abril 25, 2026

OBJETIVOS E RELAÇÕES DA ORDEM (Craft) - Tradução de António Jorge

 


Em Agosto de 1938, as Grandes Lojas de Inglaterra, Irlanda e Escócia concordaram e emitiram uma declaração idêntica nos seus termos. 

(excepto pelo nome da Grande Loja emissora, que aparece em todo o texto.)

Esta declaração, intitulada “Objecivos e Relações da Ordem“, tinha os seguintes termos:

• De tempos a tempos, a Grande Loja Unida de Inglaterra considerou conveniente expor de forma precisa os objetivos da Maçonaria, tal como praticados consistentemente sob a sua jurisdição desde a sua fundação como corpo organizado em 1717. 

• E também definir os princípios que regem as suas relações com as outras Grandes Lojas com as quais mantém um acordo fraterno.

• Em face das representações recebidas e das declarações recentemente emitidas que distorceram ou obscureceram os verdadeiros objetivos da Maçonaria, considera-se necessário, mais uma vez, enfatizar certos princípios fundamentais da Ordem.

 a admissão e filiação na Ordem é a crença no Ser Supremo. Isto é essencial e não admite concessões.

• A Bíblia, referida pelos maçons como o Volume da Lei Sagrada, está sempre aberta nas Lojas. 

• Todo o candidato deve prestar o seu Juramento sobre este livro ou sobre o Volume que, segundo a sua crença particular, confere santidade a um juramento ou promessa feita sobre ele.

• Todo aquele que ingressa na Maçonaria está, desde o início, estritamente proibido de tolerar qualquer ato que possa ter tendência para subverter a paz e a boa ordem da sociedade. 

• Deve prestar a devida obediência à lei de qualquer estado em que resida ou que lhe ofereça protecção, e nunca deve ser negligente na lealdade devida ao Soberano da sua terra natal.

• Embora a Maçonaria Inglesa inculque em cada um dos seus membros os deveres de lealdade e cidadania, reserva ao indivíduo o direito de ter a sua própria opinião em relação aos assuntos públicos. 

• Mas nem em nenhuma Loja, nem em qualquer momento na sua qualidade de Maçom, lhe é permitido discutir ou apresentar os seus pontos de vista sobre questões teológicas ou políticas.

• A Grande Loja sempre se recusou consistentemente a expressar qualquer opinião sobre questões de política externa ou interna, quer no país, quer no estrangeiro. 

• E não permitirá que o seu nome seja associado a qualquer acção, por mais humanitária que possa parecer, que infrinja a sua política inalterável de se manter afastada de qualquer questão que afecte as relações entre um governo e outro, ou entre partidos políticos, ou questões relativas a teorias rivais de governo.

• A Grande Loja está consciente de que existem Corpos, que se auto-intitulam de Maçónicos, que não aderem a estes princípios, e enquanto esta atitude se mantiver, a Grande Loja de Inglaterra recusa-se terminantemente a ter qualquer relação com tais Corpos ou a considerá-los Maçónicos.

• A Grande Loja de Inglaterra é um Corpo Soberano e independente que pratica a Maçonaria apenas dentro dos três Graus e apenas dentro dos limites definidos na sua Constituição como ‘Maçonaria Antiga Pura’. 

• Não reconhece nem admite a existência de qualquer autoridade maçónica superior, seja qual for o nome que lhe dêem.

• Em mais de uma ocasião, a Grande Loja recusou, e continuará a recusar, participar em Conferências com as chamadas Associações Internacionais que afirmam representar a Maçonaria, e que admitem como membros entidades que não se conformam estritamente com os princípios sobre os quais a Grande Loja de Inglaterra foi fundada. 

• A Grande Loja não admite tal alegação, nem as suas opiniões podem ser representadas por qualquer associação deste tipo.

• Não há qualquer segredo em relação a qualquer dos princípios básicos da Maçonaria, alguns dos quais foram referidos acima. 

• A Grande Loja considerará sempre o reconhecimento das Grandes Lojas que professam e praticam, e que podem demonstrar que professaram e praticaram consistentemente, estes princípios estabelecidos e inalterados, mas em caso algum entrará em discussão com vista a qualquer nova ou variada interpretação dos mesmos. 

• Devem ser aceites e praticadas de todo o coração e na sua totalidade por aqueles que desejam ser reconhecidos como Maçons pela Grande Loja Unida de Inglaterra. 

A Grande Loja de Inglaterra foi questionada se ainda mantém esta declaração, particularmente em relação ao parágrafo sobre manifestações políticas e religiosas. 

A Grande Loja de Inglaterra respondeu que mantém cada palavra da declaração e, desde então, tem solicitado a opinião das Grandes Lojas da Irlanda e da Escócia.

Realizou-se uma conferência entre as três Grandes Lojas, e todas reafirmaram, sem hesitações, a declaração proferida em 1938: nada nos assuntos actuais foi encontrado que as pudesse fazer recuar desta posição.

Se a Maçonaria se desviasse do seu rumo ao expressar uma opinião sobre questões políticas ou teológicas, seria chamada não só a aprovar ou denunciar publicamente qualquer movimento que pudesse surgir no futuro, mas também lançaria as sementes da discórdia entre os seus próprios membros.

As três Grandes Lojas estão convencidas de que é apenas através desta rígida adesão a esta política que a Maçonaria sobreviveu às doutrinas em constante mudança do mundo exterior, e são obrigadas a registar a sua completa desaprovação de qualquer acção que possa tender a permitir o mais pequeno desvio dos princípios básicos da Maçonaria.

São da firme opinião de que, se alguma das três Grandes Lojas o fizer, não poderá manter a alegação de estar a seguir os Antigos Landmarks da Ordem e, em última instância, enfrentará a desintegração.

(Aprovado pela Grande Loja em 7 de Setembro de 1949) 


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