julho 31, 2025

FOTOGRAFIA - Newton Agrella


Incrível como mal nos damos conta de quão preponderante e  significativa é a fotografia.

A fotografia constitui-se numa forma variante de linguagem. 

Sim, a linguagem da imagem.

Dentre outras coisas, ela representa uma das formas mais legítimas de registro da História.

Ela capta os momentos mais marcantes e surpreendentes dos eventos e torna-se testemunha de tudo aquilo que circunstancia a vida.

A fotografia, não apenas documenta os fatos e acontecimentos da História, na qualidade de uma das principais Ciências Humanas, mas também impõe ao homem, interpretá-la  e argumentá-la como instrumento de análise sobre o próprio desenvolvimento da civilização.

Outrossim, a foto traz consigo a inestimável propriedade de revelar as facetas mais ocultas, que as pessoas involuntariamente deixam  transparecer quando de repente são objeto de um clique fortuito.

Lá no fundo, a fotografia assimila e revela nossa imagem, como se a câmera tivesse um dispositivo que sorrateiramente denunciasse nosso humor e estado da alma.

A foto sai e se revela instigante aos nossos olhos. 

Afinal, saiu boa ou não ?

Esse procedimento é quase um ritual. 

E falando em ritual, na Maçonaria, por exemplo, as incontáveis fotos tiradas em Lojas, embora muitas vezes pareçam imagens exaustivamente repetidas, a rigor não é bem assim.

Cada uma delas, revela uma única e singular história. 

Tratam-se de reproduções de momentos marcantes, cujos valores se encerram na mente e no coração de cada indivíduo.

Aliás, a fotografia tem o poder de se instalar na memória. 

Algo inclusive, que sutilmente a diferencia da dinâmica de um filme.

Tanto isto é fato, que semânticamente as expressões usadas são:

"...passou um filme pela minha cabeça..." 

E por outro lado:

"...Tenho uma memória fotográfica..."

Ou seja, a "memória fotográfica" refere-se à capacidade de recordar imagens com detalhes vívidos, como se fossem fotografias, após uma única visualização.

Como se pode notar, a fotografia detém uma espécie de "química" que conecta a mente e o coração, como um forte sentimento de saudade e de nostalgia.

Quem por acaso, nunca se pegou com uma velha foto, acariciando-a, e rememorando a imagem de algum ente querido que já se foi, mas cujo sentimento nunca se apaga ?

Muitas vezes uma pequena 3 x 4, escondidinha na carteira, onde somente cada um de nós consegue entender o seu valor.

Vai um clique aí ?



CARACTERÍSTICAS E AÇÕES DO MESTRE MAÇOM SERVIDOR - Charles Evaldo Boller


Confunde-se muitas vezes o mestre maçom servidor com uma pessoa que se anula e se torna subserviente ao grupo, é tanto que, por insegurança, alguns mestres maçons presidentes passam a adotar uma taciturna postura isolada, quando não arrogante e prepotente. Com firmeza exacerbada, aplicam a rigidez ritualística nas sessões e nunca se arriscam em soltarem a loja em edificantes debates em família, sem os degraus que separam oriente e ocidente, como preconiza o modelo de igualdade da sociedade maçônica.

Ao mestre maçom cabe desenvolver liderança, a habilidade de influenciar seus pares a trabalharem entusiasticamente em si mesmos de modo a saírem do templo renovados para suas lides no mundo onde dedicarão suas vidas ao bem comum. Esta liderança é uma habilidade adquirida pela participação e convivência nas atividades litúrgicas e sociais da loja. É nos templos que se aprendem e desenvolvem habilidades da técnica de influenciar pessoas voluntárias. Esta habilidade de liderança é resultado do desejo ardoroso de fazê-lo e desde que se coloquem em prática ações adequadas.

Para desempenhar a liderança o mestre pode usar do poder que leis e regulamentos lhe facultam, forçando e coagindo os obreiros a fazerem suas tarefas, mesmo que não se predisponham em fazê-lo. Pode também usar de habilidade e levar os voluntários a fazerem de boa vontade o que determina por conta da influência pessoal que possui. O mestre servidor é sábio, bem treinado executa a liderança com eficiência sem utilizar-se do poder de que dispõe por lei ou por influência pessoal e leva seus liderados a executarem tarefas enquanto são construídos relacionamentos; onde o liderado alcança os objetivos comuns por conta de sua própria voluntariedade, ação e responsabilidade.

Quando ouvem discursos empolgantes e motivadores, a maioria dos mestres maçons entendem e se entusiasmam com a ideia do constante desenvolvimento proposto pela Maçonaria, mas quando voltam para suas lides diárias esquecem rapidamente do que se tratou no dia anterior e não mudam. Como é possível progredirem se não mudam? Como poderão aguardar resultados diferentes sem forçar mudanças?

Para liderar é necessário servir, é desenvolver a capacidade de identificar e satisfazer necessidades legítimas dos liderados, removendo barreiras para que nasçam relacionamentos edificantes. O líder servidor não é o escravo que faz o que os outros querem, o maçom servidor faz tudo aquilo que os outros precisam para atingir suas metas e necessidades.

A disciplina desenvolvida pela ritualística estabelece limites bem definidos e rígidos que o maçom usa para sua autoeducação e assim torna-se pessoa responsável com atuação proativa. O que treina pela repetição da ritualística aplica depois automaticamente em sua vida fora do templo. O líder maçom está sempre muito mais preocupado com as necessidades que com as vontades dos irmãos.

Maslow definiu as necessidades humanas numa escala:

1 - comida, água, moradia;

2 - segurança e proteção;

3 - pertencimento e amor;

4 - autoestima; 

5 – autorealização. 

O estágio seguinte nunca será completo sem a total satisfação das necessidades que a antecedem. 

O mestre maçom servidor está no último estágio desta escala. Enquanto não tiver atendidas todas as necessidades anteriores, é muito difícil que desenvolva a capacidade de liderança natural de um mestre maçom servidor, será qualquer coisa, mas não um servidor em sua plenitude. Nos primeiros estágios é comum interpretar o servir com anulação e subserviência. 

A luta para atender as necessidades que antecedem a fase da autorealização o deixa incompleto, na defesa. É tanto que nesta fase evolutiva procura mais tirar vantagem para atender primeiro suas próprias necessidades não atendidas que as do próximo. É por isso que para se desenvolver ao ponto de atingir o último estágio desta escala é necessário aplicar tempo e energia para efetuar mudanças. Sem mudanças sem resultados diferentes!

O ponto fundamental do maçom que alcança na vida o último estágio de realização das necessidades é desenvolver o amor fraterno apoiado na vontade. É aquele amor identificado pelos grandes iniciados que já se foram. É aquele amor que tem a infalível capacidade de resolver a todos os problemas que afligem os relacionamentos humanos. É um amor traduzido pelo bom comportamento. Este amor incondicional e liderança são sinônimos. É tanto que este amor é doado para bons e maus; sem significar que o maçom servidor considera que as pessoas ruins não são ruins. Doar-se não significa subserviência e anulação, mas conduzir o grupo de tal maneira que o bem comum, as virtudes individuais fiquem a disposição do grupo.

O líder qualificado na plenitude de sua autorealização tem como características: 

- Usa de bondade, aprecia e incentiva cada obreiro em sua atividade; 

- Presta atenção ao que o liderado diz; 

- Elogiar faz parte da psique humana, daí elogia na hora certa e com isto constrói relacionamentos, mas nunca abusa deste porque em demasia o elogio se banaliza; 

- Amor é sinônimo de humildade; 

- É autêntico, sem pretensão, orgulho e ganância; 

- Não finge e também não é franco tosco a ponto de ofender; 

- Coloca o outro sempre numa posição de destaque, onde se sinta importante, trata com respeito, sem diminuir a si mesmo ou anular-se; 

- Satisfaz ou cria os mecanismos para o liderado satisfazer suas necessidades; 

- Em caso de ressentimentos, da maneira mais habilidosa e urgente, desiste de ressentimentos e perdoa quando o liderado o engana, haja vista que decepções são comuns nos relacionamentos, a maioria delas em resultado de ruídos na comunicação que de maldade; 

- Cria tal confiança de parte do liderado que este deposita confiança em sua honestidade; 

- Ao efetuar escolhas, atem-se firmemente a estas, só mudando de posição com razões claras, bem definidas e de forma transparente.

Como o homem é autodeterminante por ação de seu livre arbítrio só ele mesmo tem a capacidade de mudar-se. Na Maçonaria é a ação da autoeducação, o "conhece-te a ti mesmo", de Sócrates. Em todos os graus o maçom servidor lida com pensamentos. É pelo pensamento que a Maçonaria muda a sociedade. O pensamento transformado em ações desenvolve hábitos, que por sua vez sedimentam num caráter elevado que conduz o líder maçom servidor ao seu destino. 

Assim como fizeram os iluministas do século das luzes, ao mudarem os homens pela ação do pensamento, estes mudaram a sociedade, a um homem convencido dificilmente se domina; apenas se lidera. Liderar um homem livre pensador para objetivos que visam o bem comum é um desafio pessoal, mas é, adicionalmente, a maior expressão da palavra liberdade, e isto só é possível se o mestre maçom, sem diminuir-se, sem anular-se, serve aos demais.

Disciplinar-se para tornar-se mestre maçom servidor não é ação natural, é algo a ser treinado em todas as oportunidades. Cada mestre maçom tem o potencial de desenvolver a capacidade de tornar-se servidor sem se anular, porque esta é característica de projeto da criatura desenvolvida pelo Grande Arquiteto do Universo. Aquele que descobre o servir como alimentador da última das necessidades humanas se autorealiza em tudo o que faz e, certamente, usufrui de inúmeros momentos de felicidade como seu justo salário.

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Bibliografia:

1. FERREIRA, Antônio do Carmo, A Função do Maçom na Sociedade, ISBN 978-85-7252-272-4, 1ª edição, Editora Maçônica a Trolha Ltda., 148 páginas, Londrina, 2009.

2. GAARDER, Jostein, O Mundo de Sofia, Romance da História da Filosofia, título original: Sofies Verden, tradução: Gabriele Haefs, ISBN 85-7164-475-6, 1ª edição, Editora Schwarcz Ltda., 556 páginas, São Paulo, 1995.

3. GLEISER, Marcelo, Criação Imperfeita, ISBN 978-85-01-08977-7?, 1ª edição, Editora Record, 366 páginas, São Paulo, 2010.

4. HUNTER, James C., O Monge e o Executivo, Uma História Sobre a Essência da Liderança, título original: The Servant, tradução: Maria da Conceição Fornos de Magalhães, ISBN 85-7542-102-6, 1ª edição, Editora Sextante, 140 páginas, Rio de Janeiro, 2004.

5. MARTINS, Maria Helena Pires; ARANHA, Maria Lúcia de Arruda, Temas de Filosofia, ISBN 85-16-02110-6, 1ª edição, Editora Moderna Ltda., 256 páginas, São Paulo, 1998.

6. QUADROS, Bruno Pagani, O Pensador do Primeiro Grau, Coleção Biblioteca do Maçom, ISBN 978-85-7252-247-2, 1ª edição, Editora Maçônica a Trolha Ltda., 184 páginas, Londrina, 2007.

7. STEVENSON, David, As Origens da Maçonaria, O Século da Escócia, 1590-1710, tradução: Marcos Malvezzi Leal, ISBN 85-370-0013-2, 1ª edição, Madras Editora Ltda., 286 páginas, São Paulo, 2005.


Biografias:

- Abraham Maslow ou Abraham H. Maslow, psicólogo de nacionalidade norte-americana. Nasceu em 1 de abril de 1908. Faleceu, em 8 de junho de 1970, com 62 anos de idade. Conhecido pela proposta hierarquia de necessidades de Maslow.

- Sócrates ou Sócrates de Atenas, filósofo de nacionalidade grega. Nasceu em Atenas em 468 a. C. Faleceu, em 399 a. C. Um dos mais importantes pensadores de todos os tempos.

julho 30, 2025

MAÇONARIA DISSECADA Jorge Gonçalves


Em 1730, uma publicação espúria, mas de valor histórico inestimável, intitulada *Maçonaria Dissecada*, revelou os rituais praticados na Inglaterra pela Grande Loja fundada em 1717. A crise resultante levou, em 1751, à criação de uma nova Grande Loja por irmãos que se diziam fiéis à tradição. 

Foram eles que, de forma pejorativa, passaram a chamar os primeiros de *modernos*, enquanto se autodenominaram *antigos*. Assim nasceu uma rivalidade que durou 62 anos.

A união só foi possível em 1813, com o apoio da família real inglesa, por meio de dois irmãos de sangue, os duques de Kent e de Sussex, dando origem às Grande Loja Unida da Inglaterra. 



O EQUILÍBRIO - Ronaldo Fernandes


A dualidade existe em todo o ser humano: o Eu Superior e o Inferior, Anjo e Demônio, Positivo e Negativo, Luz e Trevas, Certo e Errado, Bem e Mal. Temos de aprender a dominar estas forças antagônicas, essas posições extremadas e radicais que possuímos e que nos fazem questionar sobre conceitos e valores que não se medem por recursos materiais.

E isso só é possível quando mergulhamos em nossos ensinamentos, aperfeiçoando-nos em nossa ritualística e exercitamos esse aprendizado, também no mundo profano, transcendendo as paredes do Templo.

O maçom deve buscar no seu no seu interior, no seu “Eu Íntimo”, o Mestre que nele habita, atingido o equilíbrio necessário para tornar-se digno da Maçonaria e perante o Grande Construtor dos Mundos, o Grande Arquiteto do Universo.

Este caminho nem sempre é fácil, mas a escolha é fruto do nosso coração. O ponto de equilíbrio é saber lidar com esta dualidade. É isto que nos torna seres especiais, verdadeiros lideres e grandes construtores sociais.

Somos energia cósmica. Deus criou o Universo e o Homem á sua imagem e semelhança, mas nos permitiu a capacidade de escolha, deu-nos o livre arbítrio para decidirmos o caminho a seguir.

E encontramos esse caminho mais facilmente, sem nos perdermos em estradas tortuosas, quando buscamos, internamente a harmonia em nossas ações, fazendo prevalecer a compaixão e nos colocando no lugar do próximo, antes de qualquer decisão ou julgamento.

Somente assim permaneceremos justos e perfeitos, atingindo objetivos benéficos e nós mesmos, mas principalmente a toda a humanidade.


NO BRASIL DE HOJE, VALE A PENA RELEMBRAR OS VELHOS TEMPOS? - Hélio P. Leite


Amanheci neste domingo pensando no meu velho pai, um modesto bodegueiro de secos e molhados, instalado na rua Gonçalves Ledo  (maçom) nº 1092, no modesto bairro da Aldeota, que ficava próximo da Escola de Cadetes do Excército - hoje Colégio Militar e da Igreja do Cristo Rei. Por isto, parte de seus fregueses eram militares de baixa patente - até sargento -, que serviam na referida Escola. Era criança, mas lembro-me bem de um deles, o sargento Laranjeira, grande bebedor de cerveja, com tira gosto de queijo, vendidos pelo meu pai.

Me veio à lembrança de um cidadão humilde, de alta estatura, chamado  Saldanha, cego de um olho, trabalhador braçal, que usava um boné com uma chapa que lhe identificava como chapista. Próximo a bodega do meu pai tinha uma casa residencial, onde o morador pintou uma grande Bandeira do Brasil, numa parede lateral, que dava para a rua Fiúza de Pontes (maçom). Pois bem, este cidadão todos os dias ao voltar do trabalho, ao avistar a Bandeira Nacional postava-se diante dela e em sinal de respeito retirava seu boné e a comprimentava. O respeito aos símbolos nacionais era muito diferente.

A bodega do meu pai era um centro de convergência, com fregueses diferenciados - pobres e ricos. Ele comprava os gêneros alimentícios para revender em um atacadista situado na rua Conde D'Eu (esposo da Princesa Isabel, a redentora). E sempre era atendido por um dos filhos do dono, chamado Edson Queiroz.

Este jovem se tornou um cidadão muito rico, dono da Ceará Gaz Butano, de jornal (Diário do Nordeste) de uma universidade (Unifor) e de muitas outras empresas no Ceará e em outros Estados nordestinos. Enquanto meu velho pai continuava em sua modesta atividade de bodegueiro e depois dono de uma pequena oficina mecânica. Porém, este cidadão que ficou muito importante, no Ceará e no Nordeste, nunca esqueceu de meu pai e sempre que podia ia lhe visitar e lhe telefonava para dar notícias, inclusive sobre  um enfarto que ele teve em pleno voo, em um dos seus aviões. O respeito aos mais velhos era muito diferente.

Este grande cearense, Edson Queiroz, sogro do ex-senador Tasso Jeressati, faleceu em triste acidente de avião, que nas proximidades da capital cearense chocou-se com a serra de Aratanha, falecendo todos que estavam a bordo, a maioria empresários cearense. Pois é na vida tuda passa, fica apenas a fotografia e bons momentos vividos.

Lembrei-me que quando estudei no Colégio Castelo Branco, dirigido por padres, situado na avenida Dom Manoel, esquina com a rua Costa Barros ( um dos fundadores do Grande Oriente do Brasil), estudava uma matéria chamada OSPB - Organização Social e Política do Brasil, e que antes do início da aula, a Bandeira do Brasil era hasteada e todos cantavámos o Hino Nacional. O respeito aos Símbolos Nacionais era diferente. 

Uma de minhas lembranças mais antigas e que à época muito me assustou, foi quando vi passando muito baixo por cima da bodega de meu pai um Zepellin, uma aeronave em forma de charuto, provavelmente no  ano de 1944, próximo ao fim da Segunda Guerra Mundial, tinha eu quatro anos de vida. Bravos guerreiros cearenses deram a vida na Itália e se tornaram heróis de guerra na tomada de Monte Castelo.


Lembrei-me que fiz o curso de Infantaria no CPOR - Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Exército, com sede em Fortaleza, Turma 1960. E que fui estagiar como aspirante a oficial no 24º Batalhão de Caçadores, com sede em São Luis do Maranhão; ali servindo até junho de 1963, quando me desloquei para Brasilia, onde sentei praça até aos dias atuais. E quando estava servindo no 24º BC, assisti uma visita de inspeção do Comandante da 10ª Região Militar, general Castelo Branco, de baixa estatura física, mas um gigante moral, temido por todos os seus subordinados. Época em que os generais mereciam elevado respeito em sua Corporação e em nossa Pátria.


Por que estou relembrando passagens de minha vida,  que permaneceram em minha memória? porque hoje cedo fui contatadp por um irmão de maçonaria, em Brasília, para me lembrar das disposições do Art. 77 da Constituição do Grande Oriente do Brasil, que define a competência privativa do Grão-Mestre Geral de nossa Federação Maçônica. Tecendo outras críticas a não intervenção política do GOB, no momento atual pelo que passa o nosso país.


Nestas cobranças que sempre me são feitas, tenho respondido que vivemos em outros tempos, e que o GOB  fundado há 203 anos atrás para lutar pela Independência do Brasil, não mais detém este poder político; que a sua grande missão foi a de lutar para construir um país independente, livre da escravatura e do absolutismo imperial. E que nos dias atuais nossa Federação Maçônica, que é a segunda instituição mais antiga, em funcionamento no Brasil, exerce outras funções tão dignas como as que exerceu no passado.


Sempre lembro do grande legado histórico que herdamos de nossos irmãos do passado, muitos exerceram a presidência do Brasil; outros tantos exerceram funções de destaque em nossa República, nos diversos setores da administração pública, particularmente no parlamento nacional.


O Grande Oriente do Brasil de hoje, que escolheu o sistema republicano de tripartição de poderes, tem jurisdição nacional, com grande capilarização em praticamente todo o território brasileiro. Conta com um contigente de filiados em torno de 80 mil obreiros e suas respectivas famílias, que resulta numa composição familiar, em torno de 320 mil habitantes nacionais. E por tudo isto, tem grandes responsabilidades perante  aos seus federados e à Nação Brasileira. Não devendo se expor como Instituição, que não mais faz parte da elite estratégica de poder, manifestando-se publicamente sobre o controverso momento nacional brasileiro. Penso eu.


Por outro lado, as nossas Potências Maçônicas instaladas no Brasil, atualmente, contam em seus quadros com obreiros de várias matizes políticas: democratas, liberais, socialistas, comunistas, fascistas, ateus, etc. Por isto fica muito difícil uma autoridade maçônica se manifestar publicamente, por iniciativa própria, contra ou a favor de determinadas situações que vêm ocorrendo em nosso país, porque pode agradar e ao mesmo tempo desagradar parcelas de seus contiguentes.

Enfim, esperamos e temos fé que haverá de chegar um momento em que o nosso país voltará a trilhar a estrada da democracia republicana, onde o equilíbiro entre os Três Poderes da nossa República seja  uma realidade de fato e de direito.



julho 29, 2025

MAÇONS QUE NÃO FREQUENTAM SUAS LOJAS - Fernando Aquino Kaleniuszca (Paraguai)


Muitas vezes ouvimos dizer que um certo Q.:I:: quem não frequenta as Reuniões é uma boa pessoa, tem espírito maçônico, mas tem muito trabalho, é muito ocupado. Nunca compartilhamos dessa forma de encarar o problema: sempre acreditamos que era uma benevolência equivocada, que era ruim para a ordem e ruim para o Irmão. É muito fácil dizer "pertenço à maçonaria" e ignorar todo o resto: o que aconteceria se todos fizéssemos a mesma coisa? E se, na hora do almoço, estivéssemos sempre assistindo TV, lendo, com os amigos ou apenas dormindo? A estes QQ.: II:: Muito boas são aquelas Lojas anêmicas, que mal preenchem os postos principais, que em meio a um tédio geral e inevitável arrastam uma vida maçônica dolorosa e lamentável.

Para ser um autêntico maçom não basta aparecer no Quadro da Loja, é preciso queimar diariamente na chama da ação e da militância.

Que interesse, que encorajamento podem sentir o Venerável Mestre e os Queridos Irmãos que frequentam regularmente?

Os muito bons destroem a base da instituição, e é sabido que a grandeza da Maçonaria está em sua base, ou seja, em seus trabalhadores, em todos nós. Assim, a Ordem não progride, não se fortifica, por isso não cumpre seu dever. Quanto ao Irmão, se não comparece, não pode vibrar conosco, não sente o ímpeto da vida da Oficina, perceptível ou não, mas real e verdadeiro.

Você pode se chamar de maçom, mas não pode ser maçom sem participar das reuniões. Mas há mais; não se pode ser maçom se não se integra ao CORPO MENTAL e ao plano espiritual da Loja. Quando o Mestre Adorável diz "Silêncio e em Loja, meus Irmãos" cria-se um corpo mental coletivo que nos envolve a todos. É então que a cadeia de união, essa cadeia de união que se aplica à parede, desce até nós, bate, humaniza-nos, liberta-nos e une-nos: liberta-nos do pó de todos os caminhos, do lastro da vida profana, das forças negativas que agem em nós mesmos e nos une num plano superior do bem. da tolerância, do desejo de superação, ou seja, nos une em nível maçônico: E essa emoção não pode ser sentida por mim ou por ninguém se estou sentado em casa, lendo, com meus amigos ou dormindo, entre outras coisas. Se não sabemos como a Oficina ou a Ordem pensa sobre determinado problema, se não nos treinamos na forja maçônica, se não aprendemos a manusear as ferramentas da vida superior, como vamos influenciar; Quem vamos influenciar?

Sempre se disse que a mesquinhez e o ressentimento que nos separam da vida profana não devem ser trazidos para cá, mas a compreensão, a tolerância, o respeito, a fraternidade que prevalecem em nossa convivência devem ser trazidos à tona. Como vamos tirar essas boas práticas se começamos por não praticá-las? Se quisermos influenciar o mundo profano, temos que frequentar as Lojas, por melhores que sejamos.

Há mais: a Ordem escolhe seus homens, educa-os, aperfeiçoa-os, transforma-os, mas esse processo não é improvisado, não é operado por milagre, não é operado pelo simples fato de estarmos em nossos registros, por melhores que sejamos. A Ordem tem esse processo perfeitamente organizado do primeiro ao último grau. Entre nós, nada responde ao acaso ou à sorte, tudo está codificado na razão e na análise. É um sistema moral e filosófico "velado pelo mistério e embelezado por símbolos", é o sistema mais perfeito, sem dúvida, que o homem criou para sua convivência, mas esse sistema não funciona com intelectuais, nomes escritos na Mesa da Loja. Não! Esse sistema funciona com homens de carne e osso e esses homens são sua arma, seu instrumento e seu triunfo: Para que esse sistema funcione é necessário ir à Loja.

Há mais: tudo o que aumenta a liberdade do homem aumenta a sua responsabilidade. A Maçonaria, para quem a compreende, aumenta a liberdade interior, ajuda a pensar, é a tarefa suprema e consequentemente aumenta e compromete a sua responsabilidade. E um dos primeiros deveres inerentes a essa parcela de responsabilidade é frequentar a Loja. Pois vale a pena perguntar, onde está a vida maçônica, o mundo maçônico que escolhemos livremente, a essência de seus ensinamentos? Estarão no escritório, na fábrica, no estúdio ou escritório profissional, ou na rua? Eles estão na Loja.

Alguém pode se dizer maçom, dizer que aparece em nossos registros, mas ninguém pode ser maçom se não viver nossa vida maçônica e para isso é essencial frequentar a Loja.

Posso resumir e sintetizar tudo o que foi dito nos seguintes termos; a finalidade além da Maçonaria, o ideal mais puro e a mais nobre ambição e, ao mesmo tempo, a tarefa mais difícil, o aperfeiçoamento do homem, o planejamento do homem, que, meu QQ.: II.:, jamais será obtido com maçons que não frequentam a Loja.



O TEMPLO DE SALOMÃO E O TEMPLO MAÇÔNICO- Denizart Silveira de Oliveira Filho


 

julho 28, 2025

A BUSCA DE REVOLUÇÃO - Charles Boller

 



A iniciação é fundamental para a continuação da Maçonaria, porém a escolha de novos exige responsabilidade. Para ser maçom não basta ser livre e de bons costumes, amigo, bom esposo e pai. 

Exige-se do candidato inteligência e discernimento para absorver as filosofias e doutrinas maçônicas para si, agregados à capacidade de espargir a luz deste conhecimento aos outros.

Busca-se pessoa que: 

•  crê em Deus e numa vida futura; 

• seja sociável, honesta, livre e de bons costumes; 

• possua comportamento moral ilibado; 

• reconheça a importância dos valores; 

• traga dentro de si bons costumes adquiridos da educação; 

• busca incessante evolução; 

• seja estudante dedicado; 

• entenda o conceito de liberdade responsável; 

• tenha pensamento aberto; 

• respeite o pensamento do outro; 

• possua boa vida familiar; 

• disponha de recursos financeiros para despesas pecuniárias na instituição; 

• possua ilibado comportamento, apto, disposto a lutar pelo bem estar da humanidade.

Para entrar na Maçonaria há necessidade que alguém represente o cidadão, que conheça suas qualidades e esteja apto a julgar se o convite é viável.

Confirmadas as qualidades do candidato acontece o convite. 

Só depois de certificar merecimento faculta-se ao cidadão pedir adesão.

Viver de acordo e em plenitude com a filosofia maçônica é de difícil alcance. 

O maçom já existe dentro do candidato, o que se faz é encontrá-lo e iniciá-lo.

Não está fácil encontrar homem voluntarioso para trabalhar pela evolução da humanidade. 

É árduo o procedimento de convidar alguém que demonstre o conjunto de características desejadas. 

Não apenas atuante na filantropia, mas de forma comprometida e proativa engajar-se na luta para a solução de problemas da humanidade; alguém ciente da necessidade de melhorar sua educação; dotado de humildade e energia para efetuar mudanças em si mesmo. 

O candidato deve possuir boas características antes de entrar; *a Maçonaria não é reformatório!* 

Considerando a importância da questão para continuidade da Maçonaria cabe ao mestre maçom debater o tema da escolha de novos junto a seus irmãos e sob a luz da sabedoria do Grande Arquiteto do Universo.


A GLÂNDULA TIMO - Heitor Rodrigues Freire


O corpo humano em sua perfeição original tem sido fonte de estudo e de aprendizado constante em minha vida. Quando penso que já conheço muito, me surpreendo com algo que não tinha merecido minha atenção até então. Refiro-me ao esterno, que entre outras qualidades serve também de proteção à glândula timo.

O esterno é um osso chato com o formato da letra T em maiúscula, localizado na parte anterior do tórax. O esterno serve para sustentação das costelas e da clavícula, formando a caixa torácica, onde ficam protegidos o pulmão, coração, timo e os grandes vasos (aorta, veia cava, artérias e veias pulmonares). O esterno, bem como toda a caixa torácica e a musculatura, tem papel fundamental no processo respiratório, auxiliando os movimentos de inspiração e expiração.

Isso tudo do ponto de vista físico. Acontece que o esterno tem também um significado simbólico e esotérico que poucos alcançam.

O osso esterno tem o formato do Tau, que é um símbolo esotérico de grande importância. O Tau é a última letra do alfabeto hebraico, e é citado com valor simbólico no Antigo Testamento, no Livro de Ezequiel: “O Senhor disse: passa em meio à cidade, em meio a Jerusalém e marca um Tau na fronte dos homens que suspiram e choram…” (Ez 9,4). O Tau é o sinal que, colocado na fronte do povo de Israel, os salvou do extermínio no tempo de libertação do Egito antigo.

Essas informações servem para introdução ao nosso tema de hoje, que é a glândula timo.

O timo (do grego *thýmos* = energia vital) é um órgão piramidal formado por dois lóbulos, localizado no interior da cavidade torácica abrigado pelo esterno. Numa outra versão, a palavra timo tem origem do grego *thúmon*, que significa alma, espírito, coração, emoção, afetividade.

O timo é uma glândula essencial do sistema imunológico, desempenhando um papel crucial na maturação das células de defesa do organismo, e também está associada ao chacra do coração.

Rafael Oliveira Rezende, médico pós-doutorado em imunologia e genômica pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, explica que o sistema imunológico é composto por uma variedade de células, tecidos e moléculas que trabalham com a glândula timo para proteger o corpo contra agentes externos, conhecidos como patógenos. Esses agentes utilizam diversas estratégias para invadir o nosso organismo.

“As células de defesa, em sua maioria, são produzidas na medula óssea, um tecido localizado dentro de certos ossos. O nome ‘medula óssea’ se deve à sua presença nesses ossos importantes. Após serem produzidas, essas células imaturas são encaminhadas para o timo, onde ocorrem processos de maturação. Essa maturação permite que as células de defesa se desenvolvam e se tornem ativas conforme o organismo necessita”, escreveu o dr. Rezende.

Um estudo recente demonstrou a importância da glândula timo para o corpo humano. Em 2023, um artigo publicado pelo periódico *New England Journal of Medicine* mostrou que a glândula timo pode ajudar a prevenir o câncer e doenças autoimunes, desempenhando um papel crucial na regulação do sistema imunológico.

Depois que o corpo humano atinge o crescimento, a glândula timo permanece de forma passiva; ela está associada ao poder da intenção, da coragem e da autoafirmação. Para acioná-la e mantê-la ativa deve-se bater nela com a mão fechada, durante alguns minutos, produzindo uma ressonância muito positiva. Essa prática, se for diária, ativará a vitalidade, a alegria de viver e a jovialidade, além da imunidade. Por isso, tanta gente sem saber disso bate no peito diante de uma vitória, ou toca esse ponto para afirmação de sua identidade. Tarzan batia com as duas mãos. Os mais antigos vão se lembrar.

A glândula timo tem chamado a atenção dos adeptos de meditação e outras práticas em prol do bem-estar. Dessa maneira, localizada perto do coração, dizem que ela abriga a alma e até carrega a fama de “glândula da felicidade”, com o poder de soltar tensões e sentimentos reprimidos.

O professor Wilson Savino, cientista brasileiro da Fiocruz, estuda a glândula timo há mais de 30 anos e tem publicado suas conclusões, demonstrando a importância do timo para o nosso organismo.

Sugiro a todos que experimentem ativar o timo para estimular a vitalidade diária de que necessitamos, além de experimentar alegria constante e obter cada vez mais imunidade. 


julho 27, 2025

CAMINHO ETERNAL - Adilson Zotovici


Algo a ser considerado

Quando segues o caminho

Não te entregues pois sozinho

Vez que és iniciado

Se tua pedra em desalinho

À tua escultura interna

Com tua postura cultural

Luz verdadeira, teu fanal

Com alvura obra superna

Por sobranceira Arte Real


De maço municiado

Com cinzel, devagarinho,

Passo a passo em alinho

Em compasso nivelado

Esquadrejado e certinho

Se moda antiga ou moderna

Como instiga o ritual

Com tua marca filosofal

Que te guia e te governa

E que demarca teu astral


Esse caminho encantado

Se levado com carinho

Livrar-te-á dum espinho

De aprendiz ao mestrado

Que feliz e eu sublinho

Ao saíste da caverna

À expansão transcendental

Neste caminho sem final

Que assumiste união fraterna

Que à perfeição...é eternal  !




A MAÇONARIA, MITOS E FATOS - Luiz Vitório Cichosky

 





EU, PEDRA BRUTA QUE SOU - Nuno Raimundo

 


Um dos vários motivos que me levaram a “bater à porta” do Templo e entrar na Maçonaria, e o mais importante (disso tenho a certeza!) foi o de, precisamente, poder “desbastar a minha pedra bruta”.

Pedra Bruta essa que não é uma capa ou camada rochosa que sirva de sustentação para a minha pele ou corpo; mas antes sim, uma capa que envolve a minha Alma.

Essa Pedra Bruta a ser (e que quer ser!!!) lapidada sou EU!!!

Não que eu tenha imperfeições ou quaisquer defeito no meu corpo. Nada disso!!!

Tenho antes, algumas imperfeições na Alma. Imperfeições essas que me impedem de ser um Homem Bom, Justo e Perfeito.

São vícios, são vontades e paixões a combater, muitos “Eus” e poucos “Outros”, que me impedem de ser alguém melhor do que aquilo que sou na realidade.

E são estas arestas defeituosas que eu quero desbastar, partir, extirpar de Mim.

A Pedra Bruta em si, simboliza a Imperfeição do Homem comum, com os seus vários defeitos. 

E é o seu trabalho, o seu desbastar, o seu polir, que importa refletir.

Quais as ações a tomar, quais as ferramentas a ser usadas. 

Essas sim, são as tarefas de quem quer polir a sua pedra bruta.

Quando na cerimónia da minha Iniciação segurei as ferramentas de Aprendiz e dei as  pancadas rituais na Pedra Bruta, senti naquele momento que algo em mim estava a mudar, senti que algo mudava para melhor. 

Senti que naquele momento aquela pedra era eu, e reparei que ainda tinha muito trabalho pela frente. 

Pois aquela pedra bruta, com as faces “mal amanhadas” como se usa dizer, em nada se parecia com a Pedra Cúbica e Perfeita que tanto almejo em me tornar.

E sei que só cultivando a prática do Bem, da Solidariedade bem como da Caridade, do cultivo da Fraternidade, Tolerância e Respeito pelo próximo, com uma enorme disciplina e vontade de aprender; somente dessa forma me poderei tornar numa Pedra Polida, e deixar de ser esta pedra tosca e feia que hoje sou.

Não sei se algum dia terei as minhas faces tão polidas e serei tão perfeito como a pedra “polida” que se encontra no interior do Templo; mas uma coisa tenho eu bem por certa, é que não me cansarei de usar o malho e o cinzel, por mais que as “mãos me doam” ou que os “calos me incomodem”, até que a minha forma se assemelhe a ela. 

E quando chegar esse dia, poderei pousar e guardar finalmente as minhas ferramentas e então, poderei partir contente e satisfeito, pois pouco terei mais a fazer…


FUI FELIZ E NÃO SABIA - Joba de Oliveira Castro


SE VOCÊ,

Já foi um "pão" e conheceu um "broto". 

Teve um anel "brucutu". 

Foi a um baile de "garagem" com luz negra. Usou um "Vulcabrás" ou "Passo Doble". 

Teve uma "Sharp", "Telefunken", "Colorado RQ", ou "Philips". 

Teve um jogo de botão de galalite. 

Teve um toca-fitas Roadstar ou TKR cara preta.  

Sabe quem foi Teixeirinha e Valdick Soriano. Cantava "Only Youuuu". 

Curtia "National Kid" e "Ultraman". Assistiu aos "Reis do IÉ, IÉ, IÉ".

Teve uma blusa cacharrel de gola rolê.

Usou perfume "Lancaster", "Azzaro" e brilhantina Glostora. 

Dirigiu Fusca, Chevette, Brasília, TL Corcel, Opala, SP2, Karmanghia ou Maverick.

Sabe quem foi Denner,  Clodovil, Blota Jr. , J Silvestre, Chacrinha e Flavio Cavalcanti. Assistiu Wilson Simonal e Jair Rodrigues na TV. 

Assistia Ted Boy Marino no tele Catch.

Assistiu a seleção ao vivo na Copa de 70. Leu "Intervalo”, “Cruzeiro", "Manchete", "Realidade" e “Seleções”. 

Sabe o que é matiné. 

Assistiu filmes de Roy Rogers, Durango Kid, Flash Gordon e o seriado de Fumanchu no cinema.    

Curtiu o seriado de "Zorro e Tonto", "Bat Masterson"  "Ivanhoe" e "Daniel Boone". 

Viu "Perdidos no Espaço", "Túnel do Tempo" e "Terra de Gigantes".

Adorava "Rin Tin Tin" e o "Lobo" do "Vigilante Rodoviário". 

Gostava de "Jonny Quest", "Speed Racer" e "Tin Tin". 

Não perdia um capítulo de "O Bem Amado". Viu sua mãe usar "Rinso". 

Mascou chicletes "Adams" e "Ping Pong".

Curtia as músicas de "Tom Jones". Viveu a febre dos jeans "Lee" e "Levi's". 

Torceu nos festivais de MPB da Record ou assistia à "Jovem Guarda". 

Ouviu os cantores Altemar Dutra e Nelson Gonçalves. 

Usou calça "boca de sino" e "paletó com ombreira".

Viu, ao vivo, o homem pisar na lua. 

Brincou descalço na rua, de "amarelinha", "esconde-esconde", "polícia e ladrão" e "queimada". 

Jogou com bola de meia e capotão. 

Desceu ladeira abaixo com carrinho de rolimã. 

Fez compras na Sloper, Mesbla, Bemoreira e nas Lojas Brasileiras. 

Andou de Jeep kandango, Rural Willys, Vemaguet ou Gordini. 

Andou de bonde. 

Usou conga,  bamba ou "Kichute". 

Trocou gibis na frente do cinema. 

Saboreou Drops Dulcora, Pirulito Zorro e Ki-Bamba, a combinação perfeita de chocolate e mashmelow.

Tomou Grapette, Crush e Miranda. 

Assistia o canal 100. 

Andou de Simca  Chambord, Aero Willys e Impala hidramático.

Conheceu o caminhão Fenemê e Studbaker.

Fez tanque de cimento para criar peixes. Limpou terreno baldio para jogar bola. Destopou a unha do dedão jogando bola em terreno baldio. 

Tomou Biotonico Fontoura e Emulsão Scott. 

Bebeu Cuba Libre. 

Usou calça Topeka e US Top. 

Comeu quebra queixo. Tomou sorvete daquelas máquinas com frascos de vidro.

Então, meu amigo com certeza você foi muito feliz. 🤣🤣🤣