agosto 08, 2021

DE QUE TRIBO DE ISRAEL EU SOU?

 



Na Cabalá, cada uma das tribos com suas características peculiares representa uma espécie de “arquétipo” que se pode encontrar entre os seres humanos. Assim, mais ou menos como os signos do Zodíaco, que definem 12 grandes grupos de “personalidade” que se distribuem entre todo o mundo, as Doze Tribos representam doze tipos de pessoas. Além de pessoas e tipos humanos, para a Cabalá as doze tribos também representam forças (ou energias) do Universo.

Por isso, compreender o significado simbólico de cada tribo nos permite conhecer melhor o Universo e a nós mesmos.

Para começar a desvendar esses símbolos temos vários modos, e um dos melhores se encontra nos últimos capítulos de Gênesis, quando lemos sobre as bênçãos que Jacó dá a cada tribo.

Como um mapa da vida, cada uma das doze bênçãos mostra um caminho especial na vida e uma jornada individual que cada um deve empreender para manifestar uma força específica na criação.

Vamos ver um breve resumo do simbolismo de cada tribo:

Reuven – o primeiro

Reuven representa a poderosa energia de tudo que está em seu início ou que vem primeiro. O primeiro fruto, as primeiras horas do dia, os primeiros minutos de vida, os primeiros momentos da Criação. Tudo isso possui uma quantidade enorme de energia. Se bem utilizada, é uma energia que pode alterar o mundo; se abusada, pode destruí-lo.

Shimon – o agressivo

Shimon é símbolo do que chamamos de Guevurá na Cabalá – raiva, ira, fúria, violência e destruição. Não se trata, ao contrário do que muitos pensam, de uma energia necessariamente ruim. Como qualquer energia, se aplicada de maneira correta e quando necessária, é uma energia importante e parte constituinte da vida.

Levi – o sacerdote

A tribo escolhida para servir a D’us. Mesmo fora do ambiente religioso, representa a personalidade que dedica sua vida a servir a um chamado maior; a libertar-se das preocupações e prisões do mundo material para se conectar a algo maior e mais transcendente.

Judá – o líder

Judá foi a tribo escolhida para dar os líderes do Povo de Israel. Daqui saíram os reis israelitas e daqui virá o Messias. Judá é a capacidade de conduzir, guiar, instruir – principalmente deixando de pensar em si para pensar no coletivo.

Dan – o juiz

O caminho da lei, da justiça, da ordem, das regras. A justiça é um elemento fundamental para que possa existir civilização.

Naftali – o espírito livre

A personalidade livre, frequentemente encontrada transgredindo as regras e normas, alterando o status quo, mudando a realidade, revendo conceitos, duvidando de valores estabelecidos. É ainda um símbolo de independência, de achar os próprios caminhos, para além daqueles já estabelecidos.

Gad – guerreiro

Lutar pelos ideais, usar a força para se proteger e defender o que é valioso, ao mesmo tempo em que ataca o que é prejudicial e inimigo.

Asher – o próspero

Prosperidade e prazer. A dimensão da bênção e da abundância – receber mais do que o necessário, ter mais do que se precisa para sobreviver. Não se trata apenas de receber, mas também de sentir prazer com o que se tem.

Issaschar – o erudito

Erudição, sabedoria, conhecimento, clareza de pensamento. Dedicação aos estudos, à educação, à busca do conhecimento.

Zevulun – o mercador // o homem de negócios (em tempos modernos)

A personalidade que trabalha no mercado, que faz do mundo material um palco de compra e venda, de troca, de negociações, acordos e contratos. Revelar a força e a energia contida no dinheiro e nas transações.

José – o sofredor

José é o sofredor, mas também o sobrevivente. Passar pelas dificuldades e crescer. Se tornar grande por meio dos desafios que a vida traz. Superar os adversários e as adversidades, ainda que sejam em maioria e muitos. Manter a força e integridade interna mesmo nos momentos difíceis; não se desviar. Subdivide-se (ou dá frutos) a dois grupos: Menashe e Efraim

Menashe – reconexão

A capacidade de se reconectar ao que se deseja e ao objetivo original mesmo depois de ter caído ou ter experimentado uma ruptura.

Efraim – transformação

Não apenas superar e vencer o ambiente nocivo, mas transformá-lo para melhor, para que deixe de ser hostil.

Benjamin – o faminto

Como faminto, é um consumidor. O desejo de ter, de possuir, de consumir, buscar ardentemente as coisas, os prazeres, os desejos, a energia, a vida.

De que tribo eu sou?

Fisicamente, a identidade tribal é passada pelo pai. Mas já vimos que hoje é praticamente impossível saber de que tribo uma pessoa descende.

No entanto, cabalísticamente, é muito mais fácil identificar a nossa origem. Doze tribos, doze caminhos na vida, doze forças do Universo.

agosto 07, 2021

NOSSO NOVO IRMÃO




Meu Irmão, finalmente estás onde deves estar, estás entre nós! 

Sempre que um novo elemento se junta a nós, toda a Loja se alegra. 

Mais um homem bom quer tornar-se melhor e, fazendo-o, nos ajudará, a todos e cada um de nós, a sermos um pouco melhores também! Sê, pois, muito bem-vindo, Irmão. 

Todos esperamos que, sempre, gostes tantos de estar conosco como – não o duvides! – todos e cada um de nós gostaremos sempre de estar contigo.

Encerrou-se um ciclo na tua vida e iniciaste um novo ciclo. Deixaste para trás a tua vida profana e iniciaste o teu percurso como maçom. 

E não duvides também que, a partir de hoje, em todos os aspectos da tua vida, em todos os momentos dela, em todos os locais onde te encontrares, com quem estiveres, não mais estará apenas o homem que entrou neste templo – a partir de agora, sempre, em todos os lugares, com todas as pessoas, estará o maçom! ⁹

Porque passaste por uma Iniciação que, a ti, como a milhões de outros antes de ti, sutilmente já te começou a mudar e que, se é esse o teu sincero propósito – e todos nesta sala acreditamos e acreditamos que sim! – te ajudará a melhorar, um pouco cada dia, mas sempre e sempre e mais e mais.

A partir de agora, tens muitos símbolos para estudar, para sobre eles meditares, tirares tuas conclusões e aplicares essas conclusões em ti, na tua vida, no teu comportamento. 

É esse, em síntese, o nosso método, o método maçônico que desde tempos imemoriais os maçons de todo o mundo usam. 

Basta olhares em teu redor e verás objetos, representações, mas também gestos, palavras, atos, condutas, que, tudo isso, tem significado simbólico que a ti te cabe descobrir, para que uses essas tuas descobertas em benefício de ti próprio, não do que hoje és, mas do que vais ser, do que vais ser em cada dia sendo um pouco diferente e melhor do que no dia anterior.

Muitos símbolos te rodeiam, mas agora quero apenas chamar-te particularmente a atenção para dois, que não escolhi ao acaso. Dois que, sei-o porque mo disseste, especialmente te tocam: o maço e o cinzel.

O maço e o cinzel são as ferramentas básicas com que deves, de imediato, começar a trabalhar. 

Simboliza o maço a força, o poder, a energia que transmite ao cinzel, a ferramenta sutil que, aproveitando a Força que lhe é transmitida pela energia da mão que empunha o maço, utilizando-a, distribuindo-a harmoniosamente com a sua ponta, mediante o seu sábio manuseio, em variados ângulos de colocação sobre a pedra, desbasta esta, retira as suas asperezas, transforma a rudeza do informe bloco em trabalhada e lisa pedra que, com sua devida esquadria, está apta a ser colocada no espaço que lhe está destinado na construção.

Assim também deves recordar-te em todos os momentos que sempre, mas sempre mesmo, deves diligenciar para que o maço da tua Força de Vontade seja aplicado com o cinzel da Sabedoria na pedra bruta que é o teu caráter, desbastando-lhe as asperezas, as irregularidades, retirando-lhe e reparando-lhe as imperfeições, moldando-o com a devida esquadria para que se integre harmoniosamente na sociedade e constitua uma forte e bela pedra essencial ao todo em que se integra.

As asperezas, as irregularidades, as imperfeições que hás de, dia a dia, um pouco de cada vez, mas persistentemente, ir retirando de ti próprio, tu, melhor do que ninguém, saberás, descobrirás, quais são. E tu próprio alterarás o que tiveres a alterar. Ninguém o fará por ti!

Para isso, precisas de, permanentemente te conheceres, cada vez mais e melhor, a ti próprio. Só assim saberás – tu e mais ninguém – o que aperfeiçoar, onde e como trabalhar, para que amanhã estejas um pouco melhor do que hoje.

Portanto, meus muito prezado Irmão, pega no teu maço, manuseia o teu cinzel e desbasta tua pedra. O resultado do teu trabalho será, mais cedo ou mais tarde, verificado por todos, mesmo os mais distraídos. Mas, antes e acima de tudo e de todos, será apreciado por ti próprio, que, em resultado do teu trabalho, desde que sério, desde que persistente e incessante, te sentirás cada dia mais forte, mais apto, melhor. Sobretudo contigo mesmo!

(Desconheço a autoria. Recebido por e-mail, em 16/04/2013)