Esta nossa língua portuguesa merece ser internada ou pelo menos submeter-se a uma longa terapia.
Senão vejamos, o grau de insanidade a que ela nos conduz.
Da *Prosa*, que como substantivo significa: "conversa" ou "bate papo", por outro lado, encerra o significado de "escritos de forma corrente, obedecendo parágrafos, normas e padrões gramaticais, cuja intenção é a exposição de uma ideia, de fatos ou de uma história.
De *Prosa* deriva-se o adjetivo "prosaico", sinônimo de banal, reles, comum, costumeiro, dentre outros.
Entretanto, a forma de linguagem utilizada para escrever um texto, seja ele um romance, uma narrativa, um estudo, uma pesquisa de âmbito científico, histórico, filosófico ou social é invariavelmente "em prosa".
Como se percebe, as nuances linguísticas derivadas de um mesmo vocábulo podem dar vida a uma infinidade de outros significados.
Outrossim, a *Poesia* é uma forma distinta de linguagem, cuja caracteristica mais marcante é a sua personalidade artística, fazendo das letras uma pintura e do poeta um pintor.
A Poesia ainda provê ao Poeta, a liberdade de escrever seus versos e rimas de maneira absolutamente livre, sem a preocupação de obedecer uma métrica, uma quantidade de sílabas, palavras ou versos nem tampouco de se submeter a uma regularidade fonética.
Bem como, pode ser artisticamente elaborada sob a rigorosa precisão de versos, rimas e sons, tal qual os belíssimos Sonetos.
Prosa e Poesia no entanto, convivem de maneira Justa e Perfeita no arcabouço cultural da nossa língua, demonstrando que a capacidade de expressão do autor é proporcional às imensas possibilidades num idioma como o nosso que congrega cerca de 370.000 palavras em seu registro ortográfico.
Isso tudo, sem contar os inúmeros estrangeirismos que invadem-na a cada pouco e de algum modo podem servir como instrumentos de apoio, tanto tanto em prosa quanto em versos.

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