A Câmara de Reflexão é um dos elementos mais emblemáticos da Iniciação Maçónica, mas a sua presença não é universal para todos os Ritos.
A existência ou ausência desse espaço decorre da origem histórica de cada rito e da ênfase (filosófica ou litúrgica) que os seus fundadores deram ao processo do “morrer para a vida profana” (ou morrer para a vida não maçônica).
A divergência reside na matriz cultural de cada sistema maçónico:
• A Influência Alquímica vs. Pragmática
A Câmara de Reflexão é uma herança direta do Hermetismo e da Alquimia.
Ritos que surgiram na França no século XVIII incorporaram o conceito da “viagem à terra” (o elemento Terra das provas).
Já os ritos baseados na “Maçonaria de Ofício”, (Inglaterra e Escócia, por exemplo), focam na preparação moral imediata.
• Diferença entre “Preparação” e “Prova”
Nos ritos anglo-saxões, a preparação é vista como um ato de humildade e confiança no guia (Diáconos).
Nos ritos continentais (franceses/latinos), a preparação é uma prova introspectiva e solitária.
A Câmara de Reflexão é a fronteira entre a Maçonaria Ocultista/Esotérica (que busca a “Pedra Filosofal” ou a “Reintegração”) e a Maçonaria Racionalista/Bíblica (que busca o aperfeiçoamento social e a prática cristã/humanista).
Enquanto os ritos de origens ou influências francesas e latinas mergulham o homem nas trevas para que ele encontre a sua própria luz (VITRIOL), os ritos de origens ou influências anglo-saxónicas e alemãs, por exemplo, tomam o homem pela mão e o levam diretamente à luz do Templo, focando no seu carácter e na sua fé à busca da Verdade.
A presença ou ausência da Câmara de Reflexão dependerá da origem histórica de cada rito maçónico e da ênfase (filosófica ou litúrgica) que os seus fundadores deram ao processo do “morrer para a vida profana” (ou “morrer para a vida não maçônica”).
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