março 13, 2026

SEXTA-FEIRA, 13 - MORTE DE JACQUES DE MOLAY - Blue Collar Masons



Neste dia, Jacques de Molay, o último Grão-Mestre dos Cavaleiros Templários, foi executado em Paris.

Após anos de prisão e confissões forçadas sob pressão do Rei Filipe IV da França, de Molay compareceu perante a multidão e declarou a Ordem inocente das acusações que lhe foram imputadas.

Ele foi queimado na fogueira em uma ilha no Sena.

Quer o vejamos como um mártir, um monge militar ou um símbolo de resistência ao poder político, sua morte marcou o fim da Ordem Templária medieval — pelo menos oficialmente.

Mas a história raramente termina de forma limpa.

Em 1737, o Cavaleiro Ramsay proferiu um discurso sugerindo que a Maçonaria descendia de ordens cruzadas — incluindo os Templários. Esse discurso ajudou a alimentar o que hoje chamamos de "mito templário" dentro da Maçonaria: a ideia de que cavaleiros perseguidos preservaram suas tradições em segredo e as transmitiram à Ordem.

Isso é comprovado historicamente? Não.

É simbolicamente poderoso? Absolutamente.

A história dos Templários representa lealdade em meio à perseguição.

Honra sob pressão.

Convicção diante da morte.

Para muitos maçons — especialmente dentro do Rito de York e dos graus de cavalaria — a imagem de Jacques de Molay serve como um lembrete de que a integridade importa mais do que a sobrevivência.

Não reivindicamos a cavalaria medieval.

Mas reivindicamos a mesma obrigação:

Manter-nos íntegros.

Defender a verdade.

Cumprir nossa palavra — mesmo que isso nos custe algo.

A história nos ensina.

O simbolismo nos molda.

O caráter nos define.

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