maio 06, 2021

OLHE-SE NO ESPELHO DAQUELES A QUEM CRITICA



A Cabalá nos ensina uma coisa muito interessante.

Qualquer comportamento incômodo que você veja em outra pessoa esta em você mesmo. Isso vale a respeito daquele irmão que você critica na Loja, ou daquele conhecido ou parente.

Essa pessoa é um espelho que lhe mostra o que você precisa corrigir na sua vida.

Em algum lugar da sua consciência, na superfície ou até num nível profundo, você tem exatamente a mesma característica que está criticando.

Já sabemos que as pessoas são espelhos mas vamos além.

Você precisa assumir a responsabilidade de mudar o que existe dentro de você e precisa saber com certeza que as pessoas não mudarão enquanto você mesmo não mudar.

Você é responsável por todas as pessoas com que se relaciona sua vida e uma vez que tenha aceitado esta responsabilidade, redirecionando o julgamento para o seu próprio comportamento e fazendo a transformação interna, verá a mudança refletida neles.

As pessoas que fazem parte de sua vida também são responsáveis pelo que acontece dentro de você mas você não pode usar isso como desculpa para não ter que assumir os 100% de sua própria responsabilidade.

O GADU em sua infinita sabedoria, organiza tudo, para que as pessoas que precisamos confrontar estejam em nossa vida.

Pense duas vezes a respeito da pessoa que tanto te incomoda. 
Pode ser que você não consiga parar de criticar de imediato, mas pode começar a estar consciente do mecanismo de julgamento.

Use as seguintes frases  como uma arma na guerra contra seu próprio egoísmo.

Olhe para dentro.
Assuma responsabilidade.
Faça algumas mudanças nesses próximos sete dias.

Quando voce o fizer, se sentirá muito bem não somente por ter mudado, mas principalmente por se aliviar do fardo pesado do julgamento e do ódio.

A METÁFORA DA LUZ

            



            O termo LUZ é  usado em nossa Ordem como metáfora para descrever as  emanações da Divindade, por uma série de razões que podem ser analogamente relacionados ao GADU. 

1) A existência da luz não pode ser negada;

2) A luz não é corpórea; 

3) A luz permite a visão das cores; 

4) A luz encanta a alma; 

5) A visão de um corpo luminoso é agradável e prazerosa;

6)  Não se suporta a visão de uma luz intensa.  Ao fazê-lo  a visão escurece até não se enxergar mais nada, nem mesmo aquilo que normalmente é visível.

        Possuidora de todas essas qualidades, a luz tem  semelhança  com as entidades  livres de matéria que por esta razão são comparadas à luz para que o assunto fique mais compreensível. Pode-se citar ainda as seguintes razões:

a) A luz é a mais sutil e tênue de todas as percepções sensoriais.

b) A luz possui numerosas qualidades características das emanações Divinas, como, por exemplo:

         (i) Ela é emitida por uma luminária sem jamais separar-se dela. Mesmo quando a sua fonte é ocultada ou removida — deixando de emitir luz perceptível — os raios prévios não perduram como entidades separadas da luminária; eles se retiram com ela. Essa é uma qualidade única da luz. 

         (ii) Ela se expande instantaneamente. 

        (iii) Ela ilumina os objetos físicos e penetra em objetos transparentes. 

        (iv) Ela não se mistura nem se combina a qualquer outra substância. 

        (v) A luz nunca muda. A percepção de uma luminosidade mais ou menos intensa ou de luzes de cores diferentes não se deve a nenhuma mudança da própria luz, e sim a fatores externos. 

        (vi) A luz é essencial à vida em geral. 

        (vii) A luz é recebida e absorvida conforme a capacidade do receptor; etc.

         Obviamente essa."análise descritiva" da luz se baseia na percepção sensorial humana, sem qualquer "análise científica"  Assim essa metáfora se qualifica para qualquer dos casos  citados mas são as percepções empíricas que tornam atraente o uso dessa analogia e fazem com que ela seja útil para o nosso contexto de ensinamentos maçônicos.

        Porém, uma vez mais, esse termo é apenas uma aproximação homônima, utilizada a título de metáfora e analogia. Ele não deve ser considerado em seu sentido pleno e literal. Nunca é demais enfatizar que todos os termos e conceitos relacionados com o GADU devem ser despojados de todas as conotações temporais, espaciais e corpóreas, e devem ser entendidos apenas em um sentido estritamente espiritual