Esta expressão de caráter tão profundo e que exige-nos um tanto de discernimento e de depuração para poder entende-la, traz como núcleo a palavra Verbo.
Esse termo procede do Latim "verbum" que significa "parte do discurso que expressa ação, modo, estado ou fenômeno".
No entanto, ao longo da história da civilização humana, este vocábulo ganhou significados de ordem teológica, bem como de ordem filosófica.
Sob o Conceito Teológico e mormente na tradição cristã, "Verbum" é a tradução latina da palavra grega - "LOGOS" - referindo-se à "Palavra de Deus ou de Jesus Cristo".
A versão latina desta palavra, segundo grande parte de filólogos e gramáticos encontra respaldo na sua equivalência ou correspondência semântica à palavra LOGOS.
Assim sendo, acaba-se fluindo pelo Conceito Filosófico de LOGOS que representa o princípio unificador, discurso ou razão; ou seja, aquilo que organiza e harmoniza o Cosmos, leia-se, o próprio Universo.
Diante desta perspectiva contextual, VERBO, tem a legitimidade para ser traduzido como "DEUS"; isto é, como sendo o "princípio criador e incriado do universo" que várias correntes da filosofia maçônica assim o definem.
Trata-se pois, de uma "referência de origem", a qual, por consequência; explica e justifica inclusive a nossa própria existência humana.
Observe-se que neste breve fragmento, o que se está tentando demonstrar é um conceito que rigorosamente não se pauta por qualquer aspecto de conveniência religiosa ou de qualquer proselitismo sectarista ou doutrinário, tentando impor uma visão ideológica exclusivista.
Muito pelo contrário.
O que se está elaborando, é um mero e circunstancial exercício "especulativo".
Ainda que sob o crivo da questão puramente gramatical, o Verbo não tenha sido explorado neste breve ensaio, não podemos nos furtar de mencionar que dentre suas propriedades o Verbo traz consigo a clara e consistente noção da temporalidade, em que Passado, Presente e Futuro, além do próprio Condicional fundem-se num amálgama substantivo chamado VIDA







