março 12, 2021

VOCE SABE O QUE SÃO "LÁGRIMAS DE VINHO"?


Quando você pensa em beber um vinho, só de olhar para ele você já sabe o que esperar, basta observar as lágrimas do vinho. As lágrimas do vinho, também conhecidas como pernas ou arquetes são propriedades importantes na análise visual da bebida.

As lágrimas são capazes de indicar corpo, teor alcoólico e doçura.Tudo isso antes mesmo de você degustar o vinho. Esse efeito também tem o nome de "Marangoni", pois foi o físico italiano Carlo Marangoni que o descobriu, em meados do século XIX. Junto ao inglês James Thompson, eles explicaram qual é a causa desse fenômeno.

Depois de alguns anos de estudos e testes, os pesquisadores comprovaram que as lágrimas ocorrem a partir da diferença da tensão superficial da água e do álcool presentes na bebida. Como acontecem as lágrimas do vinho?

Com o vinho em uma taça, faça com que gire dentro da taça, assim formará uma fina película de vinho nas paredes internas da taça. Por capilaridade, o vinho do interior começa a subir. Ali, o álcool evapora mais rápido que a água, e a alta-tensão superficial que fica na parede da taça faz com que a bebida desça em filetes, por conta da ação da força da gravidade, formando, então, as lágrimas.

As lágrimas do vinho têm muito ha ver com a quantidade de álcool presente na bebida. Algumas pessoas acreditam que elas podem ser a glicerina do vinho ou, até mesmo, gordura. Porém, isso não é verdade e não tem fundamentação científica. Lembrando que o açúcar também contribui para o fenômeno, pois quanto mais doce, maior é a viscosidade que fica na película de vinho.

Agora, você irá analisar as lágrimas do seu vinho! Para você conseguir identificar o desenho que se forma, a taça deve ser transparente e lisa. É necessário também que a taça tenha o bojo redondo, significa uma taça com a boca menor e o fundo maior. Por exemplo, a taça ISO pode ser utilizada para essa análise. 

Encha cerca de 1/4 da taça com o vinho escolhido, gire o vinho dentro da taça para formar uma película nas paredes internas da taça, após o vinho girar umas 2 vezes dentro da taça pare e observe até que surjam as lágrimas para interpretá-las. Se as pernas estiverem em abundância, juntas e mais lentas para descerem, significa que o vinho tem maior quantidade de álcool. Já se tiver poucas lágrimas, mais afastadas e descerem rapidamente pela taça, a bebida tem menor teor alcoólico.

Vale dizer que essa característica é observada somente em vinhos tranquilos, tintos, brancos ou rosés, já que os espumantes não apresentam esse fenômeno. A partir das lágrimas do vinho é possível ter noção da graduação alcoólica e de sua estrutura, sem ao menos dar um gole.

Se o seu paladar prefere um vinho mais encorpado, com maior teor alcoólico, verifique se o vinho apresenta grande quantidade de lágrimas e se elas escorrem lentamente. No entanto, se o seu paladar prefere um vinho menos alcoólico e mais leve, observe se o vinho forma poucas lágrimas e se elas descem mais rápido. É importante dizer que as Lágrimas do vinho não se referem à qualidade da bebida, mas apenas às características já mencionadas. 


março 11, 2021

QUANDO OS MAÇONS TORNAM-SE DESNECESSÁRIOS À NOSSA ORDEM



Uma das situações mais dolorosas para um homem, é quando ele percebe que se tornou desnecessário, seja, no ambiente familiar, no trabalho, na comunidade ou, principalmente, para nós maçons, na Loja.

Os maçons tornam-se desnecessários:

•Quando decorrido algum tempo de sua Iniciação ao primeiro grau da Ordem, já demonstram desinteresse pelas sessões, faltando constantemente, demonstrando não estarem comprometidos com a Instituição, apesar de terem aceitado a Iniciação e terem feito um juramento solene.

•Quando, durante as sessões, já “enturmados”, ficam impacientes com as instruções, com as palestras ou com as palavras dos Irmãos mais velhos, achando tudo uma chatice, uma bobagem que atrasa o ágape e a esticada.

•Quando, ao tempo da apresentação de trabalho para aumento de salário, não têm a mínima idéia dos assuntos dentre os quais podem escolher os seus temas. Simplesmente copiam alguma coisa de um livro e apresentam-no, pensando que ninguém vai notar.

•Quando, ainda companheiros, começam a participar de grupos para ajudar a eleger o novo Venerável e, não raro, já pensando seriamente em, assim que chegarem a Mestres, começarem a trabalhar para obter o “poder” na Loja.

•Quando Mestres, não aceitarem que ainda não sabem nada a respeito da Ordem e acharem que estudar e comparecer ao máximo de sessões do ano é coisa para a administração, para os companheiros e aprendizes.

•Quando Mestres, ao participarem das eleições como candidatos a algum cargo na Loja, principalmente para o de Venerável, e não forem eleitos, sumirem ou filiarem-se a outra Loja onde poderão ter a “honra” de serem cingidos com o avental de Mestre Instalado, que é muito mais vistoso do que o de um “simples” Mestre.

•Quando já Mestres e até participando dos graus filosóficos não terem entendido ainda que o essencial para o verdadeiro maçom seja o seu crescimento espiritual, a sua regeneração, a sua vitória sobre a vaidade e os vícios, a aceitação da humildade e o bem que possam fazer aos seus semelhantes, e que, a política interna, a proteção mútua, principalmente na parte material, é importante, mas não essencial.

•Quando, como Aprendiz, Companheiro ou Mestre, não entenderem que a Loja necessita que suas mensalidades estejam rigorosamente em dia, para que possam fazer frente às despesas que são inevitáveis.

•Quando, como Veneráveis Mestres, deixam o caos se abater sobre a Loja, não sendo firme o suficiente para exercer sua autoridade; não tendo um calendário com programação pré-definida para um período; não cobrando de seus auxiliares a consecução das tarefas a eles determinadas, e não se importando com a educação maçônica, que é primordial para o aperfeiçoamento dos obreiros.

•Quando, como Vigilantes, não entenderem que, juntamente com o Venerável Mestre, devem constituir uma unidade de pensamento, pois em todas as Lojas nas quais um ou os dois Vigilantes não se entendem entre si e principalmente não se entendem com o Venerável, o resultado da gestão é catastrófico.

•Quando, como Guarda da Lei, nada sabem das leis e regulamentos da Potência e de sua própria Loja, e usam o cargo apenas para discursos ocos e intermináveis.

•Quando, como Secretários, sonegam à Loja as informações dos boletins quinzenais, as correspondências dos Ministérios e, principalmente, os materiais do departamento de cultura, que visam dotar as Lojas de instruções e conhecimentos que normalmente não constam dos rituais, e são importantes para a formação do maçom.

•Quando, como Tesoureiros, não se mostram diligentes com os metais da Loja, não se esforçam para manter as mensalidades dos Irmãos em dia e não se importam com os relatórios obrigatórios e as prestações de contas.

•Quando, como Hospitaleiros, não estão atentos aos problemas de saúde e dificuldades dos Irmãos da Loja. 

-Quando constatamos que em grande número de Lojas, com uma freqüência média de vinte Irmãos, se recolhe um tronco de beneficência de R$ 10,00 (dez reais) em média, todos são desnecessários, pois a benemerência é um dever do maçom.

•Quando, como Chanceleres, não dão importância aos natalícios dos Irmãos, cunhadas, sobrinhos.

-Quando, em desacordo com as leis, adulteram as presenças, beneficiam Irmãos que faltam e não merecem esse obséquio.

•Quando a Instituição programa uma Sessão Magna ou Branca para homenagear alguém ou alguma entidade pública ou privada, constata-se a presença de um número irrisório de Irmãos, dando aos profanos uma visão negativa da Ordem, deixando constrangidos aqueles que se dedicaram e se esforçaram para realizar o evento à altura da Maçonaria.

Todos esses Irmãos indiferentes, que não comparecem habitualmente a essas sessões, são desnecessários à nossa Ordem.

Muito mais haveria para se dizer em relação aos Irmãos desinteressados da nossa Sublime Instituição. 

Fiquemos por aqui e imploremos ao Grande Arquiteto do Universo que ilumine cada um de nós, pra que possamos agir na Maçonaria com o verdadeiro Espírito Maçônico e não com o espírito profano, e roguemos ainda, que em nenhuma circunstância, seja na família, no trabalho, na sociedade ou na Arte Real, tornemo-nos desnecessários, pois deve ser muito triste e frustrante para qualquer um sentir-se sem importância e sem utilidade no meio em que se vive.