Uma das definições de Maçonaria que ouvi é que a Maçonaria é um sistema de moralidade, velado por alegorias e desvendado por símbolos.
Não é apenas isso, mas também é isso.
O texto que vou seguidamente publicar é uma adaptação minha baseada numa daquelas apresentações de diapositivos que circulam pela Rede, envoltas em música suave e com fundos de paisagens aprazíveis.
Mas esta, em particular, é mais do que isso, é uma forma de mostrar que *Razão e Fé não são incompatíveis*.
São alegorias como esta que os maçons utilizam para refletir.
A Alegoria vela a moralidade, que é desvendada pelos símbolos.
Isto também é Maçonaria.
• Deus e o Mal
Um professor universitário desafiou os seus alunos com esta pergunta:
– Deus criou tudo o que existe?
Um aluno respondeu, afoitamente:
– Sim, Ele tudo criou.
– Tem a certeza que Deus criou tudo? – insistiu o professor.
– Sim senhor! – respondeu o jovem.
O professor, então, concluiu:
– Se Deus criou tudo, então Deus criou também o Mal, pois o Mal existe.
E, assumindo que nós nos revelamos em nossas obras, então Deus é mau…
O jovem ficou calado em face de tal resposta e o professor gozava mais um triunfo da sua Lógica, que demonstrava mais uma vez que a Fé era um mito.
Então, outro estudante levantou a mão e perguntou:
– Posso fazer uma pergunta, professor?
– Claro que sim! – respondeu este.
Então o segundo jovem perguntou:
– Professor, existe o frio?
– Que pergunta é essa?
Claro que sim!
Ou, por acaso, nunca sentiu frio?
O jovem respondeu: – Na realidade, professor, o frio não existe!
Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor.
Todo o corpo ou objeto é susceptível de estudo, quando possui ou transmite energia.
O calor é que faz com que este corpo tenha ou transmita energia.
O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe realmente.
Nós criámos essa definição para descrever o que sentimos quando nos falta o calor.
E o jovem prosseguiu: – Mas permita-me ainda uma outra pergunta.
E a escuridão, existe?
O professor, intrigado, respondeu: – Existe, claro que existe.
O aluno retorquiu: Está de novo errado, professor, a escuridão também não existe.
A escuridão, na realidade, é apenas a ausência de luz.
A luz pode ser estudada, a escuridão, não.
Até existe o prisma de Nichols, para decompor a luz branca nas várias cores de que a mesma é composta, com os seus diferentes comprimentos de onda.
A escuridão, não.
Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina.
Como se pode saber quão escuro está um espaço determinado?
Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?
Escuridão é, pois, apenas uma definição que o Homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz!
Finalmente, o jovem perguntou. – Diga-me então agora , professor, ainda pensa que o Mal existe?
O professor respondeu, ainda insistindo: – Claro que sim, claro que existe, bem vemos os crimes e a violência em todo o Mundo, tudo isso é o Mal!
Retorquiu então o estudante: O Mal não existe, senhor.
Pelo menos, não existe por si mesmo.
O Mal é simplesmente a ausência de Deus, tal como o frio é a ausência de calor e a escuridão a ausência de luz.
O Mal é uma definição que o Homem criou para descrever essa ausência de Deus!
Deus não criou o Mal.
O Mal não é como a Fé, ou como o Amor, que existem, como existem o calor e a luz.
O Mal é o resultado de a Humanidade não ter Deus presente em seus corações.
É dessa ausência que surge o Mal, como o frio surge da ausência de calor e a escuridão da falta de luz.
Pela primeira vez, o professor compreendeu que a Razão e a Lógica não são antagónicas da Fé e que aquelas, sabiamente aplicadas, afinal justificam esta.
E assim se provou que Deus não criou o Mal e também que a existência do Bem prova a existência de Deus, como o Calor prova haver energia e a Luz prova existir a cor.
Que o Grande Arquiteto do Universo permaneça em nossos corações!
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