agosto 13, 2021

IMAGEM E SEMELHANÇA - O LIVRE ARBÍTRIO




 A sabedoria da Cabalá nos ensina que o ser humano é o único com Livre Arbítrio. O poder de escolher para realizar mudanças em nossa consciência e em nossa alma. Nenhum outro ser possui esse presente, emanado diretamente do Criador para o Homem, à “sua imagem e semelhança”, Tselem (צֶלֶםTzadi, Lamed, Mem). Isso nos traz uma grande responsabilidade.

 Não significa que temos o poder de mudar tudo o que não concordamos no mundo ao nosso redor, nem que possamos alterar a missão que nossa alma veio realizar no mundo da matéria, mas significa que podemos escolher nosso caminho, a cada momento, se isso realmente for um anseio de nossa alma. 

 Se dissermos “sim” à tudo (ou “não” à tudo), é como se rejeitássemos nossa responsabilidade de mudar nossas vidas. Também se deixarmos o desejo físico ou as emoções controlarem a nós e nossos desejos, estaremos sendo apenas reativos, como os animais, que vivem de acordo com seus instintos.

 O Multiplex do Livre Arbítrio

 Há uma analogia que nos ajuda a compreender como utilizar o Livre Arbítrio com sabedoria, comparando-o a uma enorme sala multiplex de cinema, um corredor com um número infinito de salas de projeção, cada uma exibindo um filme.

 Quando escolhemos uma delas e entramos para assistir o filme, não podemos mudar o que já está filmado, e ficando ali, teremos de nos sujeitar a ver o filme como ele é. 

 Porém... podemos resolver sair daquela sala, se não estivermos gostando, e entrar em outra sala que tenha o mesmo filme com um final diferente que nos agrade.

 Com isso, deixamos de ser reativos, e em vez de apenas reagir ao que surge em nosso caminho, passamos a ser proativos, com a possibilidade de reforçar nossa Imagem Divina, o Tselem (צֶלֶם - Tzadi, Lamed, Mem), o recipiente para receber as bênçãos dos mundos superiores, e não apenas os prazeres do mundo físico.

 Só através disso podemos nos tornar donos de nosso próprio destino. E é bom lembrar o que afirma Rav Berg: "Não há Livre Arbítrio sem Restrição".

 Essas três letras somam 720, que os cabalistas interpretam como 10 vezes a força e o poder dos 72 Nomes Sagrados. 

 O Livre Arbítrio não é o mesmo que uma simples escolha no mundo físico. Trata-se de reconhecer o que desejamos com toda nossa alma e coração, e restringir as outras alternativas. A ideia é sempre fazer uma transformação interna, de acordo com o desejo verdadeiro de nossas almas.

 Existe um nome, entre os 72, que nos ajuda a identificar o desejo de nossa alma:

 Alef, Nun, Iud

 Meditar nessa combinação, "Ani" em hebraico, que significa "Eu", nos conecta ao nosso "Eu Superior", nossa voz interna capaz de responder as dúvidas que encontramos. Com isso, resgatamos o desejo verdadeiro de nossa alma, e ativamos nosso Livre Arbítrio.

agosto 12, 2021

COMPRE SEU INGRESSO - Newton Agrella


Newton Agrella é escritor, tradutor e palestrante. Um dos mais destacados intelectuais maçônicos do pais.


Você já parou algum dia pra se perguntar como os outros o vêem ?

Já se questionou como a sua  "pedra bruta" consegue absorver cada impacto do maço no cinzel e quão profundos são os fulcros produzidos ?

Até que ponto os seus limites toleram críticas e observações que o desagradam ?

Pois é... via de regra,  procuramos passar longe dessa perspectiva; ou pelo menos do olhar analítico e das impressões  que os outros possam ter a nosso respeito...

É o tal do medo à rejeição, do julgamento e do temor de sabermos como somos vistos do outro lado da história.

O lado *A* é aquele que somente nós queremos ver e esperamos que os outros também o façam.

É o lado de nosso marketing pessoal onde vendemos a nossa imagem mais brilhante e atraente. 

Já o nosso lado *B* é aquele em que tentamos a todo custo esconder de nós mesmos e dos outros.  É o lado de nossas limitações, nossos medos e nossas fragilidades. 

É aquele que fingimos que não existe. Ou pelo menos tentamos disfarçar...É onde reside nossa essência mais primitiva e menos edificante. 

Contudo, é inegável que há uma transparência em cada um de nós que não nos impede de revelarmos todo o nosso dualismo.

Cabe lembrar que esse Dualismo é baseado

na  disposição de dois princípios ou de  duas realidades opostas, inconciliáveis entre si e que não admitem uma coalizão de idéias ou de sentimentos e tampouco uma recíproca subordinação.

Quem sabe o ser humano seja perfeito em sua Imperfeição;  considerando que somos e trazemos em nossa essência: matéria e espírito; amor e ódio; força e fraqueza; altos e baixos...

E  então, vamos nos revelar somente no Lado *A*, ou daremos alguma tênue chance ao lado *B*?

Esse é o teatro da vida !