Somente a título de informação, cabe lembrar que registros históricos dão conta que ao final da terceira década do século XX, a Grande Loja Unida da Inglaterra publicou, em conjunto com as Grandes Lojas da Escócia e da Irlanda, “The Aims and Relations of the Craft”, que trata-se de uma declaração dos princípios fundamentais que serve de base para todas as Grandes Lojas regulares do mundo.
Tal declaração registra explicitamente o seguinte:
*"...Enquanto a Maçonaria inculca em cada um de seus membros os deveres de Lealdade e de Cidadania, reserva-se ao indivíduo, o direito de ter sua própria opinião em relação a assuntos políticos.*
*Além disso, nem em uma Loja, nem a qualquer momento em sua qualidade de maçom, lhe é permitido, discutir ou fazer promover seus pontos de vista sobre questões religiosas ou teológicas..."*
O notável Irmão Kennyo Ismail, fez há algum tempo, a seguinte consideração:
*"...O motivo de tal proibição é notória e muito bem registrada na literatura maçônica.*
*Sendo a Maçonaria uma ordem universal, que abraça membros de diferentes religiões e convicções políticas, defensora perpétua das liberdades civil, religiosa, política e intelectual, nunca poderia ou poderá, como instituição, imprimir preferências políticas, por risco de desrespeitar as convicções de seus próprios Membros, independente se maioria ou minoria, causando assim desarmonia entre Maçons ou Lojas..."*
Em outras palavras, não precisamos de Tutela ou sermos tutelados por ninguém para que nos digam como votar, de que maneira devemos avaliar e analisar um candidato, ou qual a melhor forma de governo.
Não somos massa de manobra.
Todos conseguimos pensar e não terceirizamos essa condição a ninguém.
Valer-se da Maçonaria como palco, forum ou trampolim para quaisquer outros interesses, em nome de um suposto "civismo", não se constitui no canal mais legítimo e inteligente.
A política é a Arte que concede ao cidadão o direito de fazer seu juízo próprio sobre os valores que lhe são mais caros como ser humano.
Como um "Livre Pensador", o maçom exerce esta sua prerrogativa sem a necessidade da chancela de qualquer outra instituição.
E sabe antes de tudo, que a obediência aos postulados maçônicos é uma questão de disciplina e respeito, inclusive porque ao ter sido iniciado, submeteu-se solenemente a um Juramento ou Compromisso, perante a Ordem e seus pares.
Sempre recomendável deixar patente que o "Custo da Liberdade" refere-se à Responsabilidade de fazer escolhas, à Inquietude de ter infinitas possibilidades, à Luta contra a necessidade e à Superação das próprias limitações e valores explorando a Liberdade como uma condição que impõe o aprimoramento da consciência e por fim a capacidade de agir conforme a razão e o dever, mesmo diante da pressão social ou existencial.

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