Texto de Bruno Pregil
Basta um convite mal formulado ou uma postagem enigmática em rede social para que o "profano de carteirinha" sinta o despertar de sua maior virtude: a curiosidade fofoqueira. Ele chega às portas do Templo com a mente cheia de delírios hollywoodianos, esperando encontrar o Santo Graal, a fórmula da alquimia ou, quem sabe, o telefone direto do presidente da República.
O problema é que o curioso confunde Iniciação com Inauguração. Ele acha que a Maçonaria é um buffet livre de influência e prestígio, onde se entra para "ser alguém" sem nunca ter sido ninguém antes.
A Queda das Máscaras.
A dissimulação é a primeira ferramenta desse tipo de espécime. Ele aperta a mão com uma força ensaiada, simula uma retidão que nunca praticou na esquina de casa e usa termos como "fraternidade" com a mesma vacuidade de quem comenta sobre o clima.
Mas o choque de realidade é um banho de água gelada. O desvio de caráter começa a latejar quando ele percebe que:
* A Maçonaria não é um balcão de negócios: Se você entrou para vender seguro ou ganhar cargo público, sua estadia será curta e seu desprezo será longo.
* O "Custo" não é apenas financeiro: Sim, a Ordem tem boletos. Manter Templos e filantropia custa dinheiro real. O curioso, que é geralmente um sovinha espiritual, empalidece ao ver que a "irmandade" não é um convênio médico gratuito.
* O custo mais caro é o esforço: O verdadeiro preço é o suor do cinzel sobre a Pedra Bruta. E o curioso odeia trabalhar. Ele quer a luz, mas tem medo de acender o fósforo.
O Desvio de Caráter no Espelho
Bruno Pregil hipócrita do que a exigência da Verdade. Quando o curioso descobre que a Maçonaria exige pontualidade, estudo sério e, acima de tudo, que ele coloque a mão no bolso para ajudar quem nada tem, o seu "sonho" de poder se transforma no pesadelo do dever.
Ele descobre, para seu total horror, que a Maçonaria não vai consertar o que o caráter dele já apodreceu. Se ele entrou um canalha em busca de segredos, sairá um canalha frustrado com um avental que não sabe usar.
> "A Ordem não é um refúgio para quem foge das contas ou das responsabilidades; é uma fornalha para quem tem coragem de queimar o próprio ego."
A porta da rua é a serventia da casa para quem confunde Esquadria com Esquema. O custo da Maçonaria é alto demais para quem só tem a oferecer a moeda barata da dissimulação.
E então, você acredita que a seleção rigorosa na sindicância é suficiente para barrar esses "colecionadores de títulos", ou a Ordem precisa de filtros ainda mais ácidos?
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