Essa "caixinha" que você vê na testa (e também no braço esquerdo) de judeus durante as orações chama-se Tefilin (em português, muitas vezes chamados de Filactérios). O uso do Tefilin é um dos preceitos (mitzvot) mais importantes do judaísmo, servindo como um sinal físico de conexão com o Divino. O que há dentro da caixa?
As caixas são feitas de couro de um animal "casher" (puro) e pintadas de preto. Dentro delas, existem quatro trechos da Torá (os cinco primeiros livros da Bíblia) escritos à mão por um escriba especializado em pergaminho. Esses textos mencionam explicitamente o mandamento: "E os atarás como sinal na tua mão, e serão por lembrança entre os teus olhos". Os dois tipos de Tefilin
Eles são sempre usados em par durante as orações matinais (exceto no Shabat e em festas):
Tefilin Shel Rosh (Cabeça): Colocado acima da testa, no centro. Ele simboliza que os pensamentos e o intelecto devem estar a serviço de Deus.
Tefilin Shel Yad (Braço): Colocado no braço não dominante (geralmente o esquerdo), alinhado com o coração. Simboliza que as emoções e as ações práticas (as mãos) devem ser guiadas por propósitos elevados. O Simbolismo Espiritual
A ideia é criar uma unidade entre mente, coração e ação. Quando o judeu coloca o Tefilin, ele está metaforicamente "se ligando" a Deus, lembrando-se do compromisso com os mandamentos e da saída do povo hebreu da escravidão no Egito. As tiras de couro que prendem as caixas são enroladas no braço e na mão de uma forma específica, chegando a formar letras do alfabeto hebraico que compõem um dos nomes de Deus (Shadai).

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