica não proibia o sexo, mas o restringia a dias específicos. Se você seguisse as regras à risca, sobrariam poucos dias no ano para ter relações. Era proibido fazer sexo:
Aos domingos (dia do Senhor).
Às segundas, quartas e sextas-feiras (dias de penitência).
Durante a Quaresma (40 dias antes da Páscoa) e o Advento (antes do Natal).
Em feriados de santos, dias de jejum e durante a gravidez ou amamentação.
Punição: Quem confessasse ter quebrado essas regras recebia penitências pesadas, como meses de jejum a pão e água.
O Crime da "Posição Errada"
A única posição permitida pela Igreja era a do "missionário", pois era considerada a única forma "natural" voltada para a procriação.
O "Pecado": Qualquer outra variação era vista como busca por prazer excessivo (luxúria).
Bizarro: Existiam manuais chamados Penitenciais que ditavam que certas posições eram pecados tão graves quanto o adultério, exigindo anos de arrependimento.
O Tribunal da Impotência (O Exame Público)
Na Idade Média, o casamento era um contrato para gerar herdeiros. Se um homem não conseguisse "consumar" o ato, a mulher tinha o direito de pedir a anulação.
Para provar a impotência, o casal era levado a um tribunal eclesiástico.
O choque:
O homem às vezes era examinado por um júri de "matronas" (mulheres experientes ou parteiras) que tentavam "estimulá-lo" para ver se o órgão funcionava. Se ele falhasse sob pressão diante das senhoras, o casamento era desfeito.
Afrodísicos Nojentos e Perigosos.
Como a mortalidade infantil era alta, as pessoas viviam tentando aumentar a fertilidade com receitas bizarras:
Vinho de Ervilhas: Acreditava-se que ajudava na libido.
Estrume de pombo: Algumas "receitas" sugeriam passar certas misturas orgânicas no corpo para atrair o parceiro.
Hormônios animais: Homens comiam testículos de animais (bodes ou touros) acreditando que a força do animal passaria para eles.
O Sexo como "Dívida Conjugal"
Apesar de todas as proibições, o sexo dentro do casamento era considerado uma dívida (debitum conjugale). Isso significava que, se o marido ou a mulher pedissem para ter relações, o outro parceiro era legalmente e religiosamente obrigado a aceitar, para evitar que o cônjuge caísse no pecado da traição.
Anticoncepcionais Bizarros.
Embora a Igreja proibisse qualquer método que evitasse a gravidez, as mulheres usavam "amuletos" e poções:
Testículos de doninha: Algumas mulheres amarravam testículos de doninha na coxa ou usavam o pé do animal como amuleto para não engravidar.
Limão e lã: Usavam lã embebida em substâncias ácidas (como vinagre ou suco de limão) como barreira, o que muitas vezes causava infecções gravíssimas.
O "Bebê de Domingo"
Havia uma superstição cruel de que crianças nascidas com deficiências ou deformidades eram resultado de pais que fizeram sexo em dias proibidos (como o domingo) ou durante a menstruação. Isso gerava um estigma social terrível para a família.
A Prostituição era um "Mal Necessário"
Surpreendentemente, grandes teólogos como Santo Agostinho e São Tomás de Aquino defendiam que a prostituição deveria ser legalizada. Eles comparavam as prostitutas ao "esgoto de um palácio": se você removesse o esgoto, o palácio inteiro ficaria fedorento. A ideia era que, sem prostitutas, os homens solteiros atacariam as "mulheres de família" ou cometeriam "pecados piores" (como a homossexualidade, severamente punida).
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