abril 01, 2026

MAÇONARIA DO SÉCULO XXI – PENSAR, SENTIR E VIVER - Luís Carlos M.'.M.'. (Revisão Sidnei Godinho)



A sociedade moderna vem assistindo ao desmoronamento de muitas estruturas e, ao mesmo tempo, a estruturação de uma nova ordem mundial. 

Poderosas correntes de mudanças impulsionadas por estupendas forças arquetípicas vêm sacudindo todas as instituições e até mesmo a vida pessoal dos membros da Comunidade humana.

O que, por outras palavras, queremos dizer é que a história recente das sociedades humanas vem mostrando a continuidade de uma velha tendência: *a de nos voltarmos contra nós mesmos.* 

É sabido que construímos o mundo em que vivemos ao longo das nossas relações com ele. 

Mas, como também se sabe, se construímos o mundo também somos por ele construídos.

Assim acontece no mundo e assim acontece na MAÇONARIA. 

Acompanhar as mudanças que se operam no mundo e estar afinado com o seu diapasão é um dever de todo mortal que deseja administrar bem a sua vida neste plano do Universo. 

Entretanto, como membros de uma Organização que preserva grandes planos de evolução social, esse dever é multiplicado, pois, além de administrar a nossa vida, temos, também, de auxiliar no desenvolvimento da sociedade.

Esta dificuldade de compreensão é uma das nossas maiores limitações. 

Para nós é fácil entender as coisas divididas, aos pedaços: os acontecimentos isolados, os objectos fragmentados, as pessoas separadas umas das outras. 

Lidamos bem com fragmentos. 

Mas não compreendemos com facilidade que tudo o que nos cerca existe em relação, em conjunto, que tudo tem a ver com tudo, tudo depende de tudo.

Em especial, temos dificuldade de entender que não estamos separados daquilo que observamos.

Eis, portanto, mais uma definição de Maçonaria: 

• “É a arte de interagir, construir algo em comum, descobrir a nossa humanidade mais profunda na relação consigo mesmo, com os outros e com o mundo natural. 

• E deixar que os outros descubram em nós a sua humanidade e o mundo nos mostre a sua amplitude”, o que em uma única palavra quer dizer *“Acolhimento”*.

Sabe-se também que, a Maçonaria é uma “Família”, uma “Família Universal”. 

Ser Maçom é, pois, pertencer a esta Família Universal. 

A família acolhe os seus membros e, portanto, família é “Acolhimento”. 

*Assim, se família é acolhimento, então, Maçonaria é também Acolhimento.*

Faz parte da missão suprema da Franco-Maçonaria (como uma Organização de construtores sociais, de formadores de opinião e de condutores anónimos da sociedade) auxiliar a humanidade nesses momentos de mudanças de ciclos, para que as inevitáveis transformações não causem tantos transtornos ao homem.

Contudo, não é isto o que em geral fazemos no quotidiano...😔 

O exame do noticiário de qualquer jornal, de qualquer emissora de TV, mostra que muitas vezes o nosso dia-a-dia não é marcado pelo acolhimento e pela construção, mas sim pela rejeição, exclusão e divisão e pela destruição.

• (É notório em nossos boletins a quantidade de processos e litígios entre irmãos, lojas e Potências) 

Mas, como “a Ordem é os seus membros”, perguntamos: 

_ "Estamos qualificados para operarmos competentemente nesse quadro avassalador que se apresenta ao homem da sociedade contemporânea?" 

Refletir para reconstruir talvez seja o lema a ser adoptado pela actual geração de maçons, a fim de reestruturar a Ordem maçónica nesse limiar do Terceiro Milénio.

Em muitas situações, convivemos com os outros e com o mundo afastando-nos, desconfiando, destruindo. 

Isto é, não acolhemos, e, é claro, recebemos o mesmo em troca, tanto em termos de violência entre pessoas quanto em relação às catástrofes naturais: enchentes, secas e outras consequências da agressão ao meio ambiente. 

Ou seja, vivemos em conflito com a ordem natural das coisas e em desacordo com a nossa biologia.

Este ânimo de não acolher, não compartilhar, dividir, separar, manifesta-se em todas as dimensões do quotidiano e, infelizmente, também em nossas lojas. (contendas constantes sobre poder e prestígio) 

O que estamos propondo é apenas uma reflexão, pois como dizia Balzac: *“Revolução muda tudo, menos o coração do homem”.*

É preciso respirar fundo e refletir sobre o que é elementar:

*DESBASTAR A PEDRA BRUTA*, aparar as arestas da prepotência e do egoísmo, da sua própria verdade e tornar-se uma *PEDRA POLIDA* que pode ser integrada junto às demais, na construção desse templo que é a *VIDA*. 


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