janeiro 14, 2021

Fundamentos da maçonaria - 3


             Modernidade

          Vale destacar que a simples transição, geralmente divulgada, da chamada Maçonaria Operativa, via "pedreiros-livres", para a Maçonaria Especulativa, nunca conseguiu explicar de forma justa e perfeita o porquê da Ordem Maçônica ser linguagem universal, regular, prazerosa, emblemática, planetariamente bem resolvida e assimilada, repositório imemorial dos mistérios e da Tradição.

        As Lojas dos séculos XVII e XVIII participaram da gênese de uma "esfera pública burguesa" como contrapartida da perda gradual de posição dominante, tanto das Cortes quanto da Igreja. Poucos, muito poucos documentos existentes sobre a Inglaterra do século XVII não permitem representar precisamente a organização da profissão do maçom; havia, sim, certa heterogeneidade de práticas diferentes.

        Em 1717/1720, situado caracteristicamente na Inglaterra, surge um grupo de pertença maçônica, de sociabilidade, com quatro elementos típicos principais, a saber:reivindicação da religião natural como base espiritual;inserção do grupo em contexto tradicional, vinculado ao trabalho do artesão e construtor civil;prática de Rito elaborado; e cooptação dos membros via obrigação de sigilo, principalmente quanto às reuniões.

     Entre 1670 e 1730, nos clubes, cafés, salões, academias científicas, sociedades de intelectuais e, nas Lojas, aristocratas e burgueses encontravam-se para "construir juntos" um uso público do seu entendimento convergente. Esses espaços propiciavam a realização da aspiração "do debate permanente entre pessoas privadas".

janeiro 13, 2021

Fundamentos da maçonaria - 2

         A Loja

        

        William Shaw, nomeado mestre-de-obras do rei da Escócia, em 1553, controlava a contratação de pedreiros e construtores. Em 1598, quatro anos antes de morrer (1602), codificou as regras de criação de lojas corporativas (a primeira carta de St. Clair; para maçons). Após sua morte declinou e "morreu", também, a função de mestre-de-obras-do-rei.

        As lojas, maciçamente voltadas para a recepção de Aprendizes e aumento de salários (para Companheiros), passaram a evoluir autonomamente. O uso do termo "maçom" consolida-se por volta de 1610, associado ao modo secreto de identificação que comprovava a qualificação profissional do obreiro.

        Por volta de 1630 começa a crescer bem o número de "aceitos", geralmente vindos das classes burguesas ou nobres, em lojas, oriundos de fora do "métier" corporativo dos talhadores de pedra.

        A presença desses "aceitos" em loja só pode ser explicada por hipóteses, quais sejam:

• interesse pela tradição, supostamente preservada pelos maçons;
• busca de espaço de convívio ou sociabilidade;
• ligação profissional com a corporação de construtores; ou
• iniciativa de maçons para atrair patrocínio de homens influentes.

        Nas origens, tal como hoje, os "aceitos" dotados de poder, influência e ou autoridade não freqüentavam as lojas; aqueles dentre eles que se permitiam freqüentar, dominavam a "vida" da loja. 

      
Isaac Newton (1642-1727), astrônomo, físico, filósofo e abade inglês, considerou o Noaquismo a religião primitiva dos hebreus, e, assim o resumiu: "Amar ao Senhor Deus de todo o coração, de toda a alma e de todo o espírito, e ao próximo como a si mesmo".