março 20, 2026

EQUINÓCIO DE OUTONO - Adilson Zotovici


 

E chega uma nova estação 

Evento de astronomia 

Na terra a transição 

Na igualdade a energia 


Momento de renovação 

À desbastar à porfia 

Em cada passo motivação 

Que em “Áries” inicia 


Com a terra em inclinação 

Outono, Equinócio vigia   

Em torno do Sol translação  


Tal qual a maçonaria 

“Claridade e escuridão” 

Iguais...a noite e o dia !   

CAPÍTULO DO ARCO REAL OBREIROS DA VERDADE n. 36



Na noite desta quinta feira ocorreu a cerimônia de exaltação de nove mestres maçons no Arco Real, no Capítulo do Arco Real Obreiros da Verdade n. 36, em Praia Grande, no Templo da ARLS Obreiros da Verdade.

Sob a direção do companheiro Anderson dos Santos Gugoni, na sua última sessão como Zorobabel deste Capítulo antes de entregar o seu comando para o próximo Zorobabel, companheiro Denilton Santos a belíssima cerimônia transcorreu atendendo aos preceitos do antigo ritual.

O Arco Real não é um grau maçônico. É o complemento do terceiro grau, a coroação do grau de mestre maçom e a transmissão de ensinamentos ancestrais que completam o percurso daqueles que se dedicam ao aperfeiçoamento moral e espiritual através da maçonaria. A Grande Loja Unida da Inglaterra declara em seu estatuto que a maçonaria regular é composta dos graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre mais o Arco Real.

Ao final da sessão, os agora chamados Companheiros do Arco Real, confraternizaram em torno de um suculento churrasco.

Da minha ARLS Tríplice Aliança 341 de Mongaguá foram exaltados eu, Osvaldo Takakura e Jurandir Ruiz.

SEGURANÇA PSICOLÓGICA - Geraldo Martins


 Não me conte o que disseram de mim. Conte-me por que se sentiram confortáveis em dizer isso na sua presença.

Essa frase parou o tempo na minha cabeça quando a li pela primeira vez.

Porque ela não fala sobre fofoca. Ela fala sobre **ambiente psicológico**.

 Sobre o que a sua presença autoriza silenciosamente, sem uma palavra sequer.

O que a Neurociência diz sobre isso?

Matthew Lieberman, da UCLA, passou décadas estudando o cérebro social. Sua conclusão: o ser humano não é racional que às vezes socializa, ele é **social que às vezes raciocina**. 

Nosso cérebro avalia o ambiente antes de qualquer pensamento consciente.

Em milissegundos, ele responde: *"Estou seguro aqui? Posso me expor?"*

Quando alguém faz fofoca na sua frente, o cérebro dessa pessoa já processou uma informação fundamental: **aqui, isso é permitido.**

Amy Edmondson, de Harvard, chamou isso de Segurança Psicológica.

Mas segurança psicológica tem dois lados.

O lado que a maioria conhece: ambientes onde as pessoas se sentem seguras para inovar, errar e crescer.

O lado que ninguém fala: *ambientes onde as pessoas também se sentem seguras para falar mal, diminuir e excluir.*

A diferença está no que o líder ou a pessoa  *tolera em silêncio.*

Robert Cialdini demonstrou que comportamentos se propagam por validação social implícita.

Não precisamos dizer "pode falar mal". Basta não interromper. Basta dar um meio sorriso. Basta mudar de assunto sem posicionamento.

O silêncio, nesse contexto, *é uma resposta.*

E o cérebro das pessoas ao redor registra essa resposta com precisão cirúrgica.

Daniel Goleman nos lembrou que líderes regulam o clima emocional dos grupos para o bem e para o mal.

Você não precisa falar para influenciar. Sua presença já comunica o que você aceita, o que você valoriza, o que você permite.

A pergunta não é o que as pessoas dizem quando você não está.

*A pergunta é o que elas dizem quando você está.*

Isso é um espelho. E às vezes, o reflexo incomoda.

Qual comportamento você tem tolerado em silêncio  e que sinal isso tem enviado ao seu redor?

Fonte: #Liderança #Neurociência #InteligênciaEmocional #CulturaOrganizacional #DesenvolvimentoHumano*

PREPOSIÇÃO E CONJUNÇÃO - Heitor Rodrigues Freire



Continuando nosso estudo da gramática e sua ligação filosófica, hoje abordamos a preposição e a conjunção, que merecem uma análise conjunta por suas características relacionais, pois são conectivos que ligam termos e orações. 

Embora ambas sirvam para conectar elementos em uma mesma estrutura, devem ser usadas em momentos diferentes.

A preposição liga as palavras, estabelecendo relação de dependência (ex: "livro de português"), enquanto a conjunção liga orações ou termos de mesma função, criando sentido lógico (ex: "estudei e passei"). Preposições indicam posse, lugar, tempo, etc., e conjunções adicionam, opõem, explicam ou condicionam ideias. 

A preposição é uma palavra invariável que conecta termos, estabelecendo uma relação de sentido e dependência entre eles, geralmente dentro da mesma oração, introduzindo um complemento que indica relações como posse, lugar, tempo, modo, etc.

A conjunção é uma palavra invariável que liga duas orações ou termos da mesma função sintática, como dois verbos ou substantivos, estabelecendo relações lógicas como adição, oposição, condição, causa, etc., une duas orações ou dois termos semelhantes, estabelecendo sentido entre eles. Elas podem ser classificadas como conjunções coordenadas ou subordinadas. 

Do ponto de vista filosófico, os termos gramaticais, preposição e conjunção se relacionam primariamente com a lógica e a filosofia da linguagem através do conceito de proposição (lógica) e dos conectivos lógicos. 

Na filosofia, o termo "preposição" é frequentemente confundido com proposição. A distinção é crucial: 

Preposição (gramatical): É uma classe de palavra invariável cuja função é conectar termos dentro de uma oração, estabelecendo relações semânticas (de posse, lugar, tempo, causa, etc.), mas não possui um valor de verdade intrínseco.

Proposição (filosófica/lógica): É o conteúdo ou sentido expresso por uma frase declarativa, a que se pode atribuir um valor de verdade (verdadeiro ou falso), mas nunca ambos simultaneamente. A proposição é a ideia subjacente à frase, o juízo ou afirmação sobre a realidade. É aquilo que se propõe.

Portanto, do ponto de vista filosófico, a preposição gramatical é vista como uma ferramenta linguística que ajuda a estruturar a linguagem usada para expressar proposições mais complexas. 

Na filosofia, o termo conjunção gramatical, que une orações e estabelece relações de sentido (como adição, oposição, causa), é o equivalente linguístico dos conectivos lógicos (ou operadores lógicos) na filosofia da lógica. 

Conectivo lógico (filosófico/lógico): Na lógica proposicional, palavras como "e", "ou", "se... então...", e "não" são formalizadas como operadores funcionais. Elas formam proposições compostas a partir de proposições simples, e o valor de verdade da proposição composta é determinado exclusivamente pelo valor de verdade das proposições simples que a compõem.

Resumindo, a principal contribuição filosófica para a compreensão desses termos é a distinção entre a forma linguística (as palavras e classes gramaticais em si) e o conteúdo lógico (o significado ou a verdade que elas expressam e conectam). A filosofia, especialmente a lógica e a filosofia da linguagem, abstrai a função conectiva dessas palavras para analisar a estrutura fundamental do raciocínio e da verdade, independentemente da língua específica utilizada. 


A DIREITA E A ESQUERDA NA POLÍTICA BRASILEIRA - Cesar Romão



A distinção entre direita e esquerda na política, hoje tão comum no Brasil e no mundo, nasceu de um episódio histórico específico, mas ganhou significados muito mais amplos ao longo do tempo. 

Compreender essa origem ajuda a entender não apenas o debate político contemporâneo, mas também as contradições e confusões que marcam a realidade brasileira.

Os termos direita e esquerda surgiram durante a Revolução Francesa, no final do século XVIII. Em 1789, na Assembleia Nacional Constituinte, os deputados se organizavam fisicamente no plenário conforme suas posições políticas.

À esquerda do presidente da Assembleia sentavam-se os que defendiam mudanças profundas: o fim dos privilégios da nobreza e do clero, maior igualdade social, ampliação de direitos e limitação do poder do rei.

À direita ficavam os defensores da ordem tradicional: a monarquia, os privilégios aristocráticos, a forte influência da Igreja e a manutenção das hierarquias sociais.

O que começou como uma simples disposição de espaço transformou-se em um poderoso símbolo político, que atravessou séculos e fronteiras.

Com o passar do tempo, esquerda e direita deixaram de ser apenas posições físicas e passaram a representar visões de mundo.

A Esquerda: associa-se à defesa da igualdade social, maior intervenção do Estado na economia, políticas públicas redistributivas e proteção dos grupos mais vulneráveis.

A Direita: relaciona-se à valorização da propriedade privada, da livre iniciativa, da tradição, da hierarquia social e de um Estado mais livre na economia.

Esses conceitos, porém, nunca foram fixos. Em diferentes países e épocas, direita e esquerda assumiram nuances próprias, adaptadas à cultura, à história e às condições econômicas locais.

No Brasil, os termos direita e esquerda passaram a ser usados com mais frequência ao longo do século XX, especialmente após a industrialização, o surgimento de movimentos operários e a influência das ideologias europeias.

Durante a Era Vargas, por exemplo, ideias associadas à esquerda (como legislação trabalhista e intervenção estatal) conviviam com práticas autoritárias. 

Já no período da Ditadura Militar, a direita passou a ser associada ao conservadorismo político e ao combate ao comunismo, enquanto a esquerda foi duramente reprimida.

Esse histórico fez com que, no Brasil, os conceitos fossem muitas vezes usados mais como rótulos ideológicos do que como descrições precisas de projetos políticos.

Atualmente, a divisão entre direita e esquerda no Brasil é marcada por forte polarização emocional. Muitas vezes, o debate deixa de ser programático e se transforma em confronto “identitário”: ser de direita ou de esquerda passa a definir quem a pessoa é, e não apenas o que ela defende.

E note que há contradições evidentes como:

a) Políticos que se dizem de direita defendem subsídios estatais quando lhes convém;

b) Políticos que se dizem de esquerda, por vezes, se aliam a elites econômicas tradicionais;

c) Partidos trocam de discurso conforme o contexto eleitoral, esvaziando o significado original dos termos.

O resultado é um cenário em que direita e esquerda viram slogans, usados mais para atacar adversários do que para explicar propostas concretas para problemas reais como educação, saúde, segurança e desigualdade.

Os termos direita e esquerda que nasceram de um momento histórico específico, na França revolucionária, como uma forma simples de organizar posições políticas, ao longo do tempo, tornaram-se símbolos poderosos, mas também imprecisos.

No Brasil, essa herança se manifesta de forma totalmente distorcida: em vez de servir como ferramenta para compreender projetos de sociedade, a divisão frequentemente alimenta conflitos estéreis. 

Resgatar o sentido histórico e crítico desses conceitos é fundamental para elevar o debate político e lembrar que, mais importante do que rótulos, são as ideias, as ações e os resultados concretos para a população.

Num pais com 30 partidos políticos mais os “pseudos autointitulados partidos” temos: a direita, direitinha, dereitona, a esquerda, esquerdinha, esquerdona, o centro, centrinho, centrão e logo teremos o canto, cantinho e o cantão. A maior democracia do mundo EUA tem o Partido Democrata e o Partido Republicano.

E o povo continua sendo um só, com duas opiniões talvez, aqueles a favor e aqueles contra. Num país que coloca 5.9 bilhões em fundos partidários e 1.92 bilhões em pesquisa científica, ou seja, para cada 1 real investido em pesquisa científica o Estado brasileiro repassa R$ 3.07 para o sistema partidário. 

A Argentina tem 09 Ministérios, o Uruguai 14, Paraguai 17, Colômbia 19, Chile 25 e o Brasil 38, um dos efeitos partidários, expansão de Ministérios. E não fica por ai: temos um médico para cada 20 pacientes na UTI e 20 assessores para um deputado. 

Da maneira que as coisas seguem com legalização de siglas partidárias sem projeto para a sociedade existe um prejuízo para democracia. 

No tempo do Império, havia o Partido Liberal e o Conservador e hoje diversos partidos surgem para atender interesses de lideranças que não conseguem espaço em suas siglas.

O Brasil não precisa de mais partidos políticos, precisa instaurar o Voto Reverso. 

Funcionaria assim: caso o político que foi eleito não atenda as demandas éticas, políticas e sociais as quais se propôs, o eleitor vai ao cartório eleitoral e retira seu voto. Se a retirada chegar a 49.9% dos votos obtidos ele é destituído do cargo e assume o suplente. Isto sim é dar poder ao povo através do Voto. 


março 19, 2026

VESTAIS, GUARDIÃS DA CHAMA ETERNA -Abel Tolentino

 



VESTALES: CUSTODES FLAMMMAE AETERNAE

Por que esse título é simbólico?

Na Roma Antiga, a tradução carrega camadas de significado que iam além das palavras:

Custodes (Guardiãs): Não eram apenas funcionárias; elas eram as protetoras da alma da cidade. Se a chama se apagasse, acreditava-se que a proteção da deusa Vesta sobre Roma havia cessado, o que causava pânico na população.

Flammae Aeternae (Chama Eterna): O fogo no Templo de Vesta nunca deveria ser extinto. Ele representava a continuidade do Estado Romano e o "fogo doméstico" que unia todos os cidadãos como uma grande família.

Aeternae (Eterna): Reflete a própria ambição de Roma em ser a Roma Aeterna (Roma Eterna).

Um toque de história

Curiosamente, a chama só era apagada e reacendida ritualmente uma vez por ano: no Ano Novo Romano (1º de março). No resto do tempo, qualquer interrupção era vista como um presságio de desastre iminente.

E AGORA JOSÉ ? (hoje é seu dia) - Newton Agrella


Aos "Josés" cristãos, judeus ou de qualquer outra denominação religiosa no mundo, o que vale é que hoje, 19 de Março, este dia é seu !

O nome José em Português é a transliteração de YOUSEF em Hebraico, cujo significado é : "aquele que acrescenta”, fazendo uma referência a Deus. 

Interessante destacar que relatos históricos dão conta de que no início este nome era popular somente entre os judeus. 

Porém no começo da Idade Media, e em especial no continente europeu, o referido nome começou a tornar,se mais frequente entre os cristãos especialmente na Espanha e na Itália em homenagem a São José.

Na Inglaterra, o nome começou a se popularizar após a Reforma Protestante, assim como na Alemanha e Holanda.

A História ainda revela que o nome José começou a se tornar mais comum em Portugal em documentos datados da primeira metade do século XVI, na forma transliterada "Joseph".

O nome em si, sempre esteve intimamente relacionado a um preceito divinal, em razão de seu significado.

Relatos bíblicos, dão conta de alguns personagens de destaque,  fazendo referência no Antigo Testamento a José do Egito, como o décimo primeiro filho de Jacó e Raquel.

No  Novo Testamento cita-se José de Nazaré, esposo de Maria e pai adotivo de Jesus.

Posteriormente, reverenciado pela Igreja Católica como São José, declarado em 1870 pelo papa Pio IX como o patrono da igreja universal.

E outro José de destaque é José de Arimatéia, um dos discípulos de Jesus.

José ainda ancora o nome de inúmeros santos no catolicismo, via de regra como um agente toponímico, ou seja; fazendo referência ao nome de seus locais de respectivas origens.

As transliterações do nome Yousef em hebraico, ganharam as seguintes formas mais conhecidas:  Giuseppe, em italiano, Joseph, em inglês, Jose em espanhol e José em português.

Sob a égide da interpretação semântica e muito mais sob o ponto de vista das emoções humanas tracos gerais do nome José ensejam as seguintes características: uma personalidade firme, uma pessoa que tem "os pés no chão", resiliente, incansável e que precisa se esforçar mais que os outros para conseguir o merecido reconhecimento.

Eis portanto, uma breve amostra do significado, da etimologia e do universo circunstante, que revelam características atinentes aos inúmeros Josés que compartilham de sua existência  mundo afora.

A própria Bíblia, e o Antigo Dicionário de Nomes Próprios, são fontes de pesquisa e apoio que serviram com base para a elaboração deste sucinto texto.

UM PADRE MAÇOM, DOMENICO ANGHERÀ - Luciano J. A. Urpia


 Domenico Angherà (1803-1873) foi uma das personagens mais controversas entre a Igreja e a Maçonaria italiana (na época da Unificação da Itália). Era abade beneditino, arcipreste católico e, simultaneamente, patriota radical e maçom. Sua vida foi um exercício de conciliação entre a batina e o avental, a paróquia e a Loja, a Teologia e a Revolução.

Sua trajetória maçônica começou após envolver-se na Insurreição de 1847 que o obrigou a se exilar em Malta. Iniciado na Maçonaria na Sicília, no exílio colaborou com o patriota Nicola Fabrizi. De volta à Itália em 1860, fundou a Loja "Sebezia" e tornou-se Grão-Mestre do Grande Oriente de Nápoles, expandindo sua Obediência de 23 para mais de 50 Lojas, inclusive no Egito. Vestia paramentos maçônicos sobre a batina e desenvolveu uma teologia própria: reinterpretou a Trindade como "Ar, Água e Fogo" e o INRI cristão como "Igne Natura Renovatur Integra" (Pelo fogo, a Natureza se renova por completo).

Sua posição era tão singular que chegou a lançar um comunicado maçônico contra o Grande Oriente de Roma, assinando como representante legítimo da Maçonaria napolitana. Em sua villa em Sant'Elmo, recebia visitantes do mundo inteiro em um verdadeiro "bazar" maçônico, onde vendia patentes, diplomas e publicações. Acusado de lucrar com iniciações, foi expulso da Ordem, após um processo que revelou a arrecadação de 140 mil liras. Morreu aos 70 anos, deixando a imagem de "maçom controverso" da Maçonaria italiana.

Fonte:#curiosidadesdamaconaria #curiosidadesmaconicas #maconaria

AS BIZARRICES DA IDADE MÉDIA - Fagner Oliveira


 






Ah, a Idade Média! Um período tão fascinante quanto bizarro, onde a humanidade parecia estar em um experimento social que deu errado, mas ninguém teve a coragem de apertar o botão de "reset". Vamos mergulhar nesse caldeirão de curiosidades, costumes estranhos e hábitos que fazem você agradecer por ter nascido no século XXI. Preparem-se, porque esse texto vai ser "eita" atras de "eita".

A Nobreza: Ser chique era não ter a mínima noção de higiene.

Vamos começar pela elite, a nobreza. Esses caras eram o equivalente medieval aos influencers de hoje, só que nada de filtros e mais... bem, sujeira. Banho? Nah, isso era coisa de plebeu, não... também não era.

Acreditava-se que a água abria os poros e deixava o corpo vulnerável a doenças (sim, a lógica medieval era um negócio meio "Alice no País das Maravilhas"... Embora certas coisas nunca mudam) Então, os nobres preferiam perfumes fortes e roupas caríssimas para disfarçar o cheiro de "humano medieval". Imagina o fedor em um baile real? E ainda tinham a cara de pau de chamar isso de sofisticação.

Ah, e não podemos esquecer dos banquetes! Comer até explodir era um esporte nobre. Eles adoravam exibir suas riquezas com pratos absurdos, como cisnes recheados com faisões, que por sua vez eram recheados com perdizes. Tudo isso regado a litros de vinho e cerveja, porque água? Só se fosse benta e na testa.

O Clero: Santidade e Pecados... Criativos.

Agora, vamos falar da turma da batina. O clero medieval era uma mistura de santidade e hipocrisia, com um toque de criatividade para justificar os pecados. Os padres e bispos viviam pregando a moderação, mas muitos deles tinham uma queda por banquetes, vinho e, claro, "companhia" noturna(🫦). E não estou falando de rezar o terço.

Um dos costumes mais bizarros era a venda de indulgências. Basicamente, você podia comprar o seu lugar no céu. Roubou? Matou? Traiu? Tudo bem, basta pagar uma taxa para a Igreja e seus pecados eram perdoados. Era tipo um "plano de assinatura" para a salvação eterna. Conveniente, não?

E não podemos esquecer das relíquias sagradas. Acreditava-se que objetos como ossos de santos, pedaços da cruz de Cristo e até fios de cabelo de Maria tinham poderes milagrosos. Só que, curiosamente, havia tantos pedaços da "verdadeira cruz" espalhados pela Europa que, se juntassem todos, daria para construir uma catedral. Coincidência? Acho que não.

Os Camponeses ou melhor, sobreviventes.

Agora, vamos para a base da pirâmide social: os camponeses. Esses coitados viviam uma vida de trabalho duro, fome e... bem, mais trabalho duro. A dieta básica era pão (duro como uma pedra), cerveja fraca (sim, até as crianças bebiam) e, se tivessem sorte, um nabo ou dois. Carne? Só se o senhor feudal estivesse de bom humor.

E a higiene? Nem pense nisso. Banho era um luxo raro, e a maioria das pessoas vivia em casas de madeira e barro, compartilhando o espaço com animais. Imagina o cheiro de "casa medieval": uma mistura de suor, estrume e esperança perdida.

Ah, e os camponeses tinham uma relação peculiar com a justiça. Se alguém cometesse um crime, a solução era muitas vezes o "julgamento por ordálio". Basicamente, o acusado era submetido a uma prova dolorosa, como segurar uma barra de ferro em brasa. Se a ferida cicatrizasse, era inocente. Se infeccionasse, bem... azar o seu. Era tipo um "Deus decide", mas com um toque de sadismo bem, bem, beeeem humano.

As Mulheres: Beleza e/ou Tortura Estética.

E as mulheres? Ah, elas tinham seus próprios desafios bizarros. A beleza medieval era uma coisa peculiar. Para ter uma pele pálida e "angelical", muitas mulheres usavam chumbo na maquiagem. Sim, chumbo. O resultado? Envenenamento lento e uma aparência cadavérica. Mas, ei, pelo menos estavam na moda!

E os cabelos? Rapar a testa para parecer mais inteligente (ou algo assim) era uma tendência. E os vestidos? Eram tão apertados que algumas mulheres desmaiavam de tanto sufoco. Era tipo um "corset ou morte", literalmente... um estilo noiva cadáver. 

De fato uma Época muito "PE-CU-LI-AR".

A Idade Média foi, sem dúvida, uma época de contrastes. De um lado, a nobreza vivendo em luxo e falta de higiene; do outro, os camponeses lutando para sobreviver em meio a absurdos cotidianos. O clero pregava a santidade, mas vivia em meio a escândalos e hipocrisia. E as mulheres? Bem, elas sofriam em nome da beleza, como sempre.

Mas, apesar de todos os absurdos, a Idade Média nos deixou um legado fascinante. Foi um período de transformações, invenções e, claro, muita bizarrice. Então, da próxima vez que você reclamar da vida moderna, lembre-se: pelo menos você não precisa segurar uma barra de ferro em brasa para provar sua inocência. Ou pior, usar chumbo no rosto.

Confesso que no período da pandemia, eu vivi minha própria idade Média. Morava próximo de uma igreja. Os sinos tocavam a cada hora, a peste comendo solta... é foi um pouco mais "soft"... mas deu pra sentir um gostinho, mesmo que mais higiênico e tecnológico.

E aí, gostaram do tour pela Idade Média? Se sim, compartilhem e deixem um comentário. Se não, bem... eu entendo. Afinal, nem todo mundo tem estômago para tanto absurdo histórico. Até a próxima!



março 18, 2026

18 DE MARÇO DE 1314



Há 712 anos, em Paris, Jacques de Molay foi conduzido à fogueira. Não como criminoso, mas como homem que se recusou a morrer mentindo. Durante sete anos de prisão, sob tortura, sob ameaças e sob o peso de uma condenação fabricada por Filipe IV da França e pelo papa Clemente V, ele assinou confissões que jamais corresponderam à verdade! E quando chegou o momento final, diante da multidão reunida na Île de la Cité, ele retratou cada confissão imposta pelo tormento.

Naquele instante, Jacques de Molay não era mais apenas um Grão-Mestre, era a voz de uma Ordem inteira que se recusava a ser sepultada na desonra. O fogo que consumiu seu corpo não apagou nada, irmãos! Apagou apenas a ilusão de quem acreditou que a verdade poderia ser queimada junto com a própria carne.

A perseguição aos Cavaleiros Templários não nasceu da heresia. Nasceu da cobiça de um Rei minúsculo, endividado e da covardia de um papa submisso. Contra eles, Molay opôs algo que nenhuma fogueira alcança:

A integridade absoluta de quem escolheu morrer em pé, a honra que nenhuma câmara de tortura conseguiu arrancar!

Que essa memória nos convoque, hoje, a não curvar o joelho diante do falso, a não comprar paz com traição à própria consciência! Non nobis, Domine.

✠ “Iustus autem meus ex fide vivit.” ✠

“O meu justo viverá pela fé.”

(Hebreus 10,38).



PADRE PIETRO PALAZZINI, JUSTO ENTRE AS NAÇÕES




Pietro Palazzini lavava pratos na cozinha do Vaticano quando os gritos atravessaram as paredes.

Era 16 de outubro de 1943. Roma, ocupada pelos nazis havia apenas cinco semanas, estava prestes a testemunhar um dos seus dias mais sombrios. Pietro correu até a janela — e o que viu jamais o abandonaria.

Camiões militares bloqueavam as ruas estreitas do bairro judeu. Soldados das SS arrastavam famílias para fora das casas. Crianças gritavam pelos pais enquanto eram empurradas para os veículos. Idosos tropeçavam com as mãos amarradas atrás das costas.

Mais de mil pessoas foram levadas naquela manhã.

Dois dias depois, os comboios partiram para Auschwitz concentration camp. Apenas dezasseis regressariam.

Mas Pietro não conseguia parar de pensar naqueles que tinham escapado. Nos que estavam escondidos. Nos que respiravam com medo dentro de uma cidade vigiada por botas e silêncio.

Naquela noite, ele tomou uma decisão que mudaria destinos.

O seminário, a poucas ruas da rusga, tinha paredes espessas, quartos vazios e algo raro naquela Roma ocupada: a proteção simbólica do Vaticano. Pietro começou em segredo, conversando com outros padres. Logo chegou a primeira família — exausta, faminta, desesperada.

Ele levou-os a um quarto no terceiro andar e disse:

“Aqui estão seguros.”

Mesmo sabendo que segurança, naquele tempo, era apenas uma esperança frágil.

Vieram mais famílias. Os Rosenberg. Os Cohen. Os Segre. Cada uma carregando medo, poucas malas e um passado que precisava desaparecer para sobreviver. O seminário transformou-se em refúgio clandestino. Quartos viraram lares improvisados. Depósitos tornaram-se cozinhas. Crianças aprenderam a brincar em silêncio.

Mas esconder não bastava. Era preciso dar-lhes novas identidades.

Pietro nunca tinha falsificado nada. Ainda assim, à luz de velas, estudou certificados de batismo e aprendeu a reproduzi-los com precisão. Apagava nomes. Inventava histórias. Criava vidas novas para salvar as antigas.

Os Rosenberg tornaram-se Romanos.

Sarah Cohen tornou-se Maria Colombo.

Cada documento era um risco mortal. Se descoberto, significaria prisão — ou execução.

O inverno chegou duro. A comida escasseava. O frio invadia os corredores de pedra. Bebês choravam abafados nos braços das mães. Febres espalhavam-se. O medo era constante.

Mas eles estavam vivos.

Em fevereiro, Pietro soube de uma rusga em San Lorenzo: doze famílias descobertas, deportadas. Homens que ele conhecia tinham tomado a mesma decisão que ele — e pagado o preço.

Naquela noite, o medo quase o quebrou. Pensou em desistir. Pensou em mandar todos embora antes que fosse tarde.

Então a pequena Sarah — agora Maria — entregou-lhe um desenho: o seminário, com duas palavras escritas abaixo.

“Casa Segura.”

Pietro guardaria esse papel pelo resto da vida.

Na primavera, a esperança começou a infiltrar-se nos corredores. As forças aliadas aproximavam-se. Pela primeira vez, as famílias sussurravam sobre o “depois”.

Em 4 de junho de 1944, tanques americanos entraram em Roma.

Pietro ficou à porta enquanto as famílias saíam para a luz do sol após oito meses de sombras. Houve lágrimas, abraços, promessas de memória eterna.

Trinta e sete pessoas entraram como fugitivas.

Saíram como sobreviventes.

Depois da guerra, Pietro voltou à rotina discreta: ensinar seminaristas, cumprir tarefas simples, viver sem alarde. Vieram promoções e, em 1973, foi nomeado cardeal pelo Pope Paul VI.

Ele raramente falava da guerra. Mesmo chamado de herói, permanecia silencioso, carregando memórias que não cabiam em palavras: passos no corredor, papéis escondidos no bolso, rostos que não chegaram a tempo.

Em 1985, Israel reconheceu-o como Justo entre as Nações. Encontrou sobreviventes que havia protegido — agora adultos, segurando filhos e netos, vidas inteiras nascidas de um ato de coragem.

“Só fiz o que qualquer pessoa deveria fazer”, disse.

Mas a verdade é outra.

A maioria não arrisca a vida por estranhos.

A maioria não transforma o próprio local de trabalho em refúgio.

A maioria não cria identidades novas enquanto o perigo ronda a porta.

Pietro Palazzini morreu em 2000, aos 88 anos, mais de meio século depois daquele dia em que os camiões avançaram para Auschwitz.

No seu funeral, não foram títulos que falaram mais alto. Foram famílias. Filhos e netos cujos nomes verdadeiros um dia tinham sido sussurrados atrás de portas fechadas.

Falaram de um jovem padre que escolheu coragem quando o silêncio era mais seguro. Que abriu a porta quando o mundo se fechava. Que salvou trinta e sete vidas — e todas as gerações que vieram depois.

Pietro nunca soube se tinha salvado o suficiente. Pensava muitas vezes nos que não chegaram.

Mas trinta e sete pessoas viveram.

E os filhos dessas pessoas viveram.

E os netos também.

Às vezes, a história não é feita por multidões.

É feita por alguém que escuta um grito, olha pela janela — e decide não virar o rosto.

Fonte: Facebook/Sobre literatura


A IMPORTÂNCIA DO PENSAR E CONHECER-SE NA MAÇONARIA - Gilson Alves



Todos nós aqui passamos pelo Primeiro Grau.

Todos nós aqui ficamos ali, sentados em silêncio, aguçando nossos sentidos.

E se nos reportarmos ao mundo profano e, fazendo uma analogia com a Vida Maçônica, numa frase que muitos aqui já escutaram, enquanto alunos, quando um professor dizia: “ 

Façam silêncio; senão, não irão “pegar” o fio da meada”.

Em Maçonaria é a mesma coisa.

Achamos também que, quando somos convidados a ingressar nessa Nobre Arte Real, por sermos homens de bons costumes, não precisamos nos aprimorar, que não precisamos evoluir e por vezes, alguns dizem: 

“Queria ser como aquele Irmão! “ – referindo-se ao seu conhecimento em Maçonaria, mas não se esmera para tal.

Pois bem, um simples exercício pode fazer a diferença: Pensar.

O Ser humano distingue-se dos demais animais pela capacidade de processamento de informações através do ato de Pensar.

Pensar é formar idéias na mente, é imaginar, considerar ou descobrir.

O Filósofo René Descartes disse: 

“Com a palavra Pensar entendo tudo o que sucede em nós, de tal modo que o percebemos imediatamente por nós mesmos: portanto, não só entender, querer, imaginar, e sim também sentir é o mesmo que Pensar”. 

Pensar estabelece relações, as conceitua e encontra um significado para elas. 

Formar relações entre vários conceitos é julgar.

Estabelecer o significado de vários conceitos é raciocinar.

Assim o ato de Pensar implica três funções básicas: Conceituar; Julgar e Raciocinar.

O pensador mexicano Antônio Caso dizia: 

"Liberdade é pensamento. Pensamento é liberdade.

Na essência do pensar está a autonomia." 

Partindo dessa última definição de que na essência do Pensar está a autonomia, na Maçonaria o ato de pensar está diretamente ligado ao postulado da Liberdade. 

Liberdade para desenvolver seus conceitos a partir dos ensinamentos recebidos, porque somos livres e autônomos para falar e assumir posições, sem afastar-nos da Filosofia Maçônica e de seus princípios.

Filosoficamente, a Maçonaria mostra ao homem-maçom que ele tem um compromisso consigo mesmo, com o seu Pensar, o que fazer de sua própria existência. 

Pois, quando o homem prescinde de si mesmo, de seus deveres, quando o homem abre mão da sua liberdade, da quantificação do seu Eu; quando o homem esquece de si próprio, está a negar-se como Ser.

O Primeiro Grau se estereotipa no “conhece-te a ti mesmo”, divisa escolhida por Sócrates. 

O grande pensador ensina ao Maçom-Aprendiz que a primeira coisa a fazer é aprender a Pensar.

Aprendendo a Pensar aprende-se a conhecer, a discernir, a falar. 

Aprendendo a pensar encontraremos, sem dúvida, meios e modos que facilitam a busca, a procura, a investigação, o ponto de chegada.

Assim, nesse vai-e-vem do Pensar, nesse vai-e-vem da busca, o Aprendiz, introspectivamente, passará a conhecer-se melhor.

Conhecer é descobrir o Ser. Assim para o Aprendiz, o descobrimento do Ser é o auto conhecimento e deve levá-lo à introspecção, à análise da sua forma de vida antes da Iniciação. 

Estabelecendo a partir de então os limites entre o profano e o iniciado, corrigindo as eventuais falhas de construção de seu edifício, passando a Pensar e agir dentro dos limites estabelecidos, que pode significar simbolicamente o nascimento do novo Ser.

O Maçom estará pronto para a busca dos conhecimentos da Ordem a partir do Auto Conhecimento e da “Morte” dos resquícios contrários à Filosofia Maçônica inerentes ao profano.

“Conhece-te a ti mesmo” nos leva à conclusão de que se não praticarmos o conhecimento de nós mesmos, se não nos propusermos a esmiuçar o nosso espírito com o objetivo de melhorá-lo, com a intenção de aperfeiçoar nosso intelecto, não projetaremos em nós uma melhoria moral, não conseguiremos desbastar a Pedra Bruta. 

O Primeiro Grau é onde utilizamos com maior propriedade os sentidos da Visão e da Audição.

Com eles desenvolvemos o Pensar, estabelecemos relações e comparações que formarão os alicerces do desenvolvimento e nos ajudarão nos passos seguintes da caminhada. 

Lembrando que todos iniciam na Ordem no Primeiro grau, e cada um tem seu momento de despertar, porque não existe prazo determinado para o seguimento da jornada. 

O que deve acontecer é a maturação do iniciado, uma etapa de cada vez, um degrau após o outro, e mesmo assim sem jamais deixar de ser Aprendiz, sem jamais deixar de utilizar os sentidos da visão e da audição com Sabedoria. 

Cada degrau da escada de Jacob inexiste sozinho, ele sempre será o resultado do somatório do conhecimento adquirido nos Degraus Anteriores. 

Pratique o Pensar para conhecer-se, para então buscar o diferencial, a formatação do novo Eu através do conhecimento, para a transformação, para o renascimento, para a prática da verdadeira maçonaria.

O Pensar, nos traz a reflexão, através de perguntas sobre a capacidade e a finalidade humana que movem o mundo.

São perguntas que nos fazem aproximar dos conhecimentos maçônicos. 

São as perguntas e não as respostas que nos fazem evoluir.

O exercício do Pensar te faz diferente, te faz Novo!

Por isso, na faça de sua vida maçônica, um conjunto de respostas, faça-a de perguntas.

Só assim o seu Templo Interior terá paredes Retas, Belas e Justas. 

Portanto...

Pense...

Reflita...

Pergunte...

Evolua.... , pois desistir da Maçonaria é desistir de si próprio.





março 17, 2026

POR QUE NASCEU A MAÇONARIA - Michael Winetzki



Na noite de ontem, realizei mais uma palestra internacional, com tradução simultânea, no C.E.M.I - Centro de Estudos Maçônicos Internacionais, com sede no México, mas com a presença de irmãos (e irmãs) de toda a América Latina.

O tema da palestra foi "Por que nasceu a maçonaria" e foi uma.dissertacão  baseada em história real, sobre os fatos sociais, políticos e econômicos que permeavam a Grã Bretanha quando do nascimento de nossa Ordem.

Foi a segunda palestra que fiz para o C.E.M.I.. No dia 15 de setembro do ano passado fiz a primeira palestra com tradução simultânea pela IA do Zoom, para aquela instituição.

Em razão da diferença de fuso horário a palestra começou as 23h00 no Brasil e devido ao interesse expresso nas inúmeras perguntas, terminou por volta de duas horas da manhã.

Os irmãos que desejarem os slides da palestra podem solicitar pelo whatsapp 61.9.8199.5133 que terei prazer em enviar.