Todas as vezes que uma pessoa obtém conhecimentos sobre determinado tema, que interessa a uma comunidade ou a um grupo seleto de pessoas, e que guarda para si próprio, não o transmitindo para aquele grupo, podemos dizer que essa pessoa é egoísta.
O conhecimento não pode ser adquirido, guardado e levado ao túmulo por uma pessoa.
Tem que usar e transmitir para outros, mesmo que não seja aproveitado.
Se vai ser aproveitado ou não, aí o problema não é seu, e sim, de quem o recebeu.
Nem todos os Maçons têm tempo de se debruçar horas e horas em livros, jornais e revistas maçônicas, para conhecerem um pouco mais da doutrina. Por este motivo, aqueles que têm tempo e que gostam dessa atividade, devem levar aos demais Irmãos, os conhecimentos adquiridos, e que sejam considerados relevantes para todos.
Numa Loja com um Quadro de trinta Irmãos, normalmente aparece um ou dois Irmãos, que se dedicam a leitura e ao aprendizado maçônico.
Para o Irmão que lê, é muito raro haver uma Sessão, para ele não ter o que transmitir.
Dentro de algum tempo porém, ninguém mais quer ouvir esse Irmão.
Quando ele se inscreve na Ordem do Dia ou no Quarto de Hora de Estudos, ou mesmo se levanta para falar na hora da Palavra a Bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular, alguns Irmãos começam a olhar para o relógio, como se quisessem cronometrar o seu tempo de fala.
Esse é um problema, que algumas vezes, faz com que o Irmão que tem conhecimento, passe a agir como um egoísta.
Excerto do livro *Aconteceu na Maçonaria* do Irm.’. Alci Bruno
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