março 29, 2021

PRINCIPIOS BÁSICOS PARA O RECONHECIMENTO DE UMA GRANDE LOJA

 



        Em 4 de Setembro de 1929, a Grande Loja Unida da Inglaterra aprovou as seguintes Princípios Básicos para Reconhecimento de Grande Loja, e uma Grande Loja que seja fiel a esses princípios é geralmente considerada regular:

        Regularidade de origem, ou seja, cada Grande Loja deverá ter sido estabelecida legalmente por uma Grande Loja devidamente constituída ou por três ou mais Lojas regularmente constituídas.

        Que uma crença no GADU e Sua vontade revelada será uma qualificação essencial para o ingresso.

        Que todos os Iniciados assumirão sua obrigação sobre ou em plena vista do volume aberto da Lei Sagrada, pelo qual se entende a revelação do alto, que é vinculante para a consciência do indivíduo em particular que está sendo iniciado.

        Que os membros da Grande Loja e das Lojas individuais serão exclusivamente homens; e que cada Grande Loja não terá qualquer relação Maçônica de qualquer tipo de Loja mista ou corpos maçônicos que admitam mulheres como membros.

        Que a Grande Loja terá jurisdição soberana sobre as Lojas sob seu controle; ou seja, que ela será uma organização responsável, auto governada e independente, com autoridade única e incontestável sobre a Ordem ou Graus Simbólicos (Aprendiz, Companheiro e Mestre Maçom) dentro de sua jurisdição; e de modo algum estará sujeita a, ou dividirá essa autoridade com um Conselho Supremo ou outro Poder reclamando qualquer controle ou supervisão sobre esses graus.

        Que as três Grandes Luzes da Maçonaria (ou seja, o Volume da Lei sagrada, o Esquadro, e o Compasso) estarão sempre exibidos quando a Grande Loja ou suas Lojas subordinados estão trabalhando, o principal deles sendo o volume da Lei Sagrada.

        Que a discussão de religião e política dentro da Loja seja estritamente proibida.

        Que os princípios dos Antigos Landmarks, costumes e usos do Ofício sejam estritamente observados.

março 28, 2021

O SEQUILHO COM GOIABADA

        



         Criei o costume de toda semana comprar sequilho com goiabada na padaria perto daqui de casa. Comê-lo bebendo um café sem açúcar tornou-se, sem exagero, um dos momentos mais deliciosos da semana (tirando o dia da coxinha com café). Mas a goiabada me incomodava. Não necessariamente ela, mas sua pouca quantidade. Era um pingo no meio do sequilho. Reclamei na padaria, chamei o padeiro de casquinha e tudo mais. 

        Outro dia, voltando para casa, passei pela padaria e, pra minha sorte, disseram que havia um sequilho especial pra mim. Lá estava, o meu sonho num sequilho de um real. Quase que completamente coberto de goiabada. 

        Chegando em casa, preparado o café e toda a ritualística necessária para consumir o apetecível sequilho, ocorreu que não comi nem a metade. Enjoei na segunda mordida. Doce demais, chegava a dar náuseas. 

        Dia seguinte, cheguei na padaria e lá estava: outro sequilho coberto de goiabada. Me ofereceram e, por vergonha de dizer que odiei o do dia anterior, comprei. Em casa, raspei a goiabada e comi. 

        O problema, o inferno, não era a goiabada nem o padeiro, era eu. Fui eu quem, amando o que amava, queria do meu jeito, sem entender que eu gostava era do jeito que era, porque se do meu jeito fosse, eu rejeitaria, enjoaria e até tentaria fazê-lo voltar a ser como era. 

        Assim fazemos com as pessoas também. No início as amamos como são, depois que estão conosco começamos a criticar, tentamos mudá-las, tentamos "colocar do nosso jeito", sem saber que nosso jeito são nossas projeções, pessoas que não existem, e que se existissem, enjoaríamos delas. 

        Assim fazemos com a maçonaria. Quando somos iniciados, estamos cheios de encanto. Quando viramos mestres apontamos os inúmeros defeitos e queremos mudar tudo.

        Transformamos para descartar, porque quando aquela pessoa muda, muito provavelmente quem gostávamos não está mais lá. 

        Essa semana voltei a padaria, pedi o sequilho sem goiabada e mandei avisar ao padeiro que o próximo texto quem escreve é ele, provavelmente virá algo de bom, ainda que não seja doce.

        Abençoados sejam meus amigos cada qual a sua maneira e o seu jeito de ser.