janeiro 13, 2026

 *A IRMANDADE MAÇÓNICA*


A forma habitual de tratamento entre maçons é por “Irmãos”. 


Irmão porque a Maçonaria é uma fraternidade, logo traduzido literalmente “fraternidade” por “irmandade”, sendo os “fraters”, “irmãos” entre si.


Todavia, mesmo não sendo irmãos de sangue – que os há! – e inclusive de não fazerem parte da mesma família sanguínea ou por adopção, os maçons sentem-se como tal, como membros integrantes e plenos de uma “família universal”. 


E daqui vem o seu espírito de corpo (de corporação, de corporativismo).


E aproveitando este termo também, porque a Maçonaria atual tem as suas origens nas corporações medievais de pedreiros e artificies que trabalhavam na construção civil, à época onde nas quais os seus membros se sentiam também como irmãos, por partilharem o mesmo ofício e os seus mistérios…


Enquanto os “construtores de catedrais” trabalhavam efetivamente a pedra em si, os atuais maçons laboram a “pedra” de uma forma filosofal e mesmo espiritual. 


Ou seja, trabalham no sentido de aprimorar a sua conduta e forma de estar, tentando modificar o seu “íntimo”, por forma a que consigam honrar o seu templo interno, o seu corpo, a sua “alma”, tentando ao mesmo tempo, e através da sua ação na sociedade, promover a evolução desta.


Este tipo de tratamento “de irmãos” feito pelos maçons, facilita o relacionamento e o seu contato entre si, porque como a Maçonaria está presente por todo o globo terrestre. 


Esta forma de tratamento quebra “barreiras” que não têm de existir entre irmãos, membros de uma mesma “família/grémio/fraternidade”.


Este sentimento fraterno que é sentido pelos membros da Maçonaria é uma espécie de cimento que os une, independentemente da sua idade, das suas origens, estratos sociais e económicos.


O facto de se considerarem como “irmãos” menospreza determinados pormenores, mesmo que profanos, que habitualmente poderiam suscitar algum tipo de divisão ou de querela entre pessoas de bem, no que toca a temas fraturantes na Sociedade, nomeadamente no que à Política e à Religião dizem respeito. 


Cada um respeita e faz por respeitar as ideias e convicções do seu semelhante, mesmo que adversas ou contrárias às suas ideias pessoais.


A própria Maçonaria Regular no seio das suas sessões proíbe a discussão de temas onde a política partidária ou o proselitismo religioso sejam por demais evidentes.


No entanto e importa ressalvar que, mesmo apesar de se considerarem Irmãos, infelizmente nem sempre as coisas decorrem às “mil maravilhas”, pois se até nas “melhores famílias” existem desavenças, a Maçonaria também não é imune a tal.


Por mais que se tentem dar todos bem, por vezes o ego de alguns se sobrepõe ao sentido de fraternidade e ao espírito de corpo que abordei anteriormente, e quando isso acontece, na maioria das vezes acontece uma separação, uma divisão, que não trará nada de bom para ninguém. 


Porque uns rumarão a “novas paragens” com as dificuldades que se sabem existir quando se tenta recomeçar do zero, e os que ficam, acabam por ter de “limpar os cacos” e prosseguir no seu labor constante, de forma perseverante e altruísta.


Quando existem cisões na Maçonaria, elas deixam marcas por muito tempo, cabendo ao Tempo as sanar, *porque aquilo que deve estar junto, nunca deveria estar disperso*…


-Um Irmão será sempre um irmão, independentemente do caminho que decida seguir…-.


Concluindo, quando existe um sentimento de amor fraternal que una alguém a alguém, esta sensação modifica os seus interlocutores, amenizando a maioria dos potenciais conflitos que poderão existir, facilitando o seu relacionamento (entre iguais) e impele a um auxílio ao próximo que de outra forma não seria, porventura, feito.


Enfim, tudo aquilo que se espera sentir e vivenciar entre irmãos “normais” é sentido e vivido entre maçons; mesmo que se tenham conhecido no próprio dia ou que já tenham uma relação de vários anos.


– Um mano é sempre um mano! –


Bom dia meus irmãos. 🙏 


Nuno Raimundo M.'.M.'.

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