junho 01, 2021

A QUESTÃO DA REGULARIDADE MAÇONICA



 

A questão da Regularidade Maçônica tem sido a principal luta priorizada pelas organizações maçônicas, as quais se voltaram unicamente para a burocracia e apegos superficiais, esquecendo-se da verdadeira necessidade do aperfeiçoamento interior humano.

É lamentável ver maçons imorais, arrogantes, cheios de vícios e defeitos, galgarem os graus maçônicos, sem saberem qualquer significado das lendas ou dos personagens, sem retificarem sua moral e ética, a sua conduta social, arrogando-se "maçom regular" e imputando aos outros o anátema de "maçom irregular" ou “espúria”.

Para estes maçons, importa primeiramente saber, antes de mais nada, qual a Loja Simbólica ou Potência/Obediência Maçônica a qual se está filiado, do que avançar no diálogo calcado em conhecimento histórico, simbólico e místico da Maçonaria. São os considerados "MAÇONS DE PAPEL", que priorizam a carteira de identificação, o certificado de graus, atestados e declarações, os quais encontram-se todos em suas paredes para exibição.

Mas afinal, o que significa "SER MAÇOM REGULAR?".

Num tempo próximo, na época em que os pedreiros se reuniam em tavernas ou nos átrios de igrejas, ou ainda em campo aberto, seria impróprio perguntar a um irmão - "és maçom regular?".

Não havia qualquer templo para reunião periódica, porque nem periodicidade era obrigatória entre os maçons.

Os templos, atendendo a um conceito contemporâneo, somente foram institucionalizados entre 1715 a 1726, mas inicialmente com muitas reservas.

Não havia "grau superior ou filosófico" ou mesmo o grau de mestre.

Inexistiam os paramentos mais complexos, o painel do grau (que eram apenas um desenho riscado no chão, à giz ou com carvão), as colunas, os nós, os degraus, a balaustrada, os altares, enfim... a instituição maçônica era formada mais de irmãos do que forjada de aparências. O que antes era impensável e motivo de repulsa, hoje digladiam-se para saber quem é e quem não é "regular".

Ultrapassado o preconceito de achar que Maçonaria sempre existiu tal como é hoje, ainda há a questão da regularidade.

É evidente que ambos os termos "regular" ou "irregular" significam CONCEITOS DE EXCLUSÃO. Ou seja, quem é regular deverá atender ou atentar e se subordinar às regras, normas, estatutos, formalidades exigidas de quem se presta a "conceder" a tal regularidade. Assim, essa disciplina gera subordinação, dominação, submissão a determinado conjunto de normas, usos, costumes da Obediência da qual se pressupõe a regularidade. Mas...

Quem foi a primeira "Potência Regular"?

Foi a dos Estados Unidos que organizou o primeiro Supremo Conselho ou a da Inglaterra, onde aparentemente se estruturou a primeira Loja ou Primeiro Grão-Mestrado?

Será menos "regular" a França que teve os pedreiros-livres em seu seio antes mesmo dos Estados Unidos virarem um país independente?

E o que dizer no Brasil?

Será "regular" o Oriente mais antigo (Grande Oriente do Brasil), com ou sem vários reconhecimentos internacionais ou as Grandes Lojas Estaduais (dissidentes do Grande Oriente do Brasil), que se rebelaram daquele primeiro Oriente, fundando suas próprias Potências?

Quais das rupturas políticas geraram a "potência mais regular"?

E acaso se reconhecem uma à outra que convivem há décadas?

Observa-se que "regularidade" depende da instituição, conselho, congregação, para os quais se voltam o agrupamento que busque esse título “Regular”. Esse procedimento é, como tudo o mais na vida, vinculante à coerência.

Uma potência pode se dizer "regular", quando outra vizinha não a reconhece?

Afinal, será que a regularidade maçônica está sob o jugo e o cabresto de um conjunto de outras potências externas, elas mesmas lutando por ser "mais regular e reconhecida" que a outra?

Por óbvio, o raciocínio nesse diapasão não poderá prosperar, porquanto teremos a seguinte situação:

“Uma potência brasileira "X", do século XIX se diz regular, da qual nasceu uma potência brasileira "Y", por meio de um rompimento no século XX.

Essa potência "Y" não é regular para a potência "X", mas por ter sido reconhecida por um Supremo Conselho Internacional, o será para todas as potências ligadas a este Supremo Conselho, enquanto que a potência "X" torna-se irregular para este Supremo Conselho Internacional e suas demais Potências...”.

E então, como ficamos?

Ora, persistindo neste grande erro, a Obediência será e não será regular dependendo da conveniência política da ocasião, da instituição que a reconhece, dos interesses em jogo, da penetração social disposta no tabuleiro.

Como a maçonaria chegou a este ponto?

Onde ela errou tanto?

Como conseguiram desvirtuar a Maçonaria dessa forma?

Infelizmente hoje observamos Maçons corrigirem Maçons, dizendo o que é "certo" e o que é "errado", mesmo que a história demonstre que nunca houve nada além de Lojas livres, sem subordinação, sem obediências.

É uma ignorância sem fim ver os doutos expedirem os pareceres sobre cores, colunas, nós, altares, disposição de oficiais, jóias, usos e costumes, e toda essa pletora de práticas que se compõe um ritual, o qual já sofreu centenas de modificações ao longo do tempo, por razões das mais diversas.

Foram tantas as mudanças e eram tantas as vertentes locais, regionais e nacionais, ritos dos mais diversos que não há como afirmar quem é regular ou irregular.

Há os princípios gerais e só. Mais do que isso é fantasiar a história e mistificar a própria Obediência que sempre se arroga como "antiga, regular, aceita" e outros adjetivos. Na verdade, tais qualificações são apenas excludentes.

Afirmamos sem medo de errar que a estrutura profana tem dominado algumas potências maçônica ditas regulares. Tribunais, Ministério Público, Defensoria, Conselhos, Tratados, Direito Maçônico, Jurisprudência, Atas, Secretarias, carimbos, carteiras.

Qual a origem disso tudo?

É tradição ou criação moderna?

Então, resta a pergunta:

Tu és um maçom regular?

Como responder?

É muito simples, ao contrário do que parece.

Para nós o MAÇOM REGULAR é aquele que:

1) Estuda com freqüência e conhece o significado dos símbolos do seu próprio Rito?

2) É assíduo na loja da qual é filiado, arcando com todas as obrigações para com sua própria potência ou Rito?

3) Reflete e aplica na própria vida os ensinamentos adquiridos na loja que freqüenta?

4) Estende a mão a outro irmão, quando necessário, sem atender à coloração política?

5) Transforma a sociedade ao seu redor, atuando positivamente para a fraternidade e liberdade?

6) Julga-se igual ao seu semelhante, não fazendo distinção de credo, raça, religião ou orientação política?

7) É um exemplo de vida e de compostura diante da sociedade?

8) Aplaina as divergências e fomenta o consenso, ainda que se despindo de vaidades?

9) É discreto quanto à sua própria condição?

10) Está preparado para a transição para o Oriente Eterno (morte), preparando os seus familiares e todos que estão à sua volta?

Todos os Maçons, Ritos e Potências que enquadram-se nos princípios supracitados são regulares, sem necessidade de certificados ou tratados. Não é preciso qualquer certidão na parede para dizer ao público que se é honesto, assim como os atestados de regularidade são plenamente sem valor quando a potência ou a loja semeia cizânia, discrimina ou exclui.

A família do "irregular" vive contendas; Sua loja não pode contar com ele, porque não sabe se comparece ou não; Ele abandona sua loja, após galgar o grau pretendido; Ele deixa de estudar, de escrever, de dialogar, de palestrar, de conviver, tornando-se um poço de preconceitos sem qualquer explicação razoável.

"Ser regular" é ser honesto consigo mesmo e com o grupo a que se deve fidelidade. É simples, meus irmãos, é fácil e é ético.

Não deixe com que a "maçonaria de papel" vos contamine.

Seja um homem livre e de bons costumes.

Seja, pois, regular primeiro consigo e para com os seus.

..FILÓSOFO VELADO

OBRAS IMPRESSIONANTES DOS MAÇONS OPERATIVOS

 

A ponte Kursunlugerme de dois andares, parte do sistema de aquedutos de Constantinopla: dois canais de água passam por esta ponte – um acima do outro. Crédito da imagem: Jim Crow

O aqueduto romano de 426 km de comprimento forneceu água para Constantinopla.    

Cientistas da Johannes Gutenberg University Mainz (JGU) investigaram o aqueduto mais longo da época, o Aqueduto de Valente de 426 quilômetros que abastece Constantinopla, e revelaram novos insights sobre como essa estrutura foi mantida no tempo. 

Os aquedutos romanos são exemplos impressionantes da capacidade técnica e laborativa de nossos ancestrais, os maçons operativos, através dos Collegia Fabrorum. Essa estrutura é maior do que a distância do Rio de Janeiro a São Paulo e apresenta enorme dificuldade construtiva. Mesmo hoje em dia seria uma obra difícil de ser executada.

Mesmo hoje, eles ainda nos fornecem novos insights sobre os aspectos estéticos, práticos e técnicos de construção e uso. Parece que os depósitos de carbonato dos canais foram limpos apenas algumas décadas antes do local ser abandonado. O aqueduto romano tardio fornecia água para a população de Constantinopla.

O Império Romano estava à frente de seu tempo em muitos aspectos, com um forte compromisso com a construção de infraestruturas para seus cidadãos que ainda hoje consideramos fascinante. Isso inclui templos, teatros e anfiteatros com arquitetura inspiradora, mas também uma densa rede de estradas e portos e minas impressionantes.

“No entanto, a conquista técnica mais inovadora do Império Romano está na gestão da água, especialmente seus aquedutos de longa distância que distribuíam água para cidades, banhos e minas”, disse o Dr. Gül Sürmelihindi, do grupo de Geoarqueologia da Universidade de Mainz . Aquedutos não foram uma invenção romana, mas em mãos romanas, esses aquedutos de longa distância desenvolveram-se ainda mais e se espalharam amplamente por um dos maiores impérios da história.

Quase todas as cidades do Império Romano tinham um amplo suprimento de água potável, em alguns casos com um volume maior do que é o caso hoje.

O sistema de aquedutos de Constantinopla com 426 quilômetros de extensão. Crédito da imagem: ill./ pis: Cees Passchier

“Esses aquedutos são principalmente conhecidos por suas pontes impressionantes, como a Pont du Gard no sul da França, que ainda estão de pé depois de dois milênios. Mas eles são mais impressionantes pela maneira como os problemas em sua construção foram resolvidos, o que seria assustador mesmo para engenheiros modernos “, disse o professor Cees Passchier da JGU. Mais de 2.000 aquedutos romanos de longa distância são conhecidos até o momento, e muitos mais aguardam descoberta.

O estudo realizado pela Dra. Gül Sürmelihindi e sua equipe de pesquisa concentra-se no mais espetacular aqueduto romano tardio, as linhas de abastecimento de água de Constantinopla, agora Istambul, na atual Turquia.

Os depósitos de carbonato fornecem informações sobre a gestão da água bizantina

Em 324 DC, o imperador romano Constantino, o Grande, fez de Constantinopla a nova capital do Império Romano. Embora a cidade esteja em uma encruzilhada geopoliticamente importante de rotas terrestres e marítimas, o abastecimento de água doce era um problema. Portanto, um novo aqueduto foi construído para abastecer Constantinopla das nascentes 60 quilômetros a oeste. À medida que a cidade crescia, esse sistema foi expandido no século 5 para nascentes que ficam a 120 quilômetros da cidade em linha reta. Isso deu ao aqueduto um comprimento total de pelo menos 426 quilômetros, tornando-o o mais longo do mundo antigo. O aqueduto consistia em canais de alvenaria abobadados grandes o suficiente para serem percorridos, construídos em pedra e concreto, 90 grandes pontes e muitos túneis de até 5 quilômetros de comprimento.

“Isso significa que todo o aqueduto deve ter sido mantido e limpo de depósitos durante o Império Bizantino, mesmo pouco antes de parar de funcionar”, explicou Sürmelihindi, que junto com sua equipe estudou os depósitos de carbonato deste aqueduto, ou seja, o calcário que se formou na corrida água, que pode ser usada para obter informações importantes sobre a gestão da água e o paleoambiente da época. Os pesquisadores descobriram que todo o sistema de aquedutos continha apenas depósitos finos de carbonato, representando cerca de 27 anos de uso. Dos anais da cidade, porém, sabe-se que o sistema de aquedutos funcionou por mais de 700 anos, pelo menos até o século XII.

Os depósitos de carbonato podem bloquear todo o abastecimento de água e devem ser removidos de tempos em tempos. A construção dupla com mais de 50 quilômetros foi provavelmente construída para manutenção

Embora o aqueduto seja de origem romana tardia, o carbonato encontrado no canal é da Idade Média bizantina. Isso fez com que os pesquisadores pensassem em possíveis estratégias de limpeza e manutenção – porque limpar e consertar um canal de 426 quilômetros implica que ele não possa ser usado por semanas ou meses, enquanto a população da cidade depende do abastecimento de água. Eles então descobriram que 50 quilômetros da parte central do sistema de água são construídos em dobro, com um canal de aqueduto acima do outro, cruzando-se em pontes de dois andares.

“É muito provável que este sistema tenha sido configurado para permitir operações de limpeza e manutenção”, disse Passchier. “Teria sido uma solução cara, mas prática.”

Infelizmente para a equipe de pesquisa, não é mais possível estudar o funcionamento exato do sistema. Uma das pontes mais imponentes, a de Ballıgerme, foi explodida com dinamite em 2020 por caçadores de tesouros que erroneamente acreditaram que poderiam encontrar ouro nas ruínas.

Em 324 DC, o imperador romano Constantino, o Grande, fez de Constantinopla a nova capital do Império Romano. Embora a cidade esteja em uma encruzilhada geopoliticamente importante de rotas terrestres e marítimas, o abastecimento de água doce era um problema. Portanto, um novo aqueduto foi construído para abastecer Constantinopla das nascentes 60 quilômetros a oeste. À medida que a cidade crescia, esse sistema foi expandido no século 5 para nascentes que ficam a 120 quilômetros da cidade em linha reta. Isso deu ao aqueduto um comprimento total de pelo menos 426 quilômetros, tornando-o o mais longo do mundo antigo. O aqueduto consistia em canais de alvenaria abobadados grandes o suficiente para serem percorridos, construídos em pedra e concreto, 90 grandes pontes e muitos túneis de até 5 quilômetros de comprimento.

“Isso significa que todo o aqueduto deve ter sido mantido e limpo de depósitos durante o Império Bizantino, mesmo pouco antes de parar de funcionar”, explicou Sürmelihindi, que junto com sua equipe estudou os depósitos de carbonato deste aqueduto, ou seja, o calcário que se formou na corrida água, que pode ser usada para obter informações importantes sobre a gestão da água e o paleoambiente da época. Os pesquisadores descobriram que todo o sistema de aquedutos continha apenas depósitos finos de carbonato, representando cerca de 27 anos de uso. Dos anais da cidade, porém, sabe-se que o sistema de aquedutos funcionou por mais de 700 anos, pelo menos até o século XII.

Os depósitos de carbonato podem bloquear todo o abastecimento de água e devem ser removidos de tempos em tempos. A construção dupla com mais de 50 quilômetros foi provavelmente construída para manutenção

Embora o aqueduto seja de origem romana tardia, o carbonato encontrado no canal é da Idade Média bizantina. Isso fez com que os pesquisadores pensassem em possíveis estratégias de limpeza e manutenção – porque limpar e consertar um canal de 426 quilômetros implica que ele não possa ser usado por semanas ou meses, enquanto a população da cidade depende do abastecimento de água. Eles então descobriram que 50 quilômetros da parte central do sistema de água são construídos em dobro, com um canal de aqueduto acima do outro, cruzando-se em pontes de dois andares.

“É muito provável que este sistema tenha sido configurado para permitir operações de limpeza e manutenção”, disse Passchier. “Teria sido uma solução cara, mas prática.”

Infelizmente para a equipe de pesquisa, não é mais possível estudar o funcionamento exato do sistema. Uma das pontes mais imponentes, a de Ballıgerme, foi explodida com dinamite em 2020 por caçadores de tesouros que erroneamente acreditaram que poderiam encontrar ouro nas ruínas

fonte : ancientpages - texto original de :  Conny Waters -Tradução : Fatos Curiosos