março 09, 2026

A MAÇONARIA NA GRÉCIA - Luciano J. A. Urpia



A Maçonaria na Grécia começou a se estruturar no final do século XVIII, com as primeiras lojas de língua grega surgindo por volta de 1780, influenciadas por organizações como os "Bons Exaltados" em Viena, que uniam cristãos dos Balcãs na luta pela libertação do jugo otomano. O grande marco, porém, ocorreu nas Ilhas Jônicas, sob domínio veneziano, onde o Conde Dionísio Roma emergiu como o verdadeiro fundador da Maçonaria grega. Em 1811, após obter reconhecimento do Grande Oriente da França, Roma estabeleceu a primeira administração unificada, dando à Maçonaria helênica um status institucional e permitindo seu desenvolvimento com identidade própria.

A Irmandade teve papel fundamental na preparação da Revolução Grega de 1821. Muitos líderes da independência eram maçons, como Theodoros Kolokotronis, Germanos de Patras e Ioannis Kapodistrias. A Loja "Bienfaisance et Philogénie Réunis" em Corfu tornou-se centro de atividade patriótica, enquanto maçons gregos no exterior fundaram lojas que serviram como fachada para a organização secreta da luta. Foi nesse ambiente que, em 1814, Emmanuel Xanthos, inspirado pelos ideais maçônicos, idealizou a criação da "Filiki Eteria" (Sociedade dos Amigos), que seria fundamental para deflagrar a Revolução.

Após a independência, a Maçonaria grega enfrentou períodos de declínio e reorganização, mas consolidou-se definitivamente a partir de 1868 com a criação da Grande Loja da Grécia. Ao longo do século XX, expandiu seu trabalho humanitário, fundando instituições como o hospital oncológico "Agii Anargyroi" e promovendo campanhas de doação de sangue e órgãos. Hoje, com 120 Lojas em todo o país e reconhecimento internacional, a Grande Loja da Grécia mantém-se fiel aos princípios maçônicos de aprimoramento moral, filantropia e contribuição à sociedade grega.

Fonte: CURIOSIDADES DA MAÇONARIA


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