junho 26, 2021

TRABALHOS DE BANQUETE - PRELIMINARES HISTÓRICAS




                          Os povos da antiguidade celebravam seus banquetes místicos e religiosos; os egípcios e os gregos celebravam os banquetes sagrados; os romanos celebravam os “Lectisterniun” ou festim realizado defronte dos deuses que adoravam; os judeus reuniam-se em refeições religiosas prescritas por Moisés; os primeiros cristãos celebravam suas refeições de amor e caridade, com o nome de ágapes, durante os quais, por último, houve tantos excessos e desordens que foi necessário suprimi-los; no entanto, entre os maçons tem sido conservado em toda a sua pureza.

                         Os banquetes maçônicos são essencialmente místicos por suas formas, e filosóficos por seus princípios. A tradição não nos legaria uma cerimônia que tivesse um fim frívolo. Nossos ágapes completam a grande alegoria que se desenrola nos diferentes graus.

                         A forma de nossa mesa lembra o círculo do Zodíaco, cujos pontos equinociais são ocupados pelos Vigilantes e o solsticial pelo Venerável Mestre, no verão correspondente ao superior e no inverno ao inferior. As tangentes paralelas ao diâmetro solsticial são ocupados pelos demais Obreiros. O Orador e o Secretário a 50 graus, respectivamente, do Venerável Mestre.

                        Os materiais, que ocupam a mesa, lembram os três reinos da natureza e os utensílios têm nomes guerreiros, para lembrar as lutas que nossos antepassados tiveram que enfrentar para que a Liberdade, Igualdade e Fraternidade viessem a ser um fato.

                       Os equinócios e solstícios receberam o nome de portas do céu ou das estações do ano. Os dois solstícios de inverno e verão ou das duas portas (janua) ou festas solstíciais maçônicas, deram origem aos dois santos: João Batista e João Evangelista.

                      Solstício é a época em que o Sol passa pela sua maior declinação Boreal (Norte) ou Austral (Sul), ou seja, período durante o qual o Sol cessa de afastar-se do Equador.

                      Situa-se nos dia 22/23 de junho para a maior declinação Boreal e 22/23 de dezembro para a maior declinação Austral.

                      No Hemisfério Sul, a primeira data se denomina solstício de inverno e a segunda solstício de verão, e como as estações são opostas nos dois Hemisfério essas denominações invertem-se no Hemisfério Norte.

                     Em nossos banquetes há sete brindes cujo número é igual ao dos sete planetas conhecidos na antiguidade e, como representam deuses, os antigos lhes ofereciam sete libações, hoje substituídos por sete brindes maçônicos a diferentes poderes. Hoje, os planetas conhecidos são nove, porém a Maçonaria conserva sua antiga tradição. 

                      A primeira libação era ao Sol. Hoje é substituída pelo brinde ao Chefe da Nação e sua família.

                     A segunda libação era a Lua. Hoje substituída pelo brinde à Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso do Sul, a seu Grão Mestre e sua família.

                    A terceira Libação a Marte, divindade que entre os antigos presidia os conselhos e os combates. Hoje é substituída pelo brinde ao Venerável Mestre da Loja e sua família.

                   A quarta libação era a Mercúrio, o Deus que vigia. Hoje é substituída pelo brinde aos Vigilantes.

                   A quinta libação era à Júpiter, dito também o Deus da hospitalidade. Hoje substituída pelo brinde aos visitantes e Lojas irmãs/co-irmãs.

                   A sexta libação era à Vênus, o símbolo da Natureza. Hoje substituída pelo brinde aos Oficiais e todos os membros da Loja e, em especial aos novos iniciados, cuja principal ocupação é o estudo da Natureza.

                  A sétima libação era à saturno, cuja imensa órbita parece abarcar a totalidade do universo. Hoje é substituída pelo brinde a todos os Maçons espalhados pelo Universo.

                 O ágape fraternal é uma festa que pertence à categoria das mais antigas solenidades e a Maçonaria conserva até hoje, o que de mais belo há nelas.

                    Simbolicamente os Trabalhos são abertos ao meio dia e termina à meia noite, para indicar que o homem chega à maturidade antes de poder ser útil aos seus semelhantes, mas desde esse momento até seus últimos instantes, deve trabalhar, sem descanso, para a felicidade comum. Há, no entanto, outras razões, uma das quais é que Zoroastro, um dos fundadores dos mistérios da antiguidade, recebia os seus discípulos ao meio dia e se despedia deles à meia-noite, após o ágape fraternal com que terminavam os trabalhos.

DESCUBRA TUDO O QUE VOCÊ QUERIA SABER SOBRE O UISQUE. - Walter Celso de Lima




Walter Celso de Lima é professor universitário aposentado com doutorado no exterior, autor de inúmeros livros sobre maçonaria e ciência, um dos mais respeitados intelectuais da maçonaria no país e um entusiasmado apreciador do uísque, que ele, morador muitos anos na Inglaterra, grafa em inglês.

O WHISKY EM GERAL E O SCOTH EM PARTICULAR, É UM DOS MELHORES AMIGOS DO HOMEM. DESCUBRA TUDO O QUE VOCÊ QUERIA SABER SOBRE ELE. MAS NINGUÉM QUERIA RESPONDER POR QUE ESTAVA BEBENDO COM OS AMIGOS.

Em 1494, o rei Jaime IV da Escócia encomendou “oito recipientes de malte” ao frade John Cor, da abadia de Lindores, com os quais mandaria fazer água vitae, produzida por destilação em um tipo primitivo de alambique.

O pedido, que equivaleria a 400 garrafas, esta arquivado no Registrodo Tesouro Público Escocês e é a primeira menção ao whisky na história. Mas a intenção do monarca jamais foi de organizar uma festa open bar com os chegados da corte. Isso porque pelo menos ate 1500 o whisky era restrito ao uso medicinal e produzido somente por médicos e monges.

 Conhecida por seu nome em latim, aqua vitae (água da vida), a bebida ganhou tradução em gaélico, uisge beatha, que virou uiskie e depois, whisky por volta de 1708. Hoje o whisky não é considerado uma bebida medicinal, o que é uma lastima, mas, pela tradição e qualidade, continua sendo a “água da vida” para os homens de bem.

 ESCÓCIA, A TERRA DA DESTILARIA.

Regiões produtoras de scotch e suas peculiaridades.

HIGHLANDS

As terras altas do norte produzem as bebidas mais cultuadas no país. Seus whiskies tendem

a ser robustos e aromáticos.

SPEYSIDE

Com cerca de 50 destilarias, é a maior produtora de scotch do país. É cortada pelo rio Spey, e os whiskies aqui produzidos tem toques florais e frutados.

 Glenffidich Distillery

ISLAY

Lagavulin Whisky Distillery

Lê-se aila. A costa oeste da Escócia produz um whisky seco e defumado por causa do solo vulcânico e da turfa abundante.

CAMPBELTOWN

Springbank distillery

As únicas duas destilarias das ilhas do sul garantem um whisky com sabor encorpado e defumado.

LOWLANDS

Strathisla distillery

Com apenas quatro destilarias os whiskies do sul caracterizam-se pelo sabor mais doce e suave.

 SÓ SCOTCH É SCOTCH

Para ser considerada um scotch, a bebida deve seguir as regras da Scotch Whisky Order de 1990, a saber: deve ser destilada na Escócia e maturada naquele país por pelo menos três anos em barril de carvalho. Ou seja, nenhum scotch que chega a um copo tem menos de 3 anos de vida. Além disso, o whisky escocês não pode ter nada além de água e caramelo em sua coloração e deve ser engarrafado com no mínimo 40% de teor alcoólico.

SINGLE MALT

É feito com cevada maltada em uma única destilaria

BLENDED MALT

É a mistura de dois ou mais maltes de diferentes destilarias.

SINGLE GRAIN

É feito com base em cereais maltados ou não, como cevada, milho e trigo.

BLENDED GRAIN

Mistura de dois ou mais whiskies de grão.

BLENDED

Combinação de whiskies de grão e de malte. Um blended pode reunir mais de 60 tipos de whisky.

 TODOS OS WHISKIES PRODUZIDOS FORA DA ESCÓCIA SÃO GRAFADOS COMO “WHISKEY”, COM UM “E” NO FINAL, APENAS O SCOTCH PODE SER CHAMADO DE ”WHISKY”.

É PRECISO SABER BEBER

Para apreciar a bebida, preste atenção a estes quatro fatores

COR

A cor dá algumas pistas sobre o whisky. Cores escuras indicam notas de nozes e damasco

AROMA

Oito termos descrevem os aromas: de cereal, vinoso, turfado (leia-se esfumaçado), amadeirado, picante, floral, frutado e sulturoso. Mas nada o impede de evocar amoras selvagens.

SABOR

Procure notar o equilíbrio entre os quatro sabores principais: doce, amargo, ácido e salgado. Adjetivos como refrescante, viscoso, caloroso, picante ou enjoativo também podem ser usados para descrever o scotch.

RETROGOSTO

Depois de beber, avalie se o retrogosto é persistente na boca. Um final duradouro é apreciável, mas whiskies mais leves podem ter um agradável final curto.

 COMO SE FAZ UM WHISKY.

1 – MALTAGEM

A cevada é mergulhada em tanques, depois é exposta no chão, onde germina e se transforma em malte.

2 - MOAGEM

O malte então é moído e produz uma farinha áspera que será misturada com água quente, gerando o mosto.

3 – FERMENTAÇÃO

O mosto e misturado com a levedura, que se alimenta dos açúcares, liberando gás carbônico e gerando álcool, em um processo que leva de dois a três dias.

4 – DESTILAÇÃO

O líquido é fervido e, como o álcool entra em ebulição mais rápido que a água, ele se separa na forma de vapor. Esse processo é repetido geralmente duas vezes.

5 – MATURAÇÃO

Envelhecendo em barris de carvalho, esta é a etapa responsável por dar aroma e sabor ao líquido incolor que sai da destilação.

QUANDO O SCOTCH SAI DO BARRIL, SUA MATURAÇÃO É INTERROMPIDA. OU SEJA, NÃO ADIANTA GUARDAR A GARRAFA POR MAIS 15 ANOS, POIS O LIQUIDO NÃO VAI ENVELHECER.