outubro 12, 2025

SOIS MAÇOM ? - Joab Nascimento


I

Não precisa espalhar,

E nem dizer pra ninguém,

Que você é um maçom,

E vive fazendo o bem,

Mostre pelas suas virtudes,

Demonstre nas atitudes,

O melhor que você tem.

II

Por meio de suas palavras,

Ninguém precisa saber,

Faça com a mão direita, 

O que a esquerda não ver,

Todo bem é dadivoso,

Deve ser silencioso,

Pra aquele que merecer.

III

Quando a pergunta é feita,

Dentro do seu ritual,

A resposta em seguida,

Segue o padrão normal,

Meus irmãos a cada dia,

Dentro da maçonaria,

Reconhecem como tal.

IV

Isso demonstra pra todos,

Como devemos agir,

Para ser reconhecido,

Não precisa se exibir,

Sempre haja com discrição,

Pois o verdadeiro irmão,

Logo alguém vai distinguir.

V

Um verdadeiro maçom,

Age com fraternidade,

Com nobreza de caráter,

Mantendo a

integridade,

Buscando aperfeiçoamento,

Para o seu melhoramento,

Sempre dentro da verdade.

VI

Praticando sempre o bem,

Sem fazer divulgação,

O maçom vai lapidando,

O seu bruto coração,

Controlando a vaidade,

Não querer mais falsidade,

Nem fazer propagação.

VII

É respeitador das leis,

E um cidadão honrado,

Contribui pra sociedade,

E pro seu país amado,

Valoriza a igualdade,

Preza sua moralidade,

É um homem respeitado.

VIII

O verdadeiro maçom,

Prega solidariedade,

Age com amparo ao próximo,

Promovendo amizade,

Sentindo até suas dores,

Suas angústias e temores,

Fazendo fraternidade.

IX

O bom maçom só demonstra,

Comportamento impecável,

Integridade moral,

Por todos, incontestável,

Honesto com seus valores,

Coerente em seus pendores,

Com atitude imutável.

X

Bom maçom não se envaidece,

Não propaga qualidade,

Na loja não busca cargo,

Pra conter sua vaidade,

Não se apega a posições,

Desempenha suas funções,

Na maior simplicidade.

XI

Bom maçom busca o progresso,

Moral e individual,

Para si e para os outros,

Com o seu potencial,

Ensinando e aprendendo,

Às arestas refazendo,

Combatendo o próprio mal.

XII

Ele é nobre na vitória,

E sereno na derrota,

Controlando seus impulsos,

Segue firme em sua rota,

Superando suas fraquezas,

Anulando às suas proezas,

Vai recolhendo sua cota.

XIII

Ele realiza o bem,

Como um dever natural,

Será sempre um prazer,

Sobrepor o bem do mal,

O seu valor é julgado,

Pelo que foi praticado,

De maneira intencional.

XIV

Compromisso com a Ordem,

Com muita dedicação,

Estudando seus princípios,

Fazendo assimilação,

Dos costumes e valores,

Dissipando dissabores,

Com destino a evolução.

XV

O que se'espera de'um Maçom!

Os exemplos de virtude:

Ser exemplo de conduta,

Lealdade na atitude,

Os seus valores morais,

Nas camadas sociais,

Em toda sua plenitude.

XVI

O bom maçom valoriza,

O respeito e igualdade,

Sem distinção de riqueza,

No meio da sociedade,

Trata todo mundo igual,

Procura ser cordial,

Oferecendo amizade.

XVII

O verdadeiro maçom,

Logo que recebe a luz,

Renasce pra nova vida,

Nova esperança produz,

Já começa a desbastar,

Sua pedra, pra melhorar,

O seu eu, que ele

conduz.

XVIII

Trabalhando todo dia,

Sem ter hora pra parar,

Do meio dia a meia noite,

Pra poder se lapidar,

Tornará-se homem bom,

Um verdadeiro maçom,

Todos irão lhe chamar.

XIX

Para haver transformação,

É preciso haver mudança,

Mudança de atitude,

Se desprender de pujança,

Só assim vai encontrar,

Motivos pra melhorar,

Trazendo nova esperança.

XX

Agindo dessa maneira,

A irmandade agradece,

Não precisa propagar,

Todo bem, logo aparece,

Quando alguém lhe perguntar,

Você pode respostar,

Como tal me reconhece.



O FUTURO DA MAÇONARIA ESTÁ NA MELHORIA DO TEMPO DE ESTUDO - Cledson Cardoso

Uma palestra muito  importante que remete a necessidade de se repensar algumas atitudes na Ordem.




O QUE É O SUCESSO - Jorge Gonçalves




O irmão Jorge Gonçalves, um maçom muito bem sucedido em todos os sentidos, pessoal, profissional e maçônico, nos presenteia com uma mensagem de Bessie Anderson Stanley, que faz refletir a respeito do que é sucesso.

Rir muito e com frequência; 

ganhar o respeito de pessoas inteligentes e o afeto das crianças; 

merecer a consideração de críticos honestos e suportar a traição de falsos amigos; 

apreciar a beleza; 

encontrar o melhor nos outros; 

deixar o mundo um pouco melhor, seja por uma saudável criança, um canteiro de jardim ou uma redimida condição social; 

saber que ao menos uma vida respirou mais fácil porque você viveu.

Isso é ter tido sucesso.

Bessie Anderson Stanley

outubro 11, 2025

AO MESTRE, COM CARINHO - Jorge Gonçalves


Em 1967, o mundo conheceu o inesquecível engenheiro interpretado por Sidney Poitier no filme Ao Mestre, com Carinho, exibido muitas vezes na televisão brasileira. A história retrata um homem negro que, ao lecionar para jovens rebeldes, descobre que ensinar é mais do que transmitir conhecimento, é acreditar no potencial humano mesmo quando o próprio ser humano duvida de si.

Se você está lendo este convite, é porque, em algum momento da sua vida, um professor acreditou em você.

*No dia 14 de outubro*, véspera do Dia do Professor, vamos homenagear todos aqueles que contribuíram com nossa formação.

O evento contará com a presença do *Irmão Domingos Pascoal*, filósofo, escritor e professor, autor de obras voltadas ao humanismo e à transformação pessoal, fundador de mais de 58 academias literárias em Sergipe e membro da Academia Sergipana de Letras, onde ocupa a Cadeira 17.

Convidamos você, meu Irmão, para esta celebração especial em *homenagem ao Dia do Professor*.

A ROMARIA DOS NOSSOS DIAS - Newton Agrella


Impressionante como a grande maioria do nosso povo, independente de sua condição social, faz da fé, seu instrumento de vida.

Nesses dias que precedem as comemorações de N.S. APARECIDA, a inefável padroeira nacional, as romarias que se formam, com milhares de pessoas caminhando convictas, munidas de terços, imagens e de todo e qualquer item, que de algum modo remetam ao agradecimento por  um milagre alcançado ou na esperança de um milagre que possa acontecer, criam uma atmosfera de densa emoção, que demonstram o quanto a alma, na grande maioria das vezes fala mais alto que a própria razão.

Desde um renomado médico a um singelo trabalhador do campo, a fé não escolhe cor, idade, raça ou seja lá o que for.

Ela simplesmente brota do peito, sustenta o coração e se torna um laço inquebrantável entre o ser humano e a divindade.

Nessa romaria sob sol, vento ou chuva, os passos se mostram firmes e absolutos com o claro objetivo de chegar a Aparecida.

Mesmo diante de tropeços e percalços a caminhada prossegue. 

É gente de tudo quanto é canto do país...

Os romeiros cantam, oram, riem e choram, porém entretidos na fé inabalável que os conduz.

O brasileiro enxerga a fé, como a materialização de sí mesmo, apesar de tantos revezes, vicissutudes e sofrimentos que a maior parcela de nosso povo carrega consigo.

É um sorriso cansado ao repórter diante da tela da tv, um agradecimento a Deus pela vida que tem, e uma esperança desmedida que nenhuma lógica é capaz de explicar...

Os faróis dos carros ao longo da Dutra não são impeditivos para que a marcha prossiga...

Não há obstáculo que não possa ser vencido.

A maior nação cristã das Américas, não se faz de rogada...

Cuidado aí !!!

Carro no acostamento.

Melhor ir devagar, em fila indiana, falando em voz baixa...e conversando com Deus...

Afinal, tudo isso é um exercício de entrega e devoção, em que a busca pelo milagre, pela transformação e pela revelação desconhece limites.

outubro 10, 2025

DISTÂNCIA DELE - Adilson Zotovici


Distância dele se vaticina !

Daquele ser rude, intrigante,

Que se ilude que a todos domina

Com sua língua ferina, faiscante


Qual fustiga ter própria doutrina

E que a siga todo semelhante

Quando sua vaidade descortina

E a sua humildade distante


A soberba precede a ruína

Da Arrogância à queda...um instante (*)  

Solidão em constância sua sina 


Além de tudo, deselegante 

A dono da verdade se inclina  

Não mais, nem menos...que o Arrogante !


  (*)  Provérbios 16:18-28 “ 




O LEGADO MAÇÔNICO - Newton Agrella

 



Quando a religião, o sectarismo, as repetidas passagens bíblicas e o nome de Deus são tão recorrentemente citados nos grupos sociais, pretensamente maçônicos, é sinal de que alguma coisa anda errada.

Afinal de contas, a Maçonaria Especulativa nos oferece ferramentas para pensar, para elaborar ideias, estudar e investir em nossa  capacidade intelectual de modo que possamos aprimorar o nosso nível de consciência crítica, bem como de nossa própria evolução da condição humana, e possamos compreender e explorar toda a nossa capacidade cognitiva, sem que nos tornemos meros agentes passivos do Dogmatismo.

Não é tão difícil entender que a Maçonaria se pauta por um caráter eminentemente "filosófico" que impõe aos seus obreiros a se valerem de Símbolos e de Alegorias para compreender a relação do Homem com o Universo, especialmente através de seus atributos hominais e antropocêntricos, aliados à suas naturais disposições anímicas.

Ainda que o reconhecimento da existência de DEUS seja uma prerrogativa de inteligência como um paradigma de nossa origem, e como uma condição para que sejamos admitidos na Sublime Ordem, isto não significa que o Maçom precise afirmar, reafirmar e proclamar aos quatro ventos seu instrumento de fé a cada pouco.

Há um arsenal desmedido de temas e assuntos, a serem estudados na Maçonaria, que não parece lógico debruçar-se a cada pouco, sobre temas transcendentais, metafísicos e sobretudo divinais, cujo ambiente condizente são os incontáveis Templos Religiosos de todos os tipos, onde promessas de Revelação, Curas, Alívio da Alma e Amortecedores para diminuir os sofrimentos e vicissitudes estão de portas abertas em todos os lugares.

É inequívoco que o exercício permanente do raciocínio, do intelecto e da especulação tornam o ser humano mais aquiescente para a compreensão de sua existência na busca infinita da Verdade.

Neste caso, leia-se Verdade, como sinônimo de Conhecimento.



QUANDO A VAIDADE ROMPE A FRATERNIDADE - Bruno Lins de Arruda




Alguns irmãos, que um dia ergueram o mesmo Templo, hoje se encaram como rivais.

O que mudou não foi o ideal — foi o espelho onde cada um se olha.”

Reflitamos:

Antes dos pleitos, multiplicam-se processos, acusações e disputas.

É natural: o poder desperta paixões.

Mas o que mais entristece não é o embate entre adversários — é a ruptura entre irmãos que um dia caminharam juntos, unidos por sonhos e ideais.

A vaidade é sutil: entra como zelo, fala como justiça, mas age como orgulho.

E quando ela se instala, o Templo deixa de ser um espaço de Luz e torna-se campo de guerra silenciosa.

O verdadeiro maçom não busca vencer irmãos — busca vencer a si mesmo.

Porque toda eleição é apenas uma prova: entre o ego e a consciência, entre o orgulho e o dever.

Quem vence uma eleição e perde a fraternidade, nada venceu.”

Mantenhamos o coração sobre o Esquadro e o Compasso.












A CAMINHADA DO MAÇOM - Jorge Souza




Sei que minha caminhada tem um destino e um sentido, por isto devo medir meus passos, devo prestar atenção no que faço e no que fazem os que por mim também passam ou pelos quais passo eu...

Que eu não me iluda com o ânimo e o vigor dos primeiros trechos, porque chegará o dia em que os pés não terão tanta força e se ferirão no caminho, cansando-se mais cedo... Todavia, quando o cansaço houver chegado, que eu não me desespere e acredite que ainda terei forças para continuar, principalmente, quando houver quem me auxilie...

É oportuno que em meus sorrisos eu me lembre de que existem os que choram e, assim, que meu sorriso não ofenda os que sofrem. Por outro lado, quando chegar a minha vez de chorar, que eu não me deixe dominar pela desesperança, mas que eu entenda o sentido do sofrimento que me nivela, que me iguala, que torna todos os homens iguais...

Bota nos pés e chapéu na cabeça e, assim não temer o vento e o frio, a chuva e o tempo, que não me considere melhor do que aqueles que ficarão para trás, porque pode vir o dia em que nada mais terei para a jornada e aqueles que ultrapassei na caminhada me alcançarão e também poderão, como eu fiz, nada de fato fazerem por mim, que ficarei no caminho sem concluí-lo...

Quando o dia brilhar que eu tenha vontade de ver a noite em que a caminhada será mais fácil e amena, porém quando for noite e a escuridão tornar mais difícil à chegada, que eu saiba esperar o dia como a aurora o espera, que eu saiba esperar o calor como Bênção...

Que eu perceba que sozinho a caminhada pode ser mais rápida, mas que é mais vazia...

Quando eu tiver sede que encontre a fonte no caminho e quando me perder que eu ache a indicação, o sentido...Que eu não siga os que se desviam. Mas e principalmente, que ninguém se desvie seguindo os meus passos...

Que a pressa em chegar não me afaste da alegria de ver as flores à beira do caminho, que eu não perturbe a caminhada de ninguém, e que perceba, que se seguir faz bem, às vezes é preciso ter-se a bravura de retornar, de recomeçar e tomar outra direção...

Que eu não caminhe sem rumo, que eu não me perca nas encruzilhadas, tampouco não tema os que assaltam e os que embuçam, mas que eu vá onde devo ir. E, se eu cair no meio do caminho, que fique a lembrança de minha queda para impedir que outros caiam no mesmo abismo...

Que eu chegue sim, mas ainda mais importante é que eu faça chegar quem me perguntar, me pedir conselho e, acima de tudo, que continuem a me seguir, apoiando em mim, porque Maçom, meus irmãos como tal me reconhecem.

Eu Sou o que Sou,

Eu Sou a Sua manifestação Divina,

Eu Sou,



outubro 09, 2025

ARLS CAVALEIROS TEMPLARIOS DE PRAIA GRANDE 455


A convite do irmão Clodoaldo Maffei participei na noite de ontem de uma sessão de iniciação na ARLS Cavaleiros Templários de Praia Grande n. 455, Loja recentemente fundada e filiada ao Grande Oriente Paulista.

Conduzida com calma e cuidado ritualístico pelo Venerável Mestre Henrique Ruiz Poyatos Filho, e com a presença de um grande número de convidados de diversas Lojas e cidades a sessão, como sempre acontece em iniciações foi emocionante.

Estiveram presentes representantes da GLESP, do GOB e também o Delegado da 55a Região do GOP irmão Julio Seikio Zakime.

A solenidade foi encerrada com um delicioso jantar e aproveito para agradecer ao irmão Arruda, de Itanhaém, pela carona.


O QUE É FILOSOSFISMO - Kennyo Ismail



Constantemente escutamos os Irmãos se referindo aos Graus Superiores dos Ritos como “filosofismo”. Muitos autores maçônicos brasileiros costumam fazer a divisão dos graus maçônicos entre “Simbolismo” e “Filosofismo”, entre eles, Rizzardo da Camino e uma infinidade de Grandes Inspetores Gerais da Ordem. Outros poucos maçons estudiosos dizem que essa palavra, filosofismo, simplesmente não existe. Que teria sido inventada no seio da Maçonaria.

Ambos estão errados.

A palavra existe e, em poucas palavras, significa “falsa filosofia”. Gabriel Perissé (2008), Doutor em Educação pela USP, escreveu que “filosofismo é a filosofia que virou jogada, pretexto, mania, suborno, insulto. O filosofista finge que pensa…”. Já no Dicionário UNESP do Português Contemporâneo, organizado por Francisco Borba (2004), filosofismo é “ostentação exagerada de princípios e conceitos filosóficos; uso de considerações filosóficas onde elas não têm cabimento; filosofia sem fundamento.”

Fica claro que a maçonaria brasileira, de forma geral, tem usado o termo de modo totalmente equivocado. Estamos com isso nos auto-intitulando de “falsos pensadores”, enquanto que nossos Ritos são sistemas completos de ensinamentos morais e espirituais, todos comprometidos com a busca da Verdade.

O termo filosofismo surgiu em nossa Sublime Ordem da generalização de que os Graus Superiores do REAA, do 04º ao 33º, são “Graus Filosóficos”. Com base nisso, chamam os Graus Simbólicos de “simbolismo maçônico” e os conhecidos como Graus Filosóficos acabaram sendo chamados de “filosofismo maçônico”. Mas esse é outro grande equívoco cometido pelos Irmãos, por influência dos pseudo-sábios de nossa instituição. Na verdade, apenas os graus 19º a 30º do Rito Escocês são considerados filosóficos. A divisão correta dos graus do REAA se dá da seguinte forma:

01º a 03º – Graus Simbólicos

04º a 14º – Graus Inefáveis

15º ao 18º – Graus Capitulares

19º a 30º – Graus Filosóficos

31º a 33º – Graus Administrativos

Na próxima vez que você se referir de forma abrangente aos graus que não compõem a Maçonaria Simbólica, ou seja, os graus posteriores ao grau de Mestre Maçom, use o termo “Graus Superiores”. Independente se são filosóficos, capitulares, crípticos, administrativos ou de cavalaria, essa é a melhor expressão para tratar desses graus em praticamente todos os Ritos Maçônicos. A única exceção é observada no sistema maçônico da Inglaterra, em que os graus posteriores ao de Mestre Maçom são considerados “paralelos”, e não superiores, visto ser um sistema não-sequencial.

Portanto, mesmo que esteja se referindo apenas aos Graus Filosóficos do REAA (19º ao 30º), não utilize o termo “filosofismo”. Abolindo o uso do termo “filosofismo” na Maçonaria, você estará ajudando a evitar a difamação da nossa Sublime Ordem, mesmo quando praticada por ignorância de seus próprios membros.

O ÁGAPE - Rui Bandeira



O ágape é a refeição que os maçons partilham logo após (de preferência) ou imediatamente antes (se assim tiver de ser) de uma reunião de Loja. É considerado a extensão dos trabalhos da Loja. Destina-se a aprofundar os laços de amizade e fraternidade entre os elementos que compõem a Loja e a debater assuntos de interesse comum, num ambiente mais descontraído e informal do que os trabalhos rituais.

Em termos de formalismo, pode ser ritual, formal com libações ou informal.

O ágape ritual processa-se com a execução de um ritual próprio, similar ao ritual dos trabalhos em Loja, com abertura, encerramento e outros momentos próprios do trabalho em Loja.

Este tipo de ágape só ocasionalmente ocorre. As condições logísticas, temporais e anímicas necessárias para um ágape deste tipo são estritas e de difícil verificação. Para garantir a sua simultânea existência, é necessário que a Loja antecipadamente deseje, programe e organize um ágape desse género. 

É necessário garantir um espaço adequado, exclusivamente destinado aos intervenientes no ágape. Estes terão, obrigatoriamente, de ser maçons, não sendo admitida a presença, ainda que ocasional ou por curto período, de profanos. Isto implica que o ágape decorra, ou nas instalações da Loja, ou em local cedido para acesso reservado exclusivamente para os maçons participantes. Implica também que os mantimentos a consumir sejam preparados pelos próprios maçons, na hora ou pouco antes, ou que sejam encomendados e recebidos já preparados antes de se iniciar o ágape. Implica a disponibilidade de todo o equipamento necessário para uma refeição de um considerável número de comensais: mesa de tamanho adequado, cadeiras, toalhas, pratos, copos, talheres, guardanapos, etc.. Implica prévia organização de como decorre o repasto: quem faz o quê, quando e como. Enfim, não é prático nem fácil organizar rotineiramente – e que, portanto, só ocorre extraordinariamente, seja para celebrar algo, seja para permitir aos seus participantes a experiência de um ágape inteiramente ritual.

Acresce ainda que, saídos de uma reunião com ritual, não apetece propriamente passar a uma refeição… igualmente ritual, com óbvia proscrição da informalidade e diminuição da descontração…

O Antigo Grão-Mestre e Grão-Mestre ad vitam da G.·. L.·. L.·. P.·./G.·. L.·. R.·. P.·. Luís Nandin de Carvalho elaborou, em 2002, adaptado de vários rituais de tradição oral, portugueses e franceses, um ritual de ágape que, segundo creio, nunca chegou a ser formalmente adotado pela Obediência, mas que é detido por várias Lojas, que o poderão, quando desejarem, executar.

O ágape formal com libações não é ritualizado, exceto quanto a estas, mas seguem-se tradicionalmente algumas regras, designadamente quanto à posição na mesa do Venerável Mestre (e, quando possível, também dos Vigilantes), quanto à invocação inicial e mais um ou outro aspecto, variável de Loja para Loja. As libações, isto é, os brindes, são obrigatoriamente no mínimo de sete e ocorrem segundo uma ordem determinada. Este tipo de ágape pode ocorrer apenas com a presença de maçons ou também como ágape branco, isto é, com a presença de profanos.

Finalmente, o ágape absolutamente informal destina-se essencialmente ao convívio. Não ocorrem libações. É o ágape possível quando apenas se tem disponível um local público, não exclusivamente utilizado pelos maçons presentes.

Havendo condições para tal (local e tempo), pode e deve providenciar-se para que, integrado no ágape, ocorra um debate sobre qualquer tema, maçónico ou profano, ou a apresentação de uma prancha, igualmente de cariz maçónico ou profano. Obviamente que o debate ou apresentação de tema de cariz maçónico só ocorre em ágapes em que estão exclusivamente presentes maçons. Já os debates ou apresentações de temas profanos podem ocorrer em ágapes de maçons ou ágapes brancos.

Podem ser convidados profanos a proferir uma comunicação ou a intervir num debate, em ágape branco, em regra sobre temas profanos da especialidade do convidado. Pode também ocorrer que esse convidado, profano, conferencie sobre um tema de interesse maçónico – do ponto de vista do profano.

As intervenções são abertas a todos – isto é, não vigora a regra do silêncio de Aprendizes e Companheiros. O ágape funciona, assim, como meio importante da integração dos Aprendizes na Loja e reforço dessa integração, quanto aos Companheiros.


outubro 08, 2025

CALENDÁRIOS E O SIGNIFICADO DOS NOMES DOS MESES





    Calendário Juliano - O primitivo ano romano compunha-se de 10 meses com 304 dias, ou, segundo Plutarco, 10 meses com 360 dias e tinha início no mês de março. Numa estabeleceu o ano lunar de 12 meses desiguais, com 355 dias, mas não sendo esse ano exato foram se dando modificações, até que Júlio César, no ano 46 a.C. encarregou o matemático egípcio Sosigenes de organizar o novo calendário, fixando a duração do ano em 365 dias e 6 horas, as quais de 4 em 4 anos constituiriam um dia suplementar, colocado em fevereiro. 
    
Calendário Gregoriano - O ano de 365 dias e 6 horas, porém, estava também errado, porque o excedente de 365 dias não era realmente de 6 horas, mas 5 horas, 48 minutos e 50 segundos. Essa diferença produzira, ao tempo do Papa Gregório XIII, 10 dias. Para acertar o calendário, Gregório XIII, a conselho do astrônomo Lélio, ordenou que em 1582, de 5 se passasse para 15 de outubro, e para evitar que o erro fosse repetido no futuro, determinou que os anos seculares de 1.700 em diante, que seriam bissextos pelo calendário Juliano, não o fossem todos, porém o ultimo de cada grupo de 4. Por isso 1.700, 1.800 e 1.900 não foram bissextos, mas 2.000 foi. Esta reforma foi aceita pelos povos ditos “civilizados”,  com exceção dos Russos e Gregos, os quais por esse motivo ficaram atrasados de nós 13 dias.

Janeiro: Jano, deus romano das portas, passagens, inícios e fins.

Fevereiro: Februus, deus etrusco da morte; Februarius (mensis), “Mês da purificação” em latim, parece ser uma palavra de origem sabina e o último mês do calendário romano anterior a 45 a. C.. Relacionado com a palavra “febre”.

Março: Marte, deus romano da guerra.

Abril: É o quarto mês do calendário gregoriano e tem 30 dias. O seu nome deriva do latim Aprilis, que significa abrir, numa referência à germinação das culturas. Outra hipótese sugere que Abril seja derivado de Aprus, o nome etrusco de Vénus, deusa do amor e da paixão.

Maio: Maia Maiestas, deusa romana.

Junho: Juno, deusa romana, esposa do deus Júpiter.

Julho: Júlio César, general romano. O mês era anteriormente chamado Quintilis, o quinto mês do calendário de Rómulo.

Agosto: Augusto, primeiro imperador romano. O mês era anteriormente chamado Sextilis, o sexto mês do calendário de Rómulo.

Setembro: septem, “sete” em latim; o sétimo mês do calendário de Rómulo.

Outubro: octo, “oito” em latim; o oitavo mês do calendário de Rómulo.

Novembro: novem, “nove” em latim; o nono mês do calendário de Rómulo.

Dezembro: decem, “dez” em latim; o décimo mês do calendário de Rómulo.

Fonte: etimologista.com