abril 29, 2021

PORQUE PRECISAMOS TOMAR ÁGUA.




Esta começando o tempo de seca outonal,  prenúncio do inverno. Todos sofremos com isso, mas é necessário prevenir. Por isso seguem os conselhos abaixo. 

O que acontece com o corpo quando você deixa de beber água?

A água fornece nutrientes, entre outras coisas, regula a temperatura e lubrifica os olhos e articulações. Muitos especialistas já afirmaram que grande parte do corpo humano é água. Na verdade o corpo é feito por cerca de 60% de água.

Mas nem toda esta água permanece em nosso corpo. Parte dela é eliminada na urina, no suor e até quando respiramos.

Por isso beber água suficiente para cobrir estas perdas é fundamental. Mas o que acontece quando não bebemos o suficiente?

'Centro da sede'

"A água, sendo um solvente universal, fornece nutrientes ao corpo, regula a temperatura corporal e lubrifica os olhos e articulações", disseram Mitchell Moffit e Greggory Brown, do Asap Science, um canal no YouTube especializado em ciência.

Sem água perdemos energia, a pele fica seca e até o humor é afetado. Quando estamos desidratados o cérebro envia um sinal para conseguir reter a água em nosso corpo por mais tempo.

A educadora Mia Nacamulli explica em uma animação divulgada em uma conferência TED-Ed, voltada para a educação, que quando o corpo se desidrata as terminações nervosas do hipotálamo do cérebro – que estão no que os cientistas chamam de "centro da sede" (OCPTL) – enviam sinais para a liberação de um hormônio antidiurético. Este hormônio chega até os rins e estimula as aquaporinas, proteínas das membranas das células que podem transportar moléculas de água, permitindo que o sangue retenha mais água no corpo.

Quando isto acontece, a urina fica mais escura e com um cheiro mais forte. Durante este processo de desidratação também sentiremos menos vontade de urinar e teremos menos saliva.

Também há a possibilidade de sentirmos tonturas porque o cérebro está tentando se adaptar à falta do líquido.

Adaptação

Um cérebro desidratado se contrai devido à falta de água e deve trabalhar mais para conseguir o mesmo resultado que um cérebro bem hidratado. Além disso, ele também ativa uma série de mecanismos de adaptação para conseguir manter sua atividade apesar da falta do líquido.

A falta de água no organismo pode levar à diabetes, colesterol alto, problemas digestiv
os e fadiga entre outros. No entanto este processo pode continuar durante apenas alguns dias: se você interromper totalmente a ingestão de água, o corpo começará a sofrer com os efeitos mais graves e, no final, vai parar de funcionar.

Deixar de beber água durante dias (desidratação crônica) pode abrir caminho para outros problemas como diabetes, colesterol alto, problemas de pele e digestivos, fadiga e prisão de ventre.

O tempo de sobrevivência sem beber água varia entre três e cinco dias, de acordo com cada pessoa. Mas já foram registrados casos de pessoas que conseguiram sobreviver mais tempo.

Quanto por dia?

A quantidade de água que devemos beber depende do organismo de cada um e do ambiente em que a pessoa vive.

Mas, de acordo com a educadora Mia Nacamulli, o mais recomendável é que os homens bebam entre 2,5 e 3,7 litros por dia e as mulheres, de 2 a 2,7 litros. Porém também é importante não ultrapassar a quantidade necessária: beber água em excesso pode trazer riscos à saúde segundo os especialistas.

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, revelaram em 2015 que a quantidade recomendável de água varia entre quatro e seis copos por dia. Anteriormente era divulgado que eram necessários oito copos de água por dia.

Especialistas recomendam que, quem não gosta de beber água, tente colocar uma rodela de lima ou de limão, mas não substitua o líquido por refrigerantes. De acordo com os cientistas de Harvard é impossível fazer uma recomendação que sirva para todos: a necessidade de consumo de água depende da dieta, do clima e do nível de atividade física praticada pela pessoa.

As mulheres grávidas ou mães que estão amamentando, as pessoas que fazem mais atividades físicas, as que vivem em um clima quente ou aquelas que estão doentes deveriam, de acordo com o relatório americano, beber mais água.

E, se você for do tipo que não gosta de água, pode consumir líquidos de outra forma: frutas e verduras como o melão ou o pepino têm grandes quantidades de água.

Mas os médicos advertem: não se pode substituir água por refrigerante, "escolha tomar água ao invés de bebidas açucaradas".

Por isso, uma opção apresentada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano (CDC), é adicionar uma rodela de lima ou limão para dar mais gosto à água.

Fonte: British Broadcasting Corporation

QI E LINGUAGEM - Newton Agrella




O autor, Newton Agrella, escritor, tradutor e palestrante é um dos intelectuais maçônicos mais respeitados do país. Publicado com a permissão do autor.

Recentemente tive a oportunidade de me deparar com um artigo sobre o QI médio da população mundial e a aparente inversão gradativa do nível de inteligência da população.

Há sem dúvida alguma uma relação direta com a questão da linguagem e mais especificamente na capacidade de interpretação de textos.

Tomando como exemplo doméstico o nosso país, é claro e nítido o desinteresse pela leitura que o brasileiro manifesta.

Ler, não significa navegar pela Internet ou se esmerar nas mídias sociais.

A literatura envolve um mundo complexo de assuntos que sempre serão um desafio cultural, seja em qualquer área da atividade humana.

Ler, significa absorver um livro, familiarizar-se com o seu conteúdo, inteirar-se de suas nuances temáticas, semânticas e filosóficas.

A falta de leitura acarreta na própria limitação do Pensamento Crítico, o que torna o ser humano, refém de sua capacidade argumentativa.

Além disso a falta de interesse pela escrita  também compromete o exercício dialético do questionamento, da discussão e da própria articulação mental.

Ler e escrever fazem bem à saúde. 

O que causa indignação é a busca do caminho mais curto, sem que se queira se submeter ao raciocínio e ao trabalho intelectual.  

É muito mais cômodo e simples ser doutrinado através de dogmas e conceitos pré-estabelecidos do que conjecturar, elaborar e construir o pensamento e as idéias a partir de um processo analítico fundamentado no estudo, na comparação e na especulação.