junho 09, 2021

O IMPACTO DA CHUTZPÁ NA SOCIEDADE ISRAELENSE - Floriano Pesaro





Recebo do meu irmão, o intelectual Newton Agrella, a seguinte mensagem com um texto anexo. O tema é muito interessante, razão pelo qual eu o publico, e atendendo ao pedido do irmão, irei desenvolver.

"Meu caríssimo Irmão MICHAEL segue o artigo escrito por FLORIANO PESARO, ao qual eu fiz referência, durante a nossa conversa telefônica há pouco. Peço a você, que se possível você escreva algo a respeito da CHUTZPÁ"

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Olá,  Newton Agrella, como está?

Compartilho meu mais recente artigo na Revista do Clube Hebraica SP sobre um dos princípios que regem a sociedade israelense. Leia e me fale sua opinião. Obrigado.

"O impacto da Chutzpá na sociedade israelense

Floriano Pesaro, sociólogo.

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Por vezes neste espaço, falamos sobre a capacidade de Israel desenvolver tecnologias, inovações e sistemas que – nas mais diversas áreas – trazem revoluções a processos produtivos, relacionais, medicinais e tecnológicos.

De fato, sempre nos chama a atenção que um país com uma área territorial pequena e com uma população que também não ostenta grandes proporções consiga – apesar também das fronteiras hostis – desenvolver tamanha capacidade de alterar sistematicamente o modo como os processos são feitos e os fatos são dados.

Esse motor da inovação vem sendo identificado por estudiosos como resultado de uma série de fatores – investimento público, educação de qualidade e políticas de apoio à inovação, por exemplo -, mas, dentre eles, um bastante curioso: a chutzpá.

A chutzpá é um balizador comportamental encontrado na Shulchan Aruch - catálogo escrito da lei do judaísmo, composta, no século XVI, pelo rabino Yosef Karo. Não há uma tradução única para a chutzpá, sendo que o mais próximo no português seria a “ousadia”.

Estudiosos dos escritos afirmam que a chutzpá existe para lembrar os judeus de que não se devem curvar, temer ou envergonhar-se ao seguir seus caminhos, princípios, ideias e, claro, praticar sua fé.

Um dos episódios mais lembrados para exemplificar o que entendemos por chutzpá é a tentativa de Moshê de salvar seu povo questionando a D’us.

Ainda quando Abraham questionou D’us sobre os planos que Ele tinha para Sodoma e Gomorra. Ali ambos se encheram de chutzpá para defender aquilo no que acreditavam, mesmo que estivessem errados e não tivessem seus pleitos atendidos.

Sob risco de resvalarem para o campo da arrogância e da insolência, chutzpá é o princípio que guia o povo judeu no constante questionamento às regras e processos postos.

Não há nada para nosso povo que está dado e “assim que deve ser”. Se algo existe, tem uma razão e sobre ela não há quem proíba a discussão.

É provável que não só nosso ímpeto inovativo - simbolizado nos incríveis números de startups e criações israelenses – mas, também o apreço de Israel pela democracia e pela liberdade também estejam ligados à chutzpá, ou a essa “ousadia” em português.

Para nós, brasileiros, que somos um povo bastante conciliador e pouco7 questionador, esse é um princípio judaico que a comunidade pode, e deve, incentivar em seus lares e empresas. É preciso que absolutamente tudo possa ser questionado e que não se tenha medo.

Não há espaço para a inovação e o desenvolvimento socioeconômico em sociedades que cerceiam o direito de as pessoas questionarem outras, familiares, empresas e políticos.

Questionamento e ousadia estão também ligados à diversidade de opiniões. Tal qual em Israel, essa é uma defesa intransigente que devemos fazer também por aqui.

Não se tem inimigo numa discussão familiar, empresarial ou política, tem-se, ao máximo, um adversário ou opositor.

É do contraditório e dos diferentes pontos de vista, movidos pela ousadia, que chegamos ao aprimoramento, condição fundamental para que uma sociedade seja tão bem-sucedida em suas mais variadas formas, como é a sociedade israelense.

A chutzpá é o combustível para a inovação e a democracia que tanto admiramos em Israel e que tanto contribui para o avanço da humanidade em todo o mundo"

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VOCE USA UM ANEL COM SÍMBOLO MAÇONICO?

 






Os irmãos gostam de usar anel, boton e outra coisas que tem o símbolo da MAÇONARIA??? Vale a pena ler.

Há vários anos, a história é contada a um maçom que sempre usava o seu anel maçônico e alfinete de lapela quando em público. Em algumas ocasiões, ele foi de ônibus de sua casa para o centro da cidade. Em uma viagem, e quando ele se sentou, descobriu que o motorista lhe tinha dado R$ 0.25 a mais de troco.

Como ele pensou o que fazer, pensou para si mesmo: " é melhor dar a moeda de volta. Seria errado mantê-lo." então ele pensou: " Oh, esqueça, é apenas uma moeda; quem se preocuparia com essa pequena quantidade." de qualquer maneira, a companhia de trânsito recebe muito dinheiro; eles nunca vão perder - Sim. Aceita-o como um "presente de Deus" e mantém-te calado.

Quando o seu ponto chegou, ele parou momentaneamente na porta, depois entregou a moeda ao motorista e disse: " aqui, você me deu a mais."

O motorista  com um sorriso respondeu: " reparei no teu anel maçônico e no alfinete de lapela. Tenho pensado em pedir a um maçom como ser um. Eu só queria ver o que você faria se eu te desse a mais. Passaste no teste. Podes dizer-me como se tornar um maçom?

Quando o maçom saiu do onibus, ele disse uma oração silenciosa, " Oh Deus, grande arquiteto do universo, quase te vendi a ti e aos meus amados irmãos  por uma moeda."

As nossas ações são o único credo maçônico que alguns vão ver. Este é um exemplo quase assustador de como as pessoas nos vêem como maçons e podem nos colocar em teste mesmo sem que nós percebemos ! Seja sempre diligente, seja no teatro, no restaurante, na mercearia, na estação  ou apenas no trânsito.

Lembra-te, quer seja um alfinete de lapela, um anel, ou um emblema no carro, tu tens o nome da nossa grande fraternidade nos teus ombros, sempre que te chamas de Maçom. Nunca se sabe quem pode estar a ver!

Bons homens procuram a maçonaria; a maçonaria os torna melhores.