agosto 07, 2021

O GRANDE ARQUITETO - Sidnei Godinho


O conceito de um Grande Arquiteto, ou Princípio Divino Inteligente que constitui o foco espiritual e a Base Imanente da Grande Obra da Construção particular e universal, tem representado sem dúvida, em todos os tempos, o fundamento da crença dos Construtores.

Este mesmo conceito constitui o Princípio Cardinal da Maçonaria Moderna, pois não possuem valor maçônico os trabalhos que não forem feitos "a glória" deste Princípio, isto é, com o fim de que a espiritualidade latente em todo o ser e em toda a coisa, encontre por meio dos mesmos sua expressão ou manifestação mais perfeita.

Trata-se, sem dúvida, de um conceito iminentemente iniciático, isto é, no qual ingressamos progressiva e gradualmente à medida em que nossos olhos espirituais se abrem à luz maçônica.



Assim pois, enquanto no princípio é dada a cada maçom a liberdade de interpretar esta expressão de Grande Arquiteto conforme suas particulares ideias filosóficas, opiniões e crenças (teístas e ateístas, considerando-se neste último caso o Grande Arquiteto como expressão abstrata da Lei Suprema do Universo), posteriormente, será conduzido gradualmente, por meio de seu próprio trabalho interior e do esforço pessoal com o qual obtém todo progresso, a um reconhecimento mais perfeito, a uma realização mais íntima e profunda deste Princípio.

Ao mesmo tempo imanente e transcendente, que constitui a base e a essência íntima de tudo o que existe.

Ao redor desta idéia central (cujo caráter iniciático a diferença de todo conceito ou crença dogmática) tem-se agrupado, como em torno de seu centro natural, as diferentes tradições, símbolos e mistérios que constituem outras tantas aplicações e expressões do Princípio Fundamental à interpretação da vida e a seu aperfeiçoamento.

Desta maneira, sem impor opinião ou crença alguma, mas deixando a cada um a liberdade de interpretar esta expressão simbólica segundo sua particular educação e suas convicções todos são naturalmente conduzidos para uma mesma Verdade, esforçando-se em penetrar cada um mais interiormente, chegando ao fundo de sua própria visão e crença, que (como todas) tem de ser tolerada, respeitada e interpretada como um dos infinitos caminhos que conduzem à Verdade.

Aceitar a onipotencia de um GADU é se reconhecer como uma ínfima partícula na constituição dessa grandeza imensurável.

É ser uma centelha de onde se inicia a chama maior e se faz a vida e tudo que nela há, sob A.'.G.'.D.'.G.'.A.'.D.'.U.'.

Bom dia meus irmãos.

agosto 06, 2021

O MAÇOM BUSCA O CAMINHO DA VERDADE - Sidnei Godinho








Meus Irmãos, A busca por autoconhecimento, assim como todas as coisas em nosso caminho, jamais será em vão.

Pode começar de muitas formas, mas ao final, nos encontraremos em um local onde a verdade se manifesta em plenitude.

Acreditando que todo ser humano é um eterno aprendiz, mergulhado nos infindáveis mistérios da criação.

Ninguém é dono da verdade.

Por isso, a prática do autoconhecimento, não pode jamais estar vinculada, unilateralmente a uma determinada corrente de pensamento; seja esta de fundo místico, ideológico ou religioso.

O aprendiz deve ser crítico disposto a separar com sabedoria o joio do trigo, com muito cuidado.

Somente através da busca constante da sabedoria, somos capazes de penetrar no mais secreto e oculto de todos os mundos - nosso eu interior - e descobrirmos o maior de todos os tesouros escondidos debaixo dos Céus.

Trata-se da centelha divina que trazemos dentro de nós, que nos torna capazes de refletir, aqui na terra, uma pequena fração do poder e da glória do Grande Criador do Universo e transformar nossa personalidade para melhor, mediante o desenvolvimento da espiritualidade.

E aprender que, mudando a nossa personalidade para melhor, tudo à nossa volta se torna também melhor, exatamente como os velhos sábios ensinaram em escritos antigos de alquimia.

Dizem ter descoberto a pedra filosofal com a qual se pode transformar qualquer metal em ouro.

Porque, quando se lapida a alma com todo labor e persistência, eliminam-se as escórias de nossa personalidade, representadas simbolicamente pelos metais inferiores e surge polido e purificado o OURO ESPIRITUAL ou a pedra filosofal dos antigos alquimistas; ou ainda a pedra angular descrita na Bíblia, já que ambos significam a mesma coisa.

O conhecimento da Arte Real pode ser estudado, mas não pode ser assimilado sem que seja devidamente incorporado à personalidade através de uma prática metódica e constante.

A partir de então, deve conscientizar de que a fé é um poder tremendo que qualquer pessoa pode utilizar para a realização dos seus propósitos, independente da sua religião ou crença.

Também, pode ser utilizado tanto para edificar a espiritualidade, objetivo maior da vida humana, como para atingir objetivos puramente materiais.

Entretanto, aqui na nossa confraria, está a diferença entre o profano e o iniciado: Quem utilizar esse imenso poder original de Deus para coisas mesquinhas ou negativas pode descer aos abismos infernais de acordo com a lei universal de ação e reação, porque não a usou com sabedoria.

Quem usar o Poder Divino com cuidado e sabedoria pode ascender aos céus inefáveis da consciência espiritual.

Todo Maçom deveria saber utilizar os segredos da ‘Ciência Incomunicável’ como a sabedoria que consiste simplesmente em utilizar o nosso poder criador para desenvolver os nossos dons inatos e para realização de nossos ideais sublimes na vida.

Todos nós temos um nobre ideal na vida.

Cada um possui dons que lhe são inerentes.

Estes são os modos pelos quais se manifesta a vontade de Deus entre os Homens.

O poder criador é a centelha divina que trazemos dentro de nós que nos tornarmos capazes de refletir aqui na terra uma pequena fração da força e da glória do Grande Arquiteto do Universo.

,