Nascemos.
Mal enxergamos o que vai à nossa volta.
E a única coisa que nos conforta e nos protege é o calor de nossa mãe.
Vamos crescendo e desenvolvendo nossas percepções de maneira natural.
Valemo-nos do tato, do paladar do olfato, da visão e da audição, porém, antes de tudo isso, dispomos de uma propriedade humana indissociável, que nos acompanha ao longo de toda nossa vida, chamada "Instinto".
Aliás, grosso modo, a Alma responde pelo Instinto e a Razão pela Consciência.
O Instinto nada mais é, senão um impulso inato e inconsciente.
Sua missão é a de guiar nossas atitudes e comportamentos, sem prévio aviso, como uma espécie de blindagem pela nossa sobrevivência, autopreservação, intimamente ligado à intuição ou à nossa aptidão natural.
Dentro dessa faixa de frequência, cabe lembrar que durante a infância, uma de nossas mais valiosas armas para atender muitos de nossos anseios e desejos se manifestava através da "birra".
Esta então, consiste numa atitude
obstinada, de não mudar de ideia ou opinião, caminhando de mãos dadas com a teima e a teimosia.
Passam-se os anos...
Vamos envelhecendo.
Aparentemente ganhando maturidade.
Imaginamos que a Sabedoria esteja mais presente em cada um de nós.
Contudo, nem sempre é assim que a banda toca.
Inúmeras vezes, as notas saem desafinadas.
Preferimos insistir nos equívocos, nas inconsistências, nas afirmações falaciosas e fazer da birra e da teimosia, instrumentos de nossa "pièce de resistence", como se rever os nossos conceitos fosse algum sinal ou sinônimo de fraqueza.
Muito pelo contrário, a Maçonaria esta aí pra isso.
Ela serve como a mais legítima instituição filosófica de natureza iniciática, para nos auxiliar no processo de nosso aprimoramento consciencial, independente de rito, potência ou seja lá o que for.
A clareza e a compreensão se revelam através das experiências acumuladas e do estudo especulativo.
Teimar às vezes até faz bem, mas insistir na teimosia sem lastro de conhecimento, simplesmente nos leva à frustração de nossos propósitos.

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