outubro 06, 2025

CAMPANHA DA FRATERNIDADE - Jorge Gonçalves


 *Campanha Fraternidade em Ação – Dia das Crianças 2025*

Agradecimento

O domingo amanheceu cinzento, com um tempo chuvoso incomum para Aracaju, onde o sol costuma reinar quase o ano inteiro. Chegamos cedo e descobrimos que um imprevisto havia acontecido: o irmão Daniel Heleno, um dos idealizadores da campanha, foi convocado para o trabalho. Ficamos desfalcados, mas o irmão Glauber, também militar e sempre pronto para a missão, assumiu o comando e colocou tudo em ordem.

Pouco a pouco, os irmãos chegaram, e o apoio da Loja Sete de Setembro nº 01 mostrou mais uma vez seu lema: “A sete é a sete”. Quando a Sete é chamada, todos comparecem.

Por volta das nove da manhã, as crianças começaram a chegar, vestidas de verde, cheias de alegria e expectativa.

O ponto alto do evento foi a chegada do irmão e piloto Argollo, com o helicóptero que encantou crianças e adultos. O brilho nos olhos delas, os sorrisos e a frase que ainda ecoa — “Oh tio, não queria ir embora” — mostraram que havíamos feito mais do que doar brinquedos: criamos lembranças que ficarão para sempre.

E o destino ainda nos presenteou com uma coincidência especial. No Aeroclube acontecia a gravação de um filme com atores conhecidos, e o talentoso Daniel de Oliveira decidiu deixar o almoço com a sua  equipe de filmagem para se juntar a nós no churrasco.

A todos os irmãos da Constâncio Vieira nº 3300, à Loja Sete de Setembro nº 01 e a todos que doaram tempo, contribuições, trabalho e coração, meu mais profundo agradecimento.

Porque, quando a fraternidade se une à vontade, até um domingo chuvoso se transforma em um dia de sol. E, por ironia do destino, o irmão Daniel Heleno não pôde estar presente, mas o ator Daniel de Oliveira apareceu para substituí-lo.


outubro 05, 2025

ARLS LEAIS PAULISTANOS 633 - São Paulo


    No final deste mês de novembro a ARLS Leais Paulistanos n. 633 completa 20 anos de existência. É um Loja relativamente recente, e pequena, mas de grande qualidade. Visitei a Loja na sexta feira passada, para assistir a uma sessão de companheiro maçom. Fui muito cordialmente recebido pelo simpático Venerável Mestre Maurício Tadeu Nicoletti e pelos irmãos do quadro.

    A sessão consistiu de uma instrução e de um trabalho, apresentado de maneira emocionante por um irmão, que falou sobre o tema "o que é a vida", relembrando que em curto espaço de tempo sofreu uma grande perda, com o falecimento de seu pai, e uma grande alegria, com o nascimento de seu filho. Pude notar que alguns irmãos disfarçaram lágrimas.

   Os comentários à instrução e ao trabalho apresentado, feitos pelos irmãos Segundo Vigilante Carlos Roberto Barbeiro Lima e pelo Orador Rubens Costa Ferreira foram excepcionais, demonstrando que estes mestres internalizaram os ensinamentos maçônicos e puderam transmiti-los enriquecendo sobremaneira os trabalhos. 

    Pude fazer uma breve exposição sobre a Academia Maçônica Virtual Brasileira de Letras, que tenho a honra de presidir e sobre o trabalho que pretendo realizar como Grande Bibliotecário da GLESP.

   Enfim, foi uma sessão notável pelo aprendizado.

VERBO, PRINCÍPIO... - Adilson Zotovici


Prescrito ao irmão aprendiz

Desse Rito Antigo e Aceito

De nome Escocês sujeito

Ao francês, qual digo a matriz


Do Evangelho insuspeito

“João Um” sua diretriz

De “ um a cinco ” que bendiz

Das trevas à Luz que o preito


Qual precedeu Salmo que diz

Da união fraterna, o preceito

Por David, ternas odes, sutis


Ao Aprendiz quão perfeito

Vez que em ambos a raiz

Se ao “Verbo e Princípio” afeito !!





AUDE SAPERE" -EXPRESSÃO LATINA - Newton Agrella


Esta inquietante expressão filosófica, originalmente atribuída ao poeta romano HORÁCIO, pode ser traduzida para o Português como: "Ouse saber" ou "Atreva-se a conhecer".

Cabe no entanto, registrar que esta expressão ganhou maior notoriedade e tornou-se mais popular, através do célebre  filósofo alemão Immanuel Kant, como uma espécie de lema do Iluminismo.

E é exatamente neste período da história da nossa civilização e da cultura humanística, que a Maçonaria, passou a ganhar um caráter eminentemente Filosófico Especulativo.

A frase AUDE SAPERE constitui-se num convite à autonomia intelectual, incentivando as pessoas a usarem sua própria razão e a pensarem por si mesmas, libertando-se do jugo da ignorância e dos preconceitos. 

A expressão pode ser legítimamente interpretada como um chamado à coragem para questionar, buscar conhecimento e desenvolver o pensamento crítico. 

Ou seja, tudo aquilo que a Maçonaria propõe, através do contínuo exercício especulativo com o objetivo de

questionar e buscar a Verdade, leia-se o  Conhecimento - e a privilegiar a autonomia intelectual, como fonte para o aprimoramento da consciência.

A locução verbal AUDE SAPERE aparece na segunda carta do Livro I das Epístolas de Horácio (por volta de 20 a.C.), onde ele incentiva e estimula o leitor a iniciar um processo de autoconhecimento e a enfrentar e buscar a superação diante das dificuldades que a vida impõe.

Encerrando profundo significado, a expressão estimula o homem a se desvencilhar da dependência de ideias e  dogmas estabelecidos, incitando-o a trabalhar na sua própria capacidade de raciocínio. 

Ainda que revestida de reconhecidas e justificáveis influências históricas, lendárias e espirituais, bem como dotada de uma relevante dose de esoterismo e de uma instigante aura de segredos e de augustos mistérios, a Maçonaria é, e sempre será uma instituição "iniciática" de inequívoco caráter filosófico, que a tornam perene e diferenciada de toda e qualquer outra instituição.



outubro 04, 2025

DIA DE S. FRANCISCO DE ASSIS - Adilson Zotovici


Homem comum em verdade

Que infringia do PAI sua Lei

Giovanni, de Assis a cidade

Que por sua Fé torna Frei


Por religiosidade bem sei

Renunciou a toda riqueza

Como o conforto dum rei

Na sua humildade a nobreza


Fez seus votos de pobreza

Serviu seus iguais com mestria

Protegeu animais, natureza,

Com amor, com alegria


Missionário de grande valia

Que lá dos céus oriundo

Relicário de sabedoria

Que do seu ser tão fecundo


Disse “Dante” em tom profundo

Assertivo a ele, sem sofismo,

“Luz que brilhou sobre o mundo”

Referência do Cristianismo


Seráfico, no catolicismo,

Francisco de Assis, o Frade

Do SENHOR, por altruísmo,

Recebeu sua Santidade!



_“ Senhor, dai-me força para mudar o que pode ser mudado..._

_Resignação para aceitar o que não pode ser mudado..._

_E sabedoria para distinguir uma coisa da outra !”._

( do Estoico)  *São Francisco de Assis*

OS BONS COSTUMES NA MAÇONARIA



Ao pensarmos em Maçonaria, o que vem à nossa mente, quase de imediato, é a figura do Maçom. Esta imagem é projetada na nossa sociedade atual, pela postura dos nossos antecessores, que consolidaram o seu caráter, hábitos e costumes irrepreensíveis junto as mais diversas questões políticas e sociais das quais fizeram parte.

Neste sentido, o nosso objetivo é o de reforçar o quanto os bons costumes que são indissociáveis da Maçonaria, pois, através deles, o Maçom consolida-se como paradigma da sociedade a que pertence.

Assim, é importante destacar que entendemos costume como o hábito ou a prática reiterada associada à moralidade, geralmente observada pela sociedade, ou seja, procedimentos ou comportamentos que são prescritos do ponto de vista moral. São atitudes ou valores sociais consagrados pela tradição. “Costume é a regra aceita como obrigatória pela tradição ou consequência do povo, sem que o poder público a tenha estabelecido”.

Vale a pena lembrar que, a retidão, a honestidade, a lealdade, o respeito, a tolerância e a justiça são imprescindíveis ao Maçom, uma vez que é visto como paradigma da sociedade, significando que ele é possuidor de bons costumes e reputação ilibada.

Na Maçonaria, os bons costumes são entendidos como valores morais indispensáveis ao Maçom, os quais representam o somatório das suas ações e comportamentos do passado e do presente.

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Nesta esteira, a Maçonaria pode ser entendida como um centro de união fraternal, onde a retidão, a responsabilidade, a honestidade, a bondade, a tolerância, a justiça, a busca pela verdade e pelo aperfeiçoamento devem ser permanentes. Além disto, defende e propaga o respeito e a prática da ética e da moral.

Os bons costumes referem-se, portanto, como foi dito acima, tanto ao passado quanto ao presente, isto é, correspondem ao somatório dos dois. Quando a conduta, o comportamento, a postura e as atitudes positivas são reconhecidas pelos que estão mais próximos ou pela sociedade em geral, podemos dizer que se trata de alguém de bons costumes e, consequentemente, de reputação ilibada.

Desta forma, podemos dizer que o objecto principal deste trabalho é despertar no Maçom o interesse pelo verdadeiro significado daquilo que nós chamamos de “Bons Costumes”. Entretanto, há aqueles que acreditam que “os bons costumes” se referem tão somente ao estado atual de uma pessoa, o que não corresponde à verdade, esse entendimento é equivocado, uma vez que, os “bons costumes” podem ser compreendidos como a prática reiterada de boas ações, abrangendo passado e presente.

A Maçonaria é uma sociedade que, acertadamente, só admite no seu quadro, homens retos, de bons costumes e possuidores de comportamento ético, moral e humanístico compatíveis com a sua finalidade, isto é, que vise alcançar o ápice do aperfeiçoamento humano, razão pela qual, para ingressar nos seus quadros exige-se o preenchimento de requisitos que contemplem a retidão do seu pretendente.

Deve ser ressaltado que, a Constituição do Grande Oriente do Brasil, logo no seu artigo 1º corrobora o objetivo deste trabalho, dando balizamento para várias situações. Diz o dispositivo legal que, a Maçonaria é uma instituição essencialmente iniciática, filosófica, filantrópica, progressista e evolucionista, proclamando a prevalência do espírito sobre a matéria. Além disto, estabelece que os seus fins supremos são a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade, pugnando pelo aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade. Assim, acreditamos que, a possibilidade de alcançarmos o aperfeiçoamento humano deve ser precedido pelos bons costumes.

Desta forma, a Maçonaria, através da observância dos seus princípios e valores, acima enumerados, aliado à prática da beneficência e do cumprimento inflexível dos deveres e responsabilidades, quer parecer-nos que, por si só, poderia justificar a repulsa que os maçons devem sentir em face da corrupção, ao mesmo tempo em que defende e propaga o respeito e a prática da ética, da moral e dos bons costumes.

Por outro lado, quer parecer-nos ainda que, a Maçonaria deseja, em primeiro lugar, proporcionar o encontro do Homem Maçom consigo mesmo, transformando-o no seu próprio paradigma. Assim sendo, faz-se necessário que, o Maçom esteja sempre atento à aprendizagem e à prática correta dos princípios maçónicos, ao mesmo tempo em que procura evitar que um Irmão desavisado seja levado a praticar o que chamamos de “Heresia Maçónica”, desviando-se do verdadeiro objetivo da Ordem, que é a busca pela evolução maçónica.

O Maçom ao ser iniciado ingressa num “sistema”, no qual se exige que os seus membros devem, necessariamente, percorrer o que podemos chamar de “Via Mística”, com vista a conduzi-lo a um determinado lugar, geralmente, oculto para os não iniciados, mas podendo ser visível ao verdadeiro Maçom.

Este entendimento, leva-nos a acreditar que a Maçonaria é um sistema de conhecimento extremamente importante e eficiente, uma vez que tem como meta principal o aperfeiçoamento do homem no Mundo Espiritual, mas ao mesmo tempo não abandona e nem ignora o Mundo Material. A justificativa talvez seja que a saúde material se faz necessária, sobretudo quando da prática da filantropia ou beneficência, uma das ações básicas da Ordem.

Como já foi dito anteriormente, a filantropia é, também, dentre tantas, uma das finalidades da Maçonaria. A sua terminologia pode ser traduzida como a “Mão da Maçonaria” estendida aos necessitados, Irmãos ou não, mas “dando com a mão direita sem que a esquerda saiba”. Todavia, modernamente, a solidariedade deve, a nosso ver e com razão, sobrepor-se à filantropia, uma vez que esta, simplesmente, “dá o peixe”, ao passo que aquela, “ensina a pescá-lo”, ou seja, numa delas a fome é saciada por um dia, já na outra, a fome pode ser afastada não por um dia apenas, mas para sempre.

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Vale a pena lembrar que, o progresso que a Maçonaria admite como essencial, pode ser definido como melhoramento da humanidade, calcado no aperfeiçoamento ético, moral, intelectual e social dos seus membros. Além do mais, ela tem como alguns dos seus símbolos o Cinzel e o Malho que, juntos, servem de instrumentos para desbastar a Pedra Bruta que somos e, ao mesmo tempo, construir o nosso Edifício Moral ou Espiritual. Esta é a verdadeira evolução humana, mesmo porque o Maçom deve, necessariamente, buscar a perfeição humana, até se tornar um Mestre de facto, não se deixando confundir com um profano de avental.

É bem possível que, para muitas pessoas, ser livre significa não ter limites. Contudo, para o Maçom, a liberdade deve consistir numa via de mão dupla, ou seja, a liberdade exigirá sempre uma correlata responsabilidade. Isto porque a liberdade não exclui a disciplina, nem pode sobrepor-se à liberdade de outrem.

Assim sendo, “ser livre e de bons costumes”, tem um significado extremamente importante para a Maçonaria, uma vez que se presume que todo homem que preencha tais requisitos estaria, em princípio, em condições de ser iniciado na Arte Real e poderia, até mesmo, transformar-se num bom Maçom, observador atento das tradições da Ordem. Entretanto, para melhor compreender a frase acima, faz-se necessário entender que ela seja interpretada à luz da ética e da moral.

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A terminologia “Livre” expressa o momento presente e diz respeito ao cidadão em pleno gozo dos seus direitos civis, os quais guardam limites ao direito alheio. Já a expressão “Bons Costumes”, refere-se não só ao presente, mas também ao passado, por tratar-se de um somatório de condutas, alcançando até os dias de hoje, ou seja, comportamentos e atitudes positivas reconhecidas pelos que estão próximos e pela sociedade em geral.

Neste sentido, anda bem a nossa Ordem ao exigir que, para se iniciar nos seus mistérios,  deve ser levado em conta o presente e o passado do candidato, de tal maneira que, seja visto e analisado como um todo indivisível. Só assim, será ele considerado apto ou não, isto é, livre e de bons costumes para receber permissão de ingresso na Ordem.

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Na verdade, homens de bons costumes são aqueles que têm valor social reconhecido ou consagrado, que se orientam pelas coisas justas, pela ética, pela moral, pela honestidade, pelas ideias mais elevadas, pela disciplina e pelo respeito. Eles não participam de grupos que sejam desprovidos de moral ou honestidade, além do mais, devem desfrutar de boa reputação e ter conduta irrepreensível em todos os seus aspectos.

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Portanto, podemos dizer que, o homem livre é aquele isento de preconceitos, de maledicências, ou seja, deve, necessariamente, ter a consciência livre e que não tome o mal pelo bem. Além disto, deve ser desprovido de quaisquer vícios. Isto permite-nos inferir que, a corrupção e a ausência de bons costumes afastam toda e qualquer evolução ou progresso moral do Maçom, enquanto que a observância à ética, à moral e aos bons costumes o aproxima da sua evolução e progresso, especialmente, no campo espiritual.

Finalmente, concluímos convidando a todos os maçons a buscarem atitudes compatíveis com os bons costumes, sobretudo, que sejam comprometidos com a moral, a ética e a evolução maçónica, pois, só assim conseguiremos ascender ao patamar de Mestre Maçom de fato.


Adaptado de texto escrito por Aildo Carolino https://www.freemason.pt/os-bons-costumes-na-maconaria/

EM PRIMEIRO LUGAR - Heitor Rodrigues Freire


O dom da vida é o bem mais precioso de que Deus nos dotou. Esse dom não se esgota no tempo e no espaço. Pelo contrário, é ad aeternum, para toda a eternidade, e é também a mais clara demonstração do amor que Ele tem por todas as suas criaturas.

O dom da vida não se manifesta por acaso. Ao nos conceder a vida, Ele também nos conferiu uma individualidade que nos representa por toda a eternidade.

Ao entender essa condição única, cada um de nós dentro da sua idiossincrasia deve manifestar a sua mais profunda gratidão. Somos únicos. A nossa existência se realiza por fases, em que nascemos e renascemos infinitamente.

Mas é indispensável que saibamos agir coerentemente com os ensinamentos que recebemos. O que mais importa? Sem dúvida, no meu entendimento, em primeiro lugar o essencial é buscar o reino de Deus. E onde estará esse reino misterioso e enigmático?

Há um preceito bíblico, registrado em Lucas 17:21, que diz o seguinte: 

“*Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós*”. No livro de Deuteronômio, 30, 11-14, Deus diz a Moisés que colocou seu mandamento no coração e na palavra do homem. O que de certa forma, corrobora o ensinamento acima, proferido por Jesus Cristo.

Isso significa que o reino de Deus é um estado interior de progresso moral e espiritual que se constrói a partir do próprio indivíduo, de dentro pra fora, através do aprimoramento de si mesmo e da prática dos ensinamentos de Jesus, culminando numa felicidade íntima e na manifestação de qualidades divinas como amor, justiça e caridade. 

Na visão kardecista, o reino de Deus é um estado interior, uma realidade espiritual que existe dentro de cada um de nós aguardando para ser desenvolvida e que se manifesta quando há um alinhamento com o amor. E é também a edificação da lei divina que se realiza por meio da fé – atributo intrínseco de cada ser, que não é crença, é fidelidade. A fé liberta, a crença fixa, prende. Outro atributo da fé é que ela é pessoal, individual. A fé revitaliza o ser humano e se fortalece pelo uso correto do livre-arbítrio.

Na mitologia grega há uma lenda interessante sobre este assunto: 

Conta-se que no Olimpo os deuses se reuniram sob a regência de Zeus para discutir onde esconder a sabedoria, porque se tornava cada vez mais patente que o homem logo a encontraria e seria o fim do reinado dos deuses. Urano propôs que se colocasse a sabedoria no local mais profundo da Terra, e alguns concordaram com ele. Mas logo outros argumentaram que o homem criaria uma escavadeira e chegaria até lá. Poseidon, deus dos oceanos, propôs então que se colocasse a sabedoria no ponto mais profundo do mar. Essa opção foi inicialmente aceita, mas logo rejeitada porque alguém comentou que o homem criaria um submarino e também chegaria até lá. A deusa Atena acompanhava a discussão em silêncio – ela estava sempre acompanhada por uma coruja, o símbolo da sabedoria – e propôs então que se colocasse a sabedoria num local onde o homem jamais procuraria: dentro de si mesmo, guardada em seu coração. E assim foi feito.

Daí o ensinamento esotérico consubstanciado no acróstico V.·.I.·.T.·.R.·.I.·.O.·.L.·. que significa *Visita Interiore Terrae Retificandote Invenies Ocultum Lapidem*, ou seja, visite o interior da Terra, e retificando-te, encontrarás a pedra oculta, ou seja, o reino de Deus.

O que, *mutatis mutandi*, ou em outras palavras, é a mesma coisa.


outubro 03, 2025

44 ANOS DE MAÇONARIA - Fuad Haddad




O irmao Fuad Haddad  é Secretário de Orientação Ritualística, Educação e Cultura do GOBMINAS.


Parabéns meu Estimado Irmão e Confrade Michael pelos seus 44 anos de vida Maçônica, dedicados e em prol da nossa Ordem.

 Que o Pai Celestial o abençoe e o proteja sempre, concedendo-lhe muita saúde e vida longa, para que continue sendo para todos, com sua simplicidade e humildade,  o nosso *GRANDE MESTRE* e exemplo de *MAÇOM*. 

Fraterno Abraço. Fuad Haddad.

44 ANOS DE MAÇONARIA - Lucas Couto



O irmão Lucas Couto é o Venerável Mestre da ARLS Virtual Lux in Tenebris n. 57, a Loja Virtual Primaz do Brasil 


Meu Poderoso Irmão @⁨Michael Winetzki⁩,

Parabéns pelos 44 anos de iniciação e dedicação. Vejo no irmão um testemunho pessoal de perseverança, dedicação e exemplo de maçom, diria até que um verdadeiro Mestre, um hino à grandeza da Maçonaria.

A jornada que percorreu, desde aquele modesto templo de Campo Grande até as mais altas responsabilidades e honrarias que hoje ostenta, revela um Maçom que sabe aliar humildade e grandeza, estudo e ação, fé e trabalho. 

É inspirador ver como sua trajetória honra a memória de seu padrinho, Sandoval Ribeiro Soares, e como se perpetua no convívio com tantos Irmãos, inclusive com a felicidade de contar com seu próprio filho na jornada maçônica.

Suas palestras, escritos, livros, e sobretudo o exemplo vivo de fraternidade são tesouros que enriquecem não apenas a Maçonaria, mas a vida de todos aqueles que têm a honra de chamá-lo de Irmão. E eu me sinto honrado por isso e eternamente agradecido....

Que o Grande Arquiteto do Universo continue a iluminar seus passos, concedendo-lhe saúde, sabedoria e força para prosseguir na construção da grande Biblioteca viva que idealiza, legado que certamente engrandecerá a Ordem.

Meus parabéns, Irmão Michael! Que venham muitos outros anos de luz, sabedoria e fraternidade.

44 ANOS DE MAÇONARIA - Bruno Bezerra de Macedo




Quase cinco décadas galgando prosperidade...

Michael

Instituidor do progresso

Indica-lhe o justo caminho

Concretizador de sonho

É protagonista do sucesso


Winetzki

Aconselhador dos justos

Empreende prodígios

Conhecimentos augustos

Incita bons desígnios


Tua força: Onde não há conselho os projetos saem vãos, mas, com a multidão de conselheiros, se confirmarão. (Provérbios 15:22 )


Teu legado: Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos. (Salmo 32:8)


Tua recompensa: Até isto procede do Senhor dos Exércitos, porque é maravilhoso em conselho e grande em obra. (Isaías 28:29)


Maranguape, Ceará, 03 de Outubro de 2025

ACADEMIA INTERNACIONAL DE MAÇONS IMORTAIS

Diretoria de Comunicação Social

Bruno Bezerra de Macedo

44 ANOS DE MAÇONARIA - Jorge Gonçalves

 


O irmão Jorge Antônio Vieira Gonçalves é o Venerável Mestre da ARLS Constâncio Vieira n. 3300 de Aracaju, SE.


Ao Irmão Michael Winetzki, com carinho.

Há irmãos que se confundem com a própria essência da Maçonaria, e a trajetória do inestimável Irmão Michael Winetzki é uma delas.

Parabéns pelos 44 anos de sua iniciação. Para mim, ouvir esse nome, Michael Winetzki, sempre significou conhecimento, gentileza para com os seus irmãos e generosidade.

O escritor erudito, o palestrante incansável e o estudioso da Arte Real são qualidades excepcionais, *mas é o homem gentil que mais me fascina*, o Mestre Maçom em sua essência, que transforma saber em serviço, livros em alimento e cultura em esperança.

Vou parar por aqui, pois sei que as palavras são pobres diante de sua grandeza. Desejo a você saúde, paz, harmonia, vida longa e próspera. Que o G∴A∴D∴U∴ continue a iluminar sua jornada, *pois todos nós, seus irmãos, já somos privilegiados por caminhar ao seu lado.*



ARLS FORÇA, LEALDADE E PERSEVERANÇA 319 - São Paulo



Pouco antes de entrarmos no Templo ouvi o Venerável Mestre David Antônio de Godoy dizer: há 128 cadeiras no Templo, deve dar. Não deu. Superlotou e foi necessário colocar cadeiras na Sala dos Passos Perdidos para os aprendizes.

Foi a sessão de comemoração dos 38 anos desta Loja, fundada em 30/09/87, abrilhantada com a presença de visitantes, famílias, convidados, do Past GM adjunto Silvio Corbari, do Delegado Distrital Adilson Conceição e muitos outros membros da administração da GLESP.

Alguns irmãos fundadores contaram a história da Loja, criada com a sugestão do irmão Jânio Quadros, então prefeito da Capital, aos seus oficiais da PM e da notável iniciação simultânea de 33 irmãos, sendo 29 militares e 4 civis, que deram origem à Loja.

Na segunda parte da cerimônia foram entregues os diplomas e medalhas de mérito maçônico a irmãos, tanto do quadro, quanto de outras Lojas, que se destacaram em atividades sociais e beneficentes. Um dos agraciados foi o Grande Bibliotecário Adjunto da GLESP, irmão Julio Cadamuro, meu adjunto.

Um ágape encerrou o evento.

44 ANOS DE MAÇONARIA - Michael Winetzki



No dia de hoje, 3 de outubro, completo 44 anos da minha iniciação na ARLS Estrela do Sul n. 3 em Campo Grande, MS, no acanhado templo da Rua José Antonio, foto acima, hoje tombado pela Prefeitura como imóvel histórico. Dos 14 iniciados de minha turma, ainda permanecemos quatro na maçonaria.
Atualmente a Loja desfruta de um dos mais amplos e belos templos do país.
Meu padrinho, já falecido, Sandoval Ribeiro Soares, era um dos maiores empresários do Estado, dono de uma rede de supermercados e meu patrão que se tornou meu melhor amigo. Homem digno, honrado e trabalhador que de uma barraca de feirante construiu um império e era um exemplo de cidadão.  

Percorri a senda do grau 1 ao 33 e hoje, depois de mais de quatro décadas de dedicação à Ordem, como estudioso, escritor e palestrante ainda me vejo no início da longa estrada cujo final nem consigo vislumbrar.

A maçonaria tem sido parte importante, eu digo mesmo essencial de meus 75 anos de vida e tenho profundo orgulho de poder chamar a tantas pessoas queridas, em todo o Brasil e em tantas partes do mundo, de "meu irmão", inclusive a meu próprio filho. 

Muitos dos meus irmãos gêmeos na descansam no Oriente Eterno, mas vivem em minha memória.

Visitei centenas de Lojas no Brasil e no exterior. fiz centenas, senão milhares de palestras maçônicas. escrevi muitos textos a respeito, alguns livros e também  na Internet.

O que aprendi nestes 44 anos? Qual foi o segredo revelado?

Se é que a maçonaria tem algum segredo além dos sinais de identificação, reside na extraordinária ligação que se estabelece entre seus membros que passam a se considerar uma única família, presente em todos os recantos da Terra. Uma confiança absoluta, uma fé incondicional de que seu irmão, onde quer que ele esteja, qualquer que seja a sua condição sócio-econômica, professa os mesmos valores de ética, decência e justiça.

Cada um de nós age a sua maneira para tornar o seu lar, a sua cidade, o mundo, um lugar melhor para se viver, para proteger os menos favorecidos, para valorizar as boas ações.

Será que há gente que não presta na maçonaria? É claro que sim, no Vaticano também. Mas não existe nenhuma organização no planeta com tamanha quantidade de pessoas justas, buscando em suas atitudes estar o mais próximo possível da perfeição. E também pude observar que a maçonaria acaba por expulsar de seu seio aqueles que não se enquadram em sua ética. Eles passam mas não ficam na Ordem.

Hoje pertenço aos quadros da ARLS Tríplice Aliança 341 de Mongaguá e prossigo trilhando a senda maçônica. Para meu orgulho estou presidente da Academia Maçônica Virtual Brasileira de Letras, um espaço de cultura e conhecimento maçônico que congrega 70 dos melhores intelectuais da Ordem no país e há poucos dias fui nomeado Grande Bibliotecário da GLESP.

Pretendo criar uma biblioteca viva, fonte de estudos e conhecimento para que, cada vez mais os irmãos possam conhecer e valorizar a Ordem.

Que o GADU os abençoe e a todos meus queridos irmãos.