janeiro 28, 2026

O EXTERMINIO DE MACONS NA ESPANHA - Luciano Ulpia


 

O assassinato em série de maçons tomou grandes proporções nos primeiros dias da eclosão da Guerra Civil Espanhola. Em 1936, as tropas coloniais espanholas em Marrocos revoltaram-se contra a república democrática; a revolta galgou rapidamente o estreito de Gibraltar e espalhou-se para quartéis no continente.

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Em setembro de 1936, o Exército de África foi recompensado pelos seus êxitos  quando o seu comandante, o general Francisco Franco, assumiu a chefia militar e política da revolta. Ele adotaria o título de "Caudilho", o equivalente espanhol ao "Duce" ou ao "Führer".
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Na Espanha nacionalista, o exército e milicianos de direita impulseram um reino de terror. A sua intenção foi ostensivamente proclamada: "expurgar" a Pátria dos seus "poluentes" políticos e culturais. Qualquer pessoa associada à República e às suas instituições, à esquerda política e até a modernidade secular podia ser detida, torturada e executada: sindicalistas e políticos, operários e camponeses, liberais e intelectuais, mulheres emancipadas e homossexuais. Dezenas de milhares morreram. Entre elas contavam-se muitos maçons.

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