julho 18, 2021

ESTRELA FLAMÍGERA - Ir.'. Aparecido Ribeiro Dias - Or. de Santo André



Flamejar: Lançar flamas ou chamas; estar inflamado; arder; lançar raios luminosos; brilhar como a chama; resplandecer.

A Estrela Flamígera ou flamejante é a nossa estrela polar, que indica o nosso norte, a nossa meta, é o símbolo essencial do grau de companheiro, que o preserva da sujeição a quaisquer dogmas. Indica que o iniciado do segundo grau está destinado a transformar-se, ele próprio, em uma espécie de foco ardente, fonte de calor e luz, de compreensão e tolerância. Iluminado por sua inteligência e por seu coração, unido na pesquisa da verdade, deve devotar-se sem reservas à obra, á pratica do altruísmo e da bondade.

A Estrela Flamígera era símbolo desconhecido pelos pedreiros livres medievais. Seu aparecimento na Maçonaria, a partir de 1737, não encontrou guarida em todos os Ritos, pois o certo é que os Construtores medievais conheciam a figura Estelar, apenas como desenho geométrico e não com interpretações ocultas que se introduziram na Maçonaria especulativa. No Rito de York, por exemplo, a “ Brazing Star” tem rigorosamente seis pontas e mais se aproxima do signo de Salomão e do esquadro e compasso cruzados, do que da Estrela de cinco pontas, Pitagórica. Esta se tornou mais universalizada na instituição pelo Irmão Barão de Tschoudy.

A Estrela Flamígera pode ser, em Maçonaria Pentagonal ou Hexagonal. A pentagonal, ou pentagrama, ou pentalfa, ou Estrela de cinco pontas, está presente na maior parte dos Ritos, (a hexagonal ou de seis pontas, está presente no Rito de York).

A Estrela Flamígera é considerada ponto de partida, semente universal de todos os seres.

Para o Maço, constitui o emblema do Gênio que eleva a alma para a realização das supremas tarefas.

Pitágoras recomendava aos discípulos que não deixassem de se referir as chamas quando falassem em assuntos Divinos. Para Pitágoras este Símbolo era um sinal de reconhecimento. Era um símbolo de boas-vindas, que equivalia dizer “Passe bem”.

A Estrela Flamígera, Simboliza a Estrela luminosa da Maçonaria; as chamas purificadoras; a luz que ilumina os discípulos; o símbolo dos livres pensadores; a eterna vigilância e a proteção objetiva do Grande Geômetra.

A Estrela Flamígera, é o símbolo no plano subjetivo; é o fogo interno, o ardor que cada Companheiro coloca dentro de si, para queimar todas as oposições e aspectos negativos do ser humano

A Estrela Flamígera representa os quatro membros do homem. E a cabeça que os governa.Com um vértice dirigido para cima é um símbolo benéfico e ativo. Com dois vértices virados para cima, portanto ao contrário é um símbolo maléfico ou passivo.

A Estrela Flamígera é colocada dentro da Loja sobre o Trono do Irmão 1º Vigilante.

A Estrela Flamígera é a reunião de todas as verdades conciliadas pela Luz, ao mesmo tempo que a claridade pessoal da vida interior.

Para os CComp∴ Maçons, a Estrela Flamígera, com a letra “ G “ no centro é o Símbolo da Divindade Cósmica, além de seus efeitos iniciáticos, ela deve representar um Símbolo de boas vindas e um voto de perfeita Saúde.


Bibliografia: 

- Instrução p/ Loja de Companheiro – Hércule Spoladore, Fernando Sales Paschoal e Assis Carvalho. 

- Ritual do 2° Grau de Companheiro.

julho 17, 2021

COMO RECONHECER UM MAÇOM ?



Irmão W.S.S., Publicado em 23/03/2014. Fonte: Foco arte real

Ser reconhecido Maçom podemos até por um simples PIM na lapela. Por isso nossa preocupação deve ser: Que qualidade de Maçom sou reconhecido? Um Maçom de ouro ou um Maçom apenas dourado (ou nem isso...)?

Maçons existem que se acomodam, julgando que, atingindo o grau de Mestre estão na plenitude maçônica. Na verdade, considerando a Maçonaria Simbólica é o último grau. Porém, não se pode dizer com isso sejam “justos e perfeitos”, vez que o desbaste da pedra bruta somente termina com a nossa ida para o Oriente Eterno. Assim sendo, triste do Maçom que aposenta seu Maço e seu Cinzel. 

Porque a construção de nosso Templo interior só termina com o final de nossa vida material. E não é suficiente somente esquadrejarmos a Pedra Bruta. Necessário se faz também deixá-la bem polida.

Diz o LL que fomos criados à imagem do G∴A∴D∴U∴ (Gên. 1,26); porém a semelhança precisa ser conquistada. O desbaste da nossa pedra bruta, poderá resultar numa ´obra de arte´ ou num ´monstrengo´. Se o monstrengo for o resultado final, o Criador nos irá arguir: “É isto que me apresenta no final de sua caminhada”?!

Nossa responsabilidade vai além do próprio desbaste. Precisamos ajudar os Irmãos na caminhada, não só com nosso bom exemplo, como alertando os acomodados para um melhor desempenho maçônico.

Não basta ser reconhecido Maçom. É preciso também ser reconhecido como MISSIONÁRIO, como autêntico CONSTRUTOR SOCIAL.

As duas horas templárias são importantíssimas para recarregarmos nossas baterias. Assim, não devemos faltar às reuniões da nossa Loja. Até como desculpa, alguns dizem que já fazem maçonaria, fora do templo. Ótimo. Isso é um dever de todo bom maçom. Mas não o isenta do comparecimento às Reuniões.

Alguns dizem que não vai à Loja, porque as reuniões são da mesmice. Ora, se a Loja entrou numa mesmice a culpa é de todos e de cada um. Use-se então o Saco de Propostas e Informações, não para criticar mas para sugerir melhoras. O bom Maçom participa de tudo de sua Loja, de suas decisões, de seus projetos. O bom Maçom não se distancia de seus Irmãos; a prática da fraternidade se faz com o bom convívio (Sl 133).

Quando falo aos Aprendizes costumo perguntar “quem é o responsável pela Loja” e a maioria deles dizem ser o Venerável Mestre. Apontando para ele(s) afirmo: O responsável é você. Somos todos nós.

Talvez muitos Mestres não digam que a responsabilidade da Loja seja do Venerável, mas pensam e agem como se assim o fossem. Por isso não acham grave faltar às Reuniões, motivo porque algumas Lojas têm até abatido colunas.

Seria bom cada um contemplasse o ´OLHO QUE TUDO VÊ´, a onisciência divina, e refletisse: “Como me vê o G∴A∴D∴U∴? Um maçom responsável, presente, participativo, fraterno, preocupado com o bom desempenho da Maçonaria?”

O progresso na maçonaria também se consegue pelo estudo, pela pesquisa, pela apresentação de Peças de Arquitetura. Quem assim faz aprende sempre mais e enriquecem também os outros com seus conhecimentos partilhados. (“A luz que tu levas para alguém, vai iluminar-te também”). Não faz sentido Mestre que não ensina.