Quando digo a mim mesmo:
"...Aprenda com todos, mas não se compare com ninguém..."
Começo a imaginar que a grande sacada dessa expressão é a de que devemos observar e abstrair conhecimentos das experiências alheias.
Sejam dos sucessos quanto dos erros.
Contudo, sem avaliar o próprio valor ou progresso com base na vida de terceiros.
O olhar deve ser pessoal único, evitando a frustração gerada por tempos e histórias diferentes.
Não dá pra viver se comparando.
Cada um de nós, está envolto em suas próprias circunstâncias.
Afinal de contas, em tese, não somos amostras grátis, tampouco produtos em exposição.
Nossa jornada maçônica é um verdadeiro convite ao autoconhecimento.
Buscamos aprimorar nossa consciência, por meio de um processo especulativo.
Esse processo se consubstancia na evolução moral e espiritual aliadas à intelectual.
A famigerada "pedra bruta", nada mais é, senão o Símbolo do homem que precisa ser moldado, trabalhado e polido e esculpido, através da educação e da moral.
O processo é lento, longo e demanda tenacidade, pois ainda que em Loja, desenvolvamos uma lavra coletiva, a jornada por si só é rigorosamente solitária e antes de tudo, "individual".
Lembrando que o aprimoramento consciencial que a Maçonaria auxilia-nos a desenvolver, impõe um processo sensível e contínuo de expansão da autopercepção.
O exercício da liberdade de pensamento e de expressão tão decantado, como um dos fundamentos da Sublime Ordem, só faz sentido quando seu entendimento encontra abrigo no Discernimento diante de sí mesmo e do universo, buscando transcender limitações e padrões habituais de convivência e de disciplina comportamental.
Como uma academia filosófica, a Maçonaria possui regras, normas e princípios, cujas bases se apoiam em marcos regulatórios (Landmarks) que se sustentam perenemente, a despeito de tantas ações aleatórias que buscam, talvez até inconscientemente, desvirtuá-la de sua natureza humanista, hominal e antropocêntrica.
Fica o convite:
Compare-se apenas a sí mesmo.

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