setembro 15, 2021

O FATALISMO - Reinaldo de Freitas Lopes




Eu visitei a mim mesmo para encontrar ideias de como poderia evoluir, e separar uma  leitura aos meus Dignos e respeitáveis irmãos  como a apresentação intrínseca exposta no dicionário das religiões e também excertos do dicionário de filosofia.

***Conhece a ti mesmo , então conhecerás o universo e os deuses***

Aforismo exposto no Portal (Oráculo de Delfos) , foi neste local onde expondo conhecimento e também apontamentos de sabedoria , a pitonisa deferiu e aturdiu os presentes com o argumento de que seria aquele (um dos presentes) o homem mais sábio da terra .

A alusão apontou a Sócrates, que em um expressão simples e sucinta aclamou: "Tudo que eu sei , é que nada eu sei."

O fatalismo é a doutrina ou atitude que consiste em aceitar o curso dos acontecimentos , com relação ao indivíduo ou a humanidade inteira , como sendo dirigidos por um destino que não deixa espaço para a *inteligência e á iniciativa*.

O termo não se aplica a ideia de causalidade , o que difere do determinismo . Essa doutrina não recebeu uma expressão filosófica verdadeira e jamais foi professada sem qualquer contrapartida.

Mesmo o fatalismo muçulmano admite que existe, junto com o desenrolar dos acontecimentos históricos , a possibilidade de uma *outra ordem de acontecimentos* na qual o crente age eficazmente por sua salvação.

O fatalismo dos astrólogos também é amenizado , o que se pode verificar por duas formulas :

Os Astros inclinam , mas não obrigam .

Os Astros guiam os que neles confiam , mas puxam os outros pelos cabelos (Sêneca) .

O termo corresponde a *fatalidade* para designar o Poder superior do homem que desencadearia todos os acontecimentos de maneira inelutável , e também o caráter dos acontecimentos assim desencadeados , está mais ligado ao vocabulário da literatura que ao da filosofia .

Mas poder-se- ia emprega-la de forma descritiva para indicar *tudo que faz pressão sobre a vontade humana de uma forma aparentemente irreversível*.

Neste sentido existe fatalidade para todo individuo , como por exemplo a morte.

Por outro lado , a fatalidade geralmente é considerada má e inimiga.

***Destino***

O surgimento da noção de destino na consciência humana parece ser anterior a qualquer reflexão filosófica e a qualquer religião organizada.

A necessidade de por ordem no *Caos* dos acontecimentos e fenômenos leva pressupor neles uma unidade , a só ver neles o efeitos de uma força única ou um esquema pré-estabelecido, expressão de uma vontade mais ou menos pessoal ou de uma necessidade inerente ás coisas .

Esta força pode ser concebida como oposta a vontade humana ou , ao contrário , como determinante dos próprios atos pelo qual o homem acredita lutar contra ela.

O NASCIMENTO DAS RELIGIÕES e a crença numa vontade divina pessoal não eliminam necessariamente a referência ao destino ou a fatalidade , essas noções podem certamente ser identificadas como divino (Islã) , mas também coexistir com ele : 

Os próprios deuses as vezes são submetidos ao destino (religião Grega) .

Aliás a ideia de um plano pré-estabelecido , mesmo que não intervenha nesta qualidade no dogma em vigor, pode permanecer subjacente e a desencadear o surgimento de pontos de vista teológicos diferentes . 

O caso mais conhecido é o do debate entre : 

A Liberdade humana 

A Predestinação 

Debate este que permeia todo o cristianismo .

Fora das religiões estabelecidas , a noção de destino ou de fatalidade também desempenha um papel importante nas superstições populares ( contos de fada , magia , adivinhação, astrologia) , e na vida corrente .

Na realidade está tão enraizada ao homem e este parece ter tanta  repugnância pela ideia da contingência ou do acaso , que a vemos sobreviver ao destino ou rejeição das religiões tradicionais , sob novas formas ( determinismo , teologia) , ocupando um lugar bastante firme no pensamento moderno .

Quem aprende hoje convosco sois.....

REINALDO DE FREITAS LOPES - M.M 

Obreiro da maçonaria universal e especulativa , zelador de meus direitos e senhor de minhas idéias e se reconhecido ou não por algum irmão , ainda assim não sou ele , sou eu e a ele estou sempre :Em P.’. e a O.’. .

T.’.F.’.A/P.’.P

setembro 14, 2021

BELEZA - Rui Bandeira


O maçom procura revestir-se da característica da beleza. Não é, obviamente, a física que importa. Até porque essa não depende de si, antes da carga genética que lhe foi transmitida por seus ascendentes. A beleza de que o maçom se procura revestir é a interior, resultante da pureza de princípios, da firmeza de carácter, do aprumo moral e da tolerância para com os os outros que deve ser seu apanágio.

Pureza de princípios que constitui o pano de fundo de toda a atuação do Homem. Quem tiver adquirido e os viver como integrantes do seu ser os princípios básicos do respeito para com o Outro, que constituem os fundamentos da Civilização não cometerá agressões contra o seu semelhante. O respeito pela Vida, pela Integridade, pela Liberdade, pela Democracia, pela Igualdade são meros e naturais corolários desses princípios básicos, tão naturais como a faculdade de respirar!

Firmeza de carácter para moldar sua personalidade, combatendo suas fraquezas, mas também para arrostar com as inevitáveis dificuldades que a vida sempre coloca, sem nunca pôr em causa nem descumprir os princípios básicos que devem nortear sua conduta.

Aprumo moral como ferramenta para distinção entre o Bem e o Mal, em todas as suas manifestações e circunstâncias, em especial quando umas ou outras os tornam de difícil destrinça.

Tolerância para com os outros como contrapartida da necessidade de dos outros vermos toleradas nossas próprias imperfeições.

Quem interiorizar estas simples, mas tão exigentes, regras, poderá ser fisicamente horrível, mas acabará por ser reconhecido como Belo por todos aqueles que sabem ver para além das meras e efémeras aparências.

Mas o maçom não procura apenas ter a Beleza em si, procura que as suas obras sejam dotadas dessa característica. Isto é, suas ações, suas criações, suas obras, não basta que sejam sábias e fortes, devem também ser belas. É a beleza que aproxima da perfeição o que se construiu com Sabedoria e Força. Entre dois edifícios, ambos igualmente perfeitamente projetados e edificados, com o recurso a todos os conhecimentos da arte de construir, ambos firmes, fortes e duráveis, qualquer de nós preferirá o que é esteticamente bonito, agradável ao que não possua essa característica.

Buscar dotar as nossas obras de Beleza não é uma futilidade. É uma procura da perfeição possível na atividade humana.

O Belo é divino!

O Templo do maçom é assim sustentado também por esta terceira coluna, a da Beleza.

E assim, buscando nós próprios dotar-nos e dotar nossas ações de Sabedoria, de Força e de Beleza nos aproximamos tanto quanto ao Homem é possível, da Divina Perfeição.